Twitter entra na briga pela compra do TikTok e pode fundir redes sociais

Por Alberto Rocha | 09 de Agosto de 2020 às 17h00
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O banimento do TikTok nos Estados Unidos virou uma verdadeira novela mexicana. O aplicativo chinês, que tem até 45 dias para encontrar uma companhia americana para assumir suas operações no país e não ser bloqueado de vez, pode ter ganhado um novo interessado. De acordo com informações do The Wall Street Journal, o Twitter aceitou o challenge lançado pelo presidente Donald Trump e se junta à Microsoft na disputa pela rede social de compartilhamento de vídeos musicais.

Segundo a fonte, as negociações estariam em uma fase preliminar e o interesse do Twitter difere da Microsoft - que poderia fazer uma aquisição global do app, e tem planos de fundir as operações de ambas redes sociais. Não está claro, no entanto, se o TikTok continuaria a ser um aplicativo separado ou se integraria às funcionalidades da plataforma de Jack Dorsey. Vale ressaltar que, em 2012, por uma quantia milionária, o microblogging adquiriu o Vine, que também era focado em vídeos de formato curto.

Se for comprado pelo Twitter, TikTok pode ter o mesmo destino do Vine (Imagem: Reprodução)

Microsoft tem mais chances de ganhar o challenge

Georgia Wells e Cara Lombardo, jornalistas do Wall Street Journal, apontam que as negociações com o Twitter não devem avançar por alguns motivos. Além do caráter de urgência (o TikTok tem até 20 de setembro para resolver essa situação), a aquisição estaria avaliada em torno de US$ 50 bilhões e o Twitter, por ter valor de mercado inferior que o da Microsoft, teria de financiar o investimento. A companhia do Windows, por sua vez, teria mais condições de finalizar a compra rapidamente.

"Por ser muito menor, o Twitter argumentou que dificilmente enfrentará o mesmo nível de escrutínio antitruste que a Microsoft ou outros licitantes em potencial, disseram pessoas familiarizadas com as discussões", apontam os jornalistas.

Procuradas pelo jornal, tanto o TikTok quanto o Twitter não quiseram comentar sobre o assunto. A rede social, pertencente à chinesa ByteDance, tem cerca de 80 milhões de usuários ativos somente nos EUA e se tornou febre durante o período de isolamento social, passando da marca de 2 bilhões de downloads em todo o mundo. Agora resta esperar e acompanhar os próximos capítulos dessa história.

Fonte: The Wall Street Journal  

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