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COVID-19: Google e Apple liberam API para criação de apps que detectam infectado

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cottonbro/Pexels
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Nesta quarta-feira (20), o Google e a Apple anunciaram um novo passo no projeto para o desenvolvimento de soluções que permitem o rastreamento dos contaminados pela COVID-19. Nesta quarta-feira, em comunicado conjunto, ambas as empresas anunciaram que uma API de Notificação de Exposição já está liberada tanto para o iOS (13.5), quando para o Google Play Services. A primeira parte da ação foi lançada pelas duas empresas no dia 10 de abril deste ano.

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Com isso, os desenvolvedores ligados às agências públicas de saúde poderão criar aplicativos capazes de rastrear pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus e informando as pessoas próximas a partir do envio de notificações. Em uma declaração conjunta, as empresas anunciaram que as agências de saúde de todo o mundo já estão liberadas para usar a nova API e incorporar a ferramenta de notificações em seus aplicativos, aumentando a efetividade dos apps no rastreamento de novos casos da COVID-19.

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Como funciona?

"Uma das técnicas mais eficazes que as autoridades de saúde pública usaram durante os surtos é chamada rastreamento de contato. Por meio dessa abordagem, as autoridades entram em contato, testam, tratam e aconselham as pessoas que podem ter sido expostas a uma pessoa afetada", explicam as companhias em comunicado.

Dessa forma, a nova API utiliza o método de rastreamento para identificar se um usuário teve contato ou esteve próximo de alguém diagnosticado com o novo coronavírus. No entanto, a pessoa deve autorizar a divulgação anônima dessa informação para o funcionamento do serviço, que será compartilhada por Bluetooth aos dispositivos próximos.

No caso de ter contato, os usuários somente receberão um aviso da suspeita, mas não recebem a identidade da pessoa diagnosticada com a COVID-19. "A notificação de exposição tem o objetivo específico de notificação rápida, que é especialmente importante para retardar a propagação da doença com um vírus que pode ser transmitido de forma assintomática", esclarecem a Apple e o Google.

Vale lembrar que a medida é opcional, ou seja, os usuários de ambos os softwares podem optar por receber notificações de exposição ou não. "Cada usuário decide se aceita ou não as notificações de exposição".

Além disso, a tecnologia não rastreia a localização do usuário e cabe ao indivíduo relatar uma possível exposição ao aplicativo de saúde pública que seja utilizado em sua região.

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Foco nos sistemas de saúde

"A tecnologia de Notificações de Exposição, que permitirá que os aplicativos criados pelas agências de saúde pública funcionem com mais precisão, confiabilidade e eficácia nos telefones Android e iPhones. Nas últimas semanas, nossas duas empresas trabalharam juntas, contatando autoridades de saúde pública cientistas, grupos de privacidade e líderes governamentais de todo o mundo para obter informações e orientações", afirmam no comunicado.

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É importante frisar que os apps de saúde só funcionarão melhor e poderão dimensionar, de fato, a escalada de casos da COVID-19, se acontecer a adoção generalizada pelo usuário dessa tecnologia. "A adoção do usuário é a chave para o sucesso e acreditamos que essas fortes proteções de privacidade também são a melhor maneira de incentivar o uso desses aplicativos", concluem as empresas na nota.