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100 mil brasileiros criaram perfil na Bluesky nos últimos dias

Por| 11 de Abril de 2024 às 12h10

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Douglas Ciriaco/Canaltech
Douglas Ciriaco/Canaltech

Fundada em 2021, a Bluesky é uma das principais alternativas ao X/Twitter hoje e parece se beneficiar das polêmicas da plataforma rival com a Justiça brasileira. Em conversa com o Canaltech, a rede do Céu Azul afirma que quase 100 mil brasileiros criaram um perfil nos últimos dias, indicando que há por parte do público a percepção de que ela pode ser um refúgio para quem quer sair do site de Elon Musk.

Efeito Musk x STF?

Sem citar qualquer relação com a questão que envolve o concorrente, a companhia diz que os brasileiros são muito bem-vindos e apresenta o anseio de construir um espaço para conversas saudáveis e divertidas.

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“A Bluesky deu as boas-vindas a cerca de 100 mil novos usuários brasileiros nos últimos dias, levando o total de usuários para cerca de 5,5 milhões de pessoas, e adoraríamos que mais brasileiros participassem”, celebra a companhia.

“A missão da Bluesky é criar uma rede social aberta para conversas globais que são divertidas, saudáveis, e dar aos usuários mais opções do que as plataformas em que as decisões são tomadas por um pequeno grupo de pessoas”, prossegue.

Brasil na Bluesky

Se você é um pouco ligado em hábitos de internet, deve saber que os brasileiros costumam se espalhar rapidamente por alguns serviços — vale lembrar da "invasão" ao Koo no fim de 2022, quando Musk assumiu de vez o Twitter e gerou um certo temor em parte do público. Na Bluesky, isso não parece ser muito diferente.

“Os brasileiros sempre foram uma parte importante da Bluesky, eles são superdivertidos e engajam bastante, adoram memes”, explica a companhia ao Canaltech.

A rede social não diz exatamente quantos brasileiros estão hoje na plataforma, mas comenta que os brazucas foram uma das primeiras comunidades a se juntar a ela em 2023, quando o total de usuários não passava de 20 mil pessoas, o que criou laços.

“Como a rede era pequena e acolhedora naquela época, a equipe da Bluesky fez amizade com vários usuários brasileiros”, relata a equipe do site que desde o início de fevereiro dispensa a necessidade de convite para novos cadastros.

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A questão da moderação

A grande razão da treta entre Elon Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) envolve a questão do tipo de conteúdo que é veiculado no X/Twitter. Inquéritos sobre ataques à democracia e propagação de fake news e desinformação no Brasil levaram muitos perfis a serem bloqueados a pedido da Justiça, algo que Musk e seus apoiadores acusam de censura.

Também é conhecido o pouco apreço de Musk aos mecanismos internos de moderação no X: ele realizou demissões que minaram a capacidade da rede de manter essas estruturas funcionais de fato, é acusado de ser leniente com a presença de grupos extremistas e também fortaleceu as “Notas da comunidade”, que opta pela via da autorregulação por parte do público em vez de remover conteúdos violentos ou desinformação, por exemplo.

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Perguntados sobre a questão da moderação, os representantes da Bluesky destacaram que a companhia considera a moderação como “a espinha dorsal de espaços sociais saudáveis” e “não tolera assédio ou discurso de ódio”.

A rede conta com uma equipe global de moderadores e também com apoio de moderadores locais, inclusive no Brasil, que analisam o conteúdo de denúncias feitas por aqui. “Qualquer usuário pode relatar conteúdo ou contas pelo app e isso é analisado em até 24 horas”, garantem os representantes da plataforma.

Além disso, o pilar da moderação da Bluesky é a chamada moderação combinável. A tática funciona a partir de diretrizes gerais em áreas sensíveis (como spam, assédio, discursos de ódio e desinformação eleitoral), que precisam ser respeitadas por todos os participantes, combinadas à moderação extra criada por grupos de pessoas que usam a rede. "Isso permite às comunidades mais controle sobre os seus espaços online”, explica a companhia.

Essas camadas de moderação personalizada são criadas no Ozone, a ferramenta interna de moderação da plataforma, e podem ser adotadas por outras comunidades na plataforma. Ou seja, os mecanismos de moderação básicos podem contar com o reforço de regras específicas criadas por determinados grupos em suas próprias comunidades dentro da Bluesky. 

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“Essas ferramentas estão sendo adotadas rapidamente pelos usuários que querem criar suas próprias experiências na Bluesky, seja para impedir screenshots de outras plataformas ou manter suas comunidades seguras online”, finaliza a companhia ao Canaltech.