O que é o Twitter Blue?

O que é o Twitter Blue?

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 21 de Maio de 2022 às 12h00
Twitter/Divulgação

O Twitter Blue é um serviço de assinatura premium que oferece vantagens para o usuário. Ao pagar uma quantia de US$ 3,00 (cerca de R$ 15,00) por mês, o assinante tem acesso a recursos ainda em testes e opções extras, tais como um botão para desfazer tuítes, um sistema de leitura de notícias sem anúncios e personalizações.

A ideia do serviço é recompensar quem utiliza bastante a rede social e incentivar a atração de ainda mais gente. Hoje, estima-se que apenas 25% da base cadastrada no Twitter é responsável por 97% dos tuítes, o que demonstra a necessidade de trazer de volta àqueles que deixaram a plataforma de lado nos últimos anos.

Lançado em julho de 2021, o Twitter Blue chegou com apenas três recursos. Após uma chuva de críticas pela falta de atrativos, a rede social decidiu se mexer para trazer coisas mais interessantes. Uma das novidades mais celebradas é o Labs, que leva experimentos e recursos em primeira mão para os cadastrados no serviço.

Por enquanto, o serviço é exclusivo dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e ainda não há previsão de chegada ao Brasil. O serviço pode ser comprado no aplicativo do Twitter no iPhone ou celulares Android, além do site para web por meio do sistema de pagamentos da Stripe.

Como se inscrever no Twitter Blue?

A inscrição no serviço Twitter Blue deve ser realizada no menu Perfil, pelo aplicativo ou site para navegador:

  1. Procure pelo menu do seu Perfil;
  2. Selecione a opção Twitter Blue;
  3. O botão de assinatura exibirá o preço por mês.

O valor muda conforme o local e ainda não está liberado em reais, portanto é impossível assinar por aqui ou saber ao certo quanto custará — rumores apontam para R$ 15,90. Nenhuma assinatura do Twitter Blue oferece reembolso, mesmo que a conta tenha sido suspensa, banida ou roubada por terceiros.

Quais os serviços disponíveis no Blue?

"Desfazer" tweets

Se você pressionar o botão Undo, sua publicação será desfeita antes de ser publicada (Imagem: Reprodução/Twitter Blue)

O botão “desfazer” tuítes é provavelmente o recurso mais útil da rede social, pois permite remover rapidamente uma publicação errada ou incompleta. Se você cometer algum deslize no português ou esquecer de anexar a mídia, por exemplo, dá para se arrepender instantaneamente antes das pessoas visualizarem.

A vantagem do botão é evitar o desgaste de apagar a publicação e precisar recriá-la do zero novamente. Ele funciona de modo parecido com o "desfazer envio" do Gmail, logo precisa ser pressionado em poucos segundos a publicação para evitar a liberação do tuíte.

Quando for desfeito, o usuário será guiado de volta para a tela de edição, onde poderá compor novamente a mensagem de onde parou. Atualmente, a rede social permite definir quanto é o tempo para desfazer o post — entre 5 e 60 segundos.

É importante não confundir isto com o recurso de editar tuítes, algo que a rede do passarinho ainda estuda como implementar. O ajuste após o post ter ido ao ar é algo complexo, porque permitiria alterar o conteúdo de uma publicação que pessoas curtiram ou retuitaram no passado — e isso poderia ser usado com fins maliciosos.

Artigos sem Anúncios

Após a compra do Revue, a rede decidiu incentivar a leitura na própria plataforma, sem distrações e propagandas como nos sites de notícias tradicionais. O recurso funciona no iOS, Android ou na versão web e exige login na plataforma para funcionar.

Além de ter a leitura facilitada, a ferramenta ainda paga para os sites que disponibilizam seus conteúdos, portanto é uma forma de ajudar indiretamente os jornalistas ou criadores de conteúdo. Não está incluso acesso a conteúdos que precisem de assinatura.

Pastas de itens salvos

Quando você quer armazenar um conteúdo interessante na web, costuma recorrer aos favoritos do navegador. Nas redes sociais, contudo, isso é pouco prático e pode não funcionar para determinados tipos de conteúdo.

É para isso que o Twitter inventou a pasta de itens salvos e o colocou como um adicional para os assinantes do Blue. Você pode agrupar tudo para encontrar seus tuítes favoritos rapidamente depois, sem limitação da quantidade e de forma privada.

O usuário pode criar categorias temáticas para separar seus posts favoritos conforme a necessidade. Dá para reservar um espacinho para memes, outro para mensagens motivacionais, mais um para assuntos de trabalho, e assim por diante.

Navegação e ícones personalizados

Aqui começam os toques de individualidade que cada assinante do Blue pode adotar. Com a adesão, a pessoa pode alterar a aparência do ícone do aplicativo do Twitter no seu telefone, seja ele Android ou iPhone. São várias opções coloridas e algumas sazonais que só podem ser usadas por esse "seleto grupo".

Já a navegação personalizada é exclusiva do iOS. Ela permite definir o que será exibido na barra de navegação da rede social para definir a ordem dos conteúdos que mais usa. Funciona como uma espécie de "acesso rápido", com a seleção de no mínimo dois e no máximo seis itens, para manter a parte inferior do app com a sua cara.

Temas para o app

Troque o branco e azul por algo que faça mais o seu estilo (Imagem: Reproduçao/Twitter)

É claro que não se pode falar de personalização sem mencionar a interface geral do Twitter. A assinatura dá direito a usar os temas criados especialmente para tornar sua experiência mais colorida.

A combinação de cores escolhida é aplicada na página inicial e em outros elementos da interface. Há temas simples com cores básicas, como amarelo, vermelho, roxo, laranja e verde, e outros temporários, criados para celebrar alguma ocasião especial.

Leitor de threads

Sabe quando o fio das conversas fica tão longo que confunde a cabeça? São tantas intervenções, tantas coisas acontecendo, que você pode se perder naquela leitura.

O leitor pode ser ativado para transformar sequências longas em uma experiência mais prazerosa e organizada, com menos interrupções visuais — ícones, botões, opções. Dá até para configurar alguns extras, como o tamanho do texto, de modo a tornar o uso aprimorado.

Assuntos em destaque

Para quem gosta de ler, o serviço traz um recurso para ressaltar conteúdos em alta na plataforma. O Blue reúne automaticamente os 25 principais tuítes, retuítes ou publicações com comentários das pessoas que você segue.

Chamado "Artigos em Destaque", essa funcionalidade aproxima os influenciadores do seu público. Na listagem, o assinante pode tocar para exibir o conteúdo ou o perfil, entrar em conversas ou apenas observar o que cada pessoa comentou sobre aquilo.

Trata-se de uma espécie de Treding Tópics mais filtrado, porque só considera aquelas pessoas importantes para você. Quem preferir, pode usar um filtro para definir o cronograma e exibir destaques das últimas 1, 2, 4, 8 ou 24 horas — este último é o padrão.

Suporte aprimorado

Assinantes do Twitter Blue recebem suporte dedicado para questões específicas do serviço apenas. A equipe ajuda a resolver coisas como gerenciamento da assinatura, acesso à conta em dispositivos, configurações específicas ou problemas com a inscrição.

Obviamente que todos os recursos exclusivos dos assinantes também entram nesse rol de preferência. Mesmo assim, não adianta esperar tratamento VIP para outras coisas, como contas com acesso restrito, certificação de perfil (selinho azul) ou qualquer outro tipo de diferenciação.

Qual o futuro do Twitter Blue?

Ainda é cedo para saber qual será o destino do serviço de assinaturas. Elon Musk, possível comprador da rede, disse que pretende expandir isso para gerar uma fonte de renda forte e constante para a plataforma. Seria uma alternativa para depender menos da verba dos anunciantes, que tem ficado cada vez mais escassa nos últimos anos.

O desejado selinho azul poderia ser um diferencial se for incluído na assinatura do Twitter Blue (Imagem: Divulgação/Twitter)

Por outro lado, o serviço completará um ano desde o seu lançamento e ainda tem números tímidos demais. Em termos de receita, o Twitter arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) no primeiro trimestre, dos quais apenas US$ 94 milhões vieram de assinaturas e fontes alternativas, como a venda de dados e serviços voltados para empresas (business-to-business).

Há também rumores de que a plataforma pode lançar dois recursos muito aguardados para o Twitter Blue:

  1. Editar tuítes após a publicação
  2. Obter o selinho azul de verificação

Outro rumor forte seria uma redução no preço e a adição do TweetDeck, ferramenta de gestão de perfis, como uma funcionalidade premium. Já o upload de vídeos em Full HD (1080p) também é algo que pode chegar apenas para os pagantes.

Não há confirmação alguma da rede social sobre essas ou outras adições mencionadas, mas a possível compra por Musk, se for concretizada, pode acelerar a implantação. O bilionário é defensor dessas mudanças como forma de atrair mais gente para o serviço.

O futuro do Twitter Blue ainda é sombrio, mas a chegada de funcionalidades realmente importantes poderia ajudar a rede social do passarinho a deixar o seu céu azul novamente.

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