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Batman: 10 aspectos pouco conhecidos que novos leitores precisam saber

Por| 25 de Agosto de 2023 às 15h43

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DC Comics
DC Comics
Bruce Wayne

A primeira aparição de Batman aconteceu em Detective Comics #27, de 1939. De lá para cá, o personagem vem sendo publicado mensalmente, e em múltiplas revistas. E, desde que a DC Comics passou a manter uma continuidade oficial, muita coisa mudou nos elementos básicos que caracterizam o herói nessas décadas.

Como um dos personagens mais amados na cultura pop, todo mundo sabe o básico do Batman: um órfão que presenciou os pais serem mortos, e passou a transformar vingança em justiça, mesmo sem poder nenhum, apenas com seu treinamento superior e os milhares de cacarecos que seus recursos bilionário permitem.

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Mas… a galeria de inimigos, as motivações, e o próprio conceito do Homem-Morcego mudou ao longo desse tempo todo — afinal, é preciso recontar a mesma história com um frescor capaz de atrair novos leitores.

O problema é que, quando muitos dos novos leitores decidem acompanhar o Homem-Morcego mensalmente, deparam-se com elementos que nunca ouviram falar na mitologia de Batman. Eis que o pessoal do CBR reuniu algumas delas e comentamos aqui para deixar todo mundo atualizado.

10. Batman abriga uma personalidade secreta de outro mundo

Introduzido pela primeira vez na Era de Prata dos Quadrinhos e reintroduzido por meio da visão sombria do arco escrito por Grant Morrison, em meados de 2000, o Batman de Zurr-En-Arrh é uma personalidade que Bruce Wayne desenvolveu como resultado de um experimento psicológico.

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O Batman de Zurr-En-Arrh funciona como uma personalidade completamente distinta do Cavaleiro das Trevas, como se fosse um “safe reboot” de um computador para que a persona principal se restabeleça até tudo voltar ao normal.

Pode parecer difícil de entender isso, e é, mas nas histórias tudo parece mais simples quando você pensa que é um “Batman reserva” para quando sua mente está instável ou controlada por algum vilão, por exemplo.

9. Gotham City é administrada por uma sociedade secreta há séculos

Os Novos 52 foram um reboot que não deu certo no começo de 2010, e, embora a DC Comics tenha desfeito quase tudo o que aconteceu nessa época com os eventos Renascimento e Relógio do Juízo Final, alguns elementos bem-sucedidos continuam valendo no cânone oficial da editora.

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É o caso da sociedade secreta conhecida como a Corte das Corujas, composta pela elite corrupta de Gotham City. É com essa organização que a DC explica por que a cidade continua produzindo tantas mentes perturbadas, pois ela seria responsável pela miséria perpétua do município.

8. Origem do Batman ligada a um deus cósmico

Duas das sagas mais doidas e divertidas da DC Comics, Noites de Trevas: Metal e Noites de Trevas: Death Metal, lançadas em 2017 e 2021, respectivamente, associam a origem de Batman a um ser de outro mundo.

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Batman seria derivado da entidade cósmica conhecida como Barbatos, uma espécie de avatar do morcego em uma jornada de vingança. Tudo bem que depois que essa doideira passou ninguém mais comentou a respeito, mas isso continua adormecido no cânone da DC.

7. Origem do Coringa permanece misteriosa

Há muito tempo os fãs cobram uma verdadeira história de origem para o Coringa, mas a DC, sabiamente, entendeu que o mistério por trás de onde ele veio faz parte do próprio charme do vilão. Então, a editora resolveu apenas aceitar isso.

Algumas histórias recentes, como Batman: Os Três Coringas e até o filme Coringa, mostram que o Palhaço do Crime é, atualmente, uma “ideia”: embora haja um homem desconhecido como fonte de todo esse caos, enquanto alguém promover seu modus operandi, sempre vai haver um Coringa.

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A coisa mais próxima que os fãs podem ter de uma origem real do Coringa está em Batman: A Piada Mortal: um comediante frustrado que não suportou a maneira violenta como o mundo o tratou e devolveu de uma forma tão brutal e viciante que seus atos serão revividos em um ciclo eterno, mesmo após sua morte.

6. Duas-Caras foi um dos maiores aliados de Batman e Comissário Gordon

Bem, todo mundo que já viu a trilogia de Christopher Nolan viu que o promotor de justiça Harvey Dent era um homem bom, mas, depois de se corromper, desenvolveu um transtorno mental que o transforma no Duas-Caras.

Isso não era assim tão evidente nos quadrinhos, mas, depois disso, as histórias mostraram que Dent era um dos melhores amigos de Batman — e também do Comissário Gordon. E mais: é o único vilão que o Homem-Morcego ainda acredita em uma verdadeira redenção.

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Então, atualmente, o Duas-Caras pode até ser visto como um anti-herói do que um verdadeiro vilão para Batman e para o Comissário Gordon.

5. Batman é conhecido como o maior detetive (humano) do mundo

Bem, Batman nasceu de uma revista chamada Detective Comics e sua maior inspiração foi Sherlock Holmes. As capacidades dedutivas do herói sempre estiveram presentes em várias histórias dos quadrinhos, embora não tenham sido muito exploradas no cinema.

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Mas tanto na trilogia de Christopher Nolan nos cinemas quanto no Batman de Matt Reeves com Robert Pattinson; assim como nos quadrinhos de Batman: O Longo Dia das Bruxas, Batman: Preto e Branco e até no mais recente O Túmulo do Batman há uma forte imersão nessa faceta detetivesca do Homem-Morcego.

4. Batman lutava apenas contra a corrupção no início da carreira

O Homem-Morcego foi criado em uma época em que os mistérios de assassinato, dramas de máfia e histórias policiais noir faziam muito sucesso. Então, embora muitos novos leitores sempre vejam o Homem-Morcego na Liga da Justiça lutando contra invasões alienígenas ao lado do Superman, seu núcleo básico envolve a luta nas ruas contra a corrupção.

Dois clássicos mostram bem isso: Batman: Ano Um e Batman: O Longo Dia das Bruxas, em que vemos o Homem-Morcego enfrentando apenas políticos e mafiosos, que podem ser vilões tão interessantes quanto os superseres.

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A DC continua publicando histórias apenas com esse teor na linha do Homem-Morcego, então, não se espante se você começar a ler as histórias do Batman e vê-lo lutando contra capangas de rua ao invés de ameaças cósmicas.

3. Batman não passa tanto tempo sozinho

Os maiores clássicos dos quadrinhos, assim como filmes e animações de sucesso, caracterizam Batman como um “eterno lobo solitário”, sempre isolado de todos — até parece que Bruce Wayne realmente só vive consigo mesmo e seu alter-ego.

Contudo, os quadrinhos, principalmente nas fases mais recentes, mostram como Wayne sempre se dedicou aos relacionamentos próximos e, com o tempo, tornou-se bem mais sociável e amigável. Além de todos os Robin e Alfred, Batman sempre tem o apoio de Superman, Mulher-Maravilha e toda a Liga da Justiça.

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E, embora, não pareça, ele também sustenta algum relacionamento saudável com a Mulher-Gato, com o Duas-Caras e outros antagonistas. Batman não é tão solitário assim, especialmente nos últimos anos — ele apenas prefere ficar na dele a maior parte do tempo.

2. Superman é um dos amigos mais próximos do Batman

Desde o clássico Batman: O Cavaleiro das Trevas, lançado em meados dos anos 1980, há sempre essa questão envolvendo um ser humano “normal” enfrentando um deus na Terra. E, embora essa abordagem seja para lá de interessante, o que muita gente esquece é que, na verdade, Bruce Wayne e Clark Kent são muito amigos.

Só existe luz se existe escuridão, certo? Então, ao longo dos anos, os dois heróis foram se aproximando de uma forma que há coisas que somente eles compartilharam entre si — e apenas um pode compreender o outro.

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É uma das dinâmicas mais bonitas que a DC construiu ao longo dos anos, e que não costuma aparecer em obras únicas, e sim no cotidiano mensal de histórias que os leitores mais ávidos costumam acompanhar.

1. Dick Grayson está preparado para vestir o traje do Batman

Quem não acompanhou as histórias do Batman ao longo dessas décadas, não sabe como a relação entre Bruce Wayne e os Robin mudou, especialmente o primeiro, Dick Grayson.

Grayson deixou de ser Robin porque não queria se tornar tão amargo e solitário quanto seu mentor, e se tornou o herói Asa Noturna. Enquanto Jason Todd trilhou um caminho tortuoso e se tornou mais problemático que o próprio Wayne, Tim Drake mostrou que pode ser melhor detetive que o próprio Cavaleiro das Trevas. E somente com Damian Wayne, seu próprio filho, é que Bruce notou como poderia ser o mentor e figura paterna para os órfãos que se tornaram Meninos Prodígios ao seu redor.

Então, atualmente, depois da Crise Sombria nas Infinitas Terras, Bruce finalmente abriu seu coração a Grayson, que já havia usado o traje do Batman no passado. E, nesse momento tocante, o Cavaleiro das Trevas admitiu que somente o primeiro Robin poderia realmente carregar o fardo de usar o traje do Homem-Morcego — Dick até chama Bruce de pai, pela primeira vez em toda a história da Dupla Dinâmica.

Mais maduro, Grayson hoje entende que a solidão, paranóia e desconfiança de Bruce têm a ver com seus problemas psicológicos e com o fato de Batman pensar como um vilão e agir como um herói. Compreender o esforço de não se contaminar com seu lado mais sombrio faz do Asa Noturna o melhor substituto que o Cavaleiro das Trevas poderia um dia imaginar