Review Apple iPhone 11 | O melhor iPhone 'barato' em 2021/22

Review Apple iPhone 11 | O melhor iPhone 'barato' em 2021/22

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 30 de Setembro de 2021 às 16h07
Ivo/Canaltech

A Apple anunciou a nova série iPhone 13 em setembro, e manteve a produção dos modelos de entrada das duas gerações anteriores. Isso inclui o Apple iPhone 11, último celular da linha principal da empresa a oferecer tela LCD.

O modelo mais barato a ter Face ID atualmente já tem duas câmeras na traseira — uma grande-angular e outra super grande-angular —, bateria para o dia todo e plataforma Apple A13 Bionic, ou seja, o processador de dois anos atrás da Maçã. Será que este conjunto ainda é uma boa opção para você comprar no período de 2021/22?

A resposta é simples e objetiva: não só é uma boa escolha, como é a melhor do momento. As novas gerações trazem melhorias, mas são todas incrementais e, no fim das contas, a experiência com o iPhone 11 é muito próxima à que seus sucessores oferecem. Continua em dúvida? Então veja a análise completa que o Canaltech preparou para você.

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Prós

  • Desempenho ainda mais que suficiente;
  • Ótimas câmeras;
  • Melhor custo benefício da Apple em 2021/22;

Contras

  • Não suporta 5G;
  • Carregador comprado a parte.

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Design e Construção

O iPhone 11 traz alguns refinamentos no design do seu antecessor, o iPhone XR. A Apple manteve o formato com laterais curvas, mas algumas pequenas alterações visuais dão uma aparência mais elegante ao modelo de 2019, como o módulo de câmeras, agora quadrado — no que ficou popularmente conhecido como “cooktop”.

São duas câmeras no modelo “de entrada” da linha, que ficam em uma coluna no canto superior esquerdo, cada uma levemente saltada em uma lombada já um pouco saltada do restante do aparelho. Ao lado, há um microfone de redução de ruídos e um flash LED, tudo em uma saliência transparente com acabamento fosco, que se destaca do restante da traseira de maneira discreta. O logo da Maçã fica centralizado, como sempre.

Os botões ficam na mesma posição de sempre: os de volume à esquerda, com o interruptor do modo silencioso acima; e o de energia à direita, com a gaveta de chips mais abaixo. As laterais ainda têm linhas de antena em cima e embaixo. A parte de cima é lisa, enquanto na de baixo ficam as saídas de som com a porta Lightning no centro. Não há conector para fone de ouvido, que a Apple removeu no iPhone 7 e nunca mais utilizou em seus telefones.

Na frente, a tela tem bordas pequenas e harmônicas em volta do display, sempre na cor preta, e o notch acima deixa pouco espaço para ícones de notificação, bateria e relógio na barra de status. Isso ocorre porque a Apple ainda mantém uma grande quantidade de sensores na parte superior frontal do aparelho, incluindo o de luz, câmera frontal e Face ID.

  • Dimensões: 150,9 x 75,7 x 8,3 mm
  • Peso: 194 gramas

O iPhone 11 tem acabamento em vidro com laterais em alumínio, e as suas medidas para um celular com tela de 6,1 polegadas são relativamente compactas. O peso chega perto dos 200 gramas, que pode ser considerado um pouco pesado se comparado a modelos Android concorrentes, mas tem se tornado o peso padrão dos celulares hoje em dia. Mesmo assim, é recomendado o uso com uma capa de proteção, já que frontal e traseira são pouco resistentes a quedas.

Você encontra o modelo em seis opções de cores: amarelo, branco, preto, roxo, verde ou vermelho.

iPhone 11 traz o 'notch' para abrigar sensores (Imagem: Ivo/Canaltech)

Por fim, o dispositivo ainda oferece certificação IP68, com resistência à água em profundidade de até dois metros por 30 minutos. Sempre bom lembrar que é uma proteção para acidentes do dia a dia, e não é recomendável ficar mergulhando o aparelho em líquidos. Esta característica pode se perder com o tempo, por conta de quedas e batidas, além das borrachas de vedação poderem secar e perder a capacidade de conter a água do lado de fora.

Tela

A tela não tem muita novidade, sendo que o iPhone 11 foi o último celular da linha principal da Apple a trazer display LCD com resolução HD. Apesar de as especificações parecerem inferiores até mesmo a modelos Android intermediários, a qualidade do visor é excelente, e compete em pé de igualdade com modelos mais caros do sistema operacional concorrente — mesmo aqueles com tela OLED.

Você quase não nota a resolução mais baixa, especialmente porque a densidade de pixels ultrapassa o mínimo recomendado por especialistas, pois são 326 ppp (pontos por polegada). As cores são muito precisas, e o aparelho ainda conta com tecnologia True Tone e ampla tonalidade de cores, sendo igual a modelos mais recentes nestes aspectos.

Só o contraste peca um pouco, e de maneira perceptível, principalmente para quem já está acostumado ao alto contraste oferecido por telas OLED. Para acentuar o problema, o iPhone 11 não tem suporte ao HDR, que só passou a ser oferecido nos modelos “de entrada” da Maçã na geração seguinte — que, curiosamente, já tem outra tecnologia de painel.

Tela é boa, mas não chega a surpreender (Imagem: Ivo/Canaltech)

O brilho típico também fica abaixo das versões mais recentes, podendo atingir 625 nits. O Apple iPhone 12 fica neste mesmo patamar, mas pode chegar a 1.200 nits com o HDR, que garante visibilidade muito melhor em ambientes externos. Não que o modelo de 2019 seja ruim para usar na rua, mas com claridade muito alta você vai perder alguns detalhes do conteúdo. Está ótimo para navegar na internet, mas assistir a vídeos ou jogar já pode ser uma tarefa um pouco mais desafiadora nestes cenários.

“A tela do iPhone 11 não surpreende, como seria de se esperar de um celular premium — apesar de não decepcionar, também”

Ah sim, o aparelho é de 2019, então não espere alta taxa de atualização, que a Apple só passou a adotar no iPhone 13 Pro.

E para quem gosta de especificações técnicas completas, eis as características da tela do iPhone 11: tela Liquid Retina HD de 6,1 polegadas com tecnologia IPS LCD. A resolução é de 1792 x 828 pixels, que resulta em densidade aproximada de 326 ppp. A proporção de contraste é de 1.400:1, com tecnologia True Tone, ampla tonalidade de cores (P3) e brilho máximo de 625 nits.

Configuração e Desempenho

Conector Lightning, proprietário da Apple, é a única porta física do iPhone 11 (Imagem: Ivo/Canaltech))

Todo final de ano a Apple lança os mais potentes celulares do mercado, ao anunciar a nova série iPhone. A Qualcomm correu atrás e já reduziu bastante a distância, mas ainda fica um pouco atrás ano após ano. No caso do iPhone 11, o chip A13 Bionic superou o Snapdragon 855 e ainda ficou um pouco à frente do Snapdragon 865, lançado poucos meses depois.

De fato, não tem do que reclamar do desempenho do iPhone 11. Ele não apenas lida com tarefas mais simples sem reclamar, como roda jogos pesados sem mostrar muito esforço. A velocidade de carregamento de aplicativos grandes, incluindo os games, também é impressionante. Para quem gosta de velocidade, tem uma opção excelente aqui, além de confiável e estável.

Apesar de ter “somente” 4 GB de memória RAM, o dispositivo é fluido e, mesmo que não segure muitos apps em segundo plano, o carregamento é rápido e você raramente vai perceber. Isso ainda é uma vantagem porque, com menos processos em segundo plano, a eficiência energética aumenta, garantindo mais tempo de uso. Mas vou deixar para entrar em mais detalhes sobre isso no tópico de bateria.

O único "porém" que preciso apontar tem relação com o aquecimento. Após instalar o iOS 15, notei que o aparelho esquenta de maneira perceptível em tarefas mais exigentes, até mesmo no uso da câmera para tirar algumas fotos. A boa notícia é que não é nada tão grave, e ele esfria rapidamente quando é deixado em stand by por alguns minutos.

Resultados do iPhone 11 no 3D Mark (Imagem: Felipe Junqueira/Captura de tela)

Os resultados de benchmark só reforçam a potência do aparelho. Passei o teste Wild Life Unlimited e o resultado foi de 8.097 pontos, com 48,5 fps. Na versão Extreme, a pontuação foi de 1.786 e 10,7 fps. Não temos registros, aqui no Canaltech, de nenhum celular Android que tenha alcançado resultado tão incrível. Os três melhores são os Galaxy S21, S21+ e Z Fold 3, que chegaram a 5925, 5889 e 5746 pontos, respectivamente.

O iPhone 11 conta com as versões de 64 GB, 128 GB e 256 GB de armazenamento, e vale lembrar que os celulares da Apple não contam com slot para cartão de memória. Eu testei o modelo com menos armazenamento e, em cerca de uma semana, já tinha quase 30 GB ocupados com apps, fotos e vídeos. Ou seja, vale a pena investir a mais para ter mais espaço e ficar sempre tranquilo.

E para o caso de você estar em busca de especificações técnicas mais detalhadas, o Apple A13 Bionic é uma plataforma de 7 nanômetros. Ela contém um processador de seis núcleos divididos em dois de desempenho, que chegam à velocidade de 2,65 GHz na arquitetura Lightning; e outros quatro de eficiência, com 1,8 GHz na arquitetura Thunder. Não há muitos detalhes sobre o modelo da GPU, apenas que ela tem quatro núcleos, ao passo que a Neural Engine possui oito núcleos.

Interface e sistema

Todos os celulares da Maçã possuem o iOS, e a empresa mantém um compromisso muito interessante de atualizar ao máximo seus dispositivos. Claro que o fato de ela cuidar de toda a cadeia de produção e suporte de todos os modelos ajuda bastante. Além disso, cada modelo é lançado já com vista em entregar anos de uso sem travamentos, com desempenho bem acima do necessário.

O iPhone 11 foi testado com o iOS 15 já instalado, que está disponível para modelos desde o iPhone 6s. Ou seja, pelo menos mais quatro updates estão praticamente garantidos para o modelo de 2019.

Câmeras

Com o iPhone 11, a Apple finalmente passou a oferecer conjunto duplo de câmeras na traseira em todos os seus celulares da linha principal. O conjunto é, basicamente, o mesmo dos modelos Pro, com 12 MP na principal e 12 MP na super grande-angular. Isso abre possibilidades para tirar fotos de grupos grandes ou de paisagens, aproveitando um campo de visão ampliado. Na frente, as selfies também ficam a cargo de um sensor de 12 MP.

As melhorias de hardware vêm acompanhadas de alguns aperfeiçoamentos de software. Este foi a primeira geração a utilizar o Deep Fusion, sistema de processamento de imagens realizado pelo Neural Engine que analisa as fotos para aperfeiçoar o resultado final, independente do cenário. O iPhone 11 consegue analisar imagens pixel por pixel e otimizar textura, detalhes e reduzir ruídos em todas as partes.

Importante lembrar que a Apple prefere utilizar uma abordagem de mirar e clicar com a câmera do celular, e tenta facilitar ao máximo para o usuário não ter que pensar muito ao fotografar. Ao menos é possível ativar ou até desativar o modo noturno por conta própria, em vez de deixar que o iPhone decida quando vai usar a inteligência artificial para melhorar fotos com pouca luz.

“De maneira geral, você tem qualidade de fotografia muito próxima no iPhone 11 e nos seus sucessores, que trazem apenas algumas melhorias. Para tirar fotos, não há necessidade de investir no celular mais recente da Apple, pois todos são mais que satisfatórios”

Principal | 12 MP

Câmera do iPhone tem alto nível de detalhes, mas "apaga" um pouco as cores (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera que você possivelmente mais vai utilizar (no caso de não tirar muitas selfies, claro) é a típica câmera de iPhone. As fotos têm um nível muito bom de detalhes e equilíbrio excelente de exposição, mas as cores ficam levemente apagadas, principalmente para quem gosta de um pouco de saturação para deixar a imagem mais vívida. Nada que uma edição não resolva, claro, mas é um pouco chato ficar editando foto, ainda mais quando a proposta é apontar e clicar.

A lente ainda possui abertura f/1.6, que permite passagem de bastante luz e evita tremidas em boa parte dos cenários. Atualmente, você já consegue fazer alguns ajustes manuais ao captar imagens no iPhone, como aumentar ou reduzir exposição e forçar um modo noturno, com tempo que varia conforme a luz ambiente.

Você pode manter ativado ou desligar o Live, que faz um registro em vídeo do segundo antes do clique e salva essa imagem em movimento no rolo da câmera. Na galeria, é possível ver esse pequeno vídeo em quatro estilos: live, loop, vai e volta e longa exposição (este último, um registro estático com mais claridade). Se quiser economizar espaço do armazenamento interno, é recomendável manter esta opção desligada.

Super grande-angular | 12 MP

Ultra wide tem qualidade semelhante à principal, mas é "mais escura" por conta da abertura de lente menor (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Diferente do que vemos nos celulares Android, a ultra wide do iPhone não apresenta muita diferença de qualidade na imagem em comparação com a principal. Mas não é que você vai ter praticamente a mesma foto em todos os ambientes, apenas aumentando ou reduzindo o campo de visão.

Apesar de ter os mesmos 12 MP, a lente super grande-angular (chamada pela Apple do Brasil de “ultra-angular”, para diferenciar da grande-angular, que é a principal) tem abertura menor, em f/2.4. Sim, em abertura de lente na fotografia, quanto mais alto o número, menos espaço para passagem de luz, e o f/1.6 da principal é uma das maiores aberturas que existem em celulares hoje em dia.

Modo retrato e outros

Modo retrato ainda tem dificuldade com detalhes muito finos, como cabelos espetados (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera do iPhone oferece alguns modos extras além de foto e vídeo. Para imagens estáticas, você tem o modo panorama e também o retrato. Neste último, há várias opções de ajustes de luz e efeito de fundo: luz natural, luz de estúdio, luz de contorno, luz de palco, luz de palco mono e luz brilhante mono. O mais interessante é que você pode ir até a galeria e alterar para qualquer modo sempre que quiser, inclusive já vendo qual fica melhor em tempo real.

Para quem quiser se aproximar do objeto a ser fotografado, o dispositivo oferece zoom digital de até três vezes (apresentada como cinco vezes no app porque ele começa a contar da distância da ultra wide). A qualidade cai consideravelmente, já que não é uma aproximação óptica como a oferecida nos modelos Pro. Ou seja, se você quer tirar fotos com zoom óptico, vai ter que desembolsar mais nos modelos mais completos da Maçã.

Selfies | 12 MP

Câmera de selfies capta um alto nível de detalhes (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

É verdade que a Apple insistiu por muitos anos em sensores menores para a câmera frontal do que oferecia no conjunto principal, mas já tem algumas gerações que as selfies têm os mesmos 12 MP do restante. E se as fotos já ficavam boas antes, só melhoraram desde então, e não à toa o iPhone é considerado um dos melhores celulares para autorretratos do mercado.

O iPhone 11 entrega imagens de ótima qualidade para suas selfies, mesmo em ambientes com pouca luz. São fotos bem detalhadas, sem embelezamento forçado — ou seja, registra os defeitos de pele com mais riqueza que concorrentes. Você também pode usar o modo retrato com a frontal, com os mesmos efeitos da traseira. O único cuidado que você precisa tomar é com a estabilização: em ambientes com pouca luz, a chance de a foto sair tremida é muito grande. Faça o clique sem pressa.

Vídeos

Na 11ª geração do iPhone, você grava vídeos na resolução 4K com até 60 quadros por segundo, tanto na traseira quanto na frontal. Tem também a opção da câmera lenta, na resolução Full HD a 240 fps, e o time-lapse.

A gravação é muito boa, com precisão de cores semelhante às fotos. E aqui, vale uma observação interessante: se você usar o conjunto traseiro, consegue alternar entre a principal e a ultra wide sem notar diferença visual na imagem. Isso é um trabalho muito bem feito da Apple, ainda mais tendo em vista a diferença de abertura das lentes.

Sistema de Som

Um celular premium precisa oferecer um conjunto completo, e isso inclui o sistema de áudio. No caso do iPhone 11, temos som estéreo, com alto-falante inferior e outro na parte superior da tela, onde ouvimos nossos interlocutores em chamadas de voz.

Mas não basta, para a Apple, oferece apenas um sistema de som estéreo. Ela também promete um áudio espacial, ou seja, você se sente dentro da mídia que está em reprodução, no caso de filmes e séries, especialmente, ou mesmo jogos. O iPhone 11 consegue passar a sensação de que o som saiu do seu lado ou até de trás de você, e assim dá uma ideia de imersão na história.

E para o caso de você preferir áudio externo, fica uma limitação: nada de conector P2 para fones de ouvido. Você pode procurar um adaptador P2/Lightning ou usar dispositivos wireless, aproveitando a conexão Bluetooth 5.0.

Bateria e Carregamento

Bateria é sempre um assunto delicado quando falamos de iPhone. O 11 teve um pequeno ganho em duração comparado a seu antecessor direto, que é o XR. Segundo a Apple, o modelo de entrada de 2019 pode reproduzir até 17 horas de vídeo, sendo 10 horas de streaming.

Eu realizei dois testes principais para ter uma ideia da duração real da carga, já com o iOS 15 instalado. Em três horas reproduzindo série na Netflix, o aparelho perdeu apenas 15% de carga, uma estimativa de 20 horas tocando vídeo online sem parar. Isso, claro, com o brilho da tela em 50% e sempre no Wi-Fi, a uma distância até considerável do roteador.

Já no uso real do dia a dia, o aparelho passou um dia de expediente alternando bastante redes sociais (Instagram e Twitter), reprodução de vídeos (YouTube e Netflix), jogos (Asphalt 9 e COD Mobile) e apps comuns, como mensageiros, e-mail e por aí vai. Foram cerca de 4,5 horas de tela ativa em aproximadamente 9 horas desconectado da tomada, e a carga ficou em 55%.

Não é um resultado melhor do que intermediários Android que testei recentemente, mas dá para acreditar que o celular suporta um dia longe da tomada para praticamente qualquer usuário. E, por incrível que pareça, já é muito mais do que os celulares da Maçã ofereciam até pouco tempo atrás.

Considerando que a capacidade de carga é de apenas 3.110 mAh, o iOS faz milagre em eficiência energética. Não dá mais de um dia sem precisar de uma recarga mas, convenhamos, até nós precisamos recarregar as energias todo dia, né? Dá para aproveitar momentos de menos uso do aparelho, como durante o trabalho ou mesmo antes de dormir e logo depois de acordar para fazer uma recarga.

E aí entramos no principal problema: o carregador. A Apple não envia mais nenhum adaptador de parede com o aparelho, e aí você precisa ou ter um original em casa (nunca compre carregadores piratas, é o barato que sai caro — e muito caro), ou usar uma entrada USB do computador ou algo assim. Uma ideia é utilizar carregadores sem fio, e aí dá para ter mais de um espalhado pela casa e deixar o celular “descansar” por alguns minutos várias vezes ao dia.

Concorrentes Diretos

É verdade que o iPhone 11 foi lançado em 2019, mas não é por isso que devemos considerar celulares topo de linha do mesmo ano como seus concorrentes, ainda mais em 2021. O celular da Maçã ainda tem muito o que entregar e segue em produção, ou seja, seu estoque será renovado até, no mínimo, o lançamento da próxima geração, em 2022.

Sendo assim, alternativas ao modelo da Apple podem ser os modelos de entrada das séries topo de linha de fabricantes Android. Você tem o Galaxy S21 como a principal opção, e é um duelo interessante. Ambos têm bateria para um dia de uso, e não muito mais; ótimos processadores; e conjuntos de câmeras poderosos. Neste último quesito, há mais opções de enquadramento no modelo da Samsung, que tem o zoom óptico de 1,1x (híbrido de 3x). Outras vantagens do S21: 5G e tela OLED com 120 Hz.

O Mi 11, da Xiaomi, é até agora o único topo de linha da chinesa a chegar por aqui, e também pode ser uma boa alternativa com tela OLED ao iPhone 11. E ainda tem opções do ano passado, como o Mi 10T, ou os Galaxy S20 e S20 FE, da Samsung. A Motorola tem o Edge 20 recém-lançado, e esses últimos três são todos com tela OLED.

Mas, sejamos sinceros, quem está atrás de um iPhone não pensa muito em nada além de um celular da Maçã, então vamos pensar em alternativas da empresa. Aí tem o iPhone 12, que vai entregar um pouco mais, mas a preço bem mais alto, ou modelos anteriores, cujo preço já não compensa a durabilidade menor.

Conclusão

O módulo de câmera com duas lentes do iPhone 11 na cor amarela (Imagem: Ivo/Canaltech)

A melhor opção para quem quer um iPhone e não quer gastar demais, hoje, é o iPhone 11. É o modelo mais indicado para quem busca um celular da Apple pelo melhor preço possível. A tela é IPS LCD, o conjunto de câmeras não tem aproximação óptica e o 5G ficou de fora deste modelo de 2019, mas ele entrega uma experiência geral muito próxima das gerações mais recentes, que ainda estão com preço muito alto.

O iPhone 11 é a versão de entrada da geração 2019, e tem tela muito boa — apesar de não ser surpreendente —; processador potente, que ainda vai entregar alguns anos de força bruta para qualquer tarefa; excelente conjunto de câmeras; e um sistema que atualiza a cada ano com mais recursos e melhorias de usabilidade. E ainda tem som estéreo de ótima qualidade.

Então, a menos que você faça questão de tela OLED e suporte ao 5G, o iPhone 11 é ideal para esse período do final de 2021 até o segundo semestre de 2022. Senão, talvez um modelo Android ainda compense mais do que o iPhone 12, considerando os preços e recursos que cada um oferece. Levando em conta que o 5G deve começar a chegar ao Brasil em 2022, já é o momento de pensar nisso antes de comprar um celular atualmente.

Mas, se o iPhone 11 peca mais na ausência do 5G e na duração da bateria, que ainda assim é suficiente para um dia inteiro, e também não tem carregador na caixa (ausente em qualquer modelo da Apple), o conjunto é todo muito bom e difícil de encontrar equilíbrio semelhante em um Android. A escolha, como sempre, é sua, e o objetivo aqui é tentar dar o máximo de informação para você tomar uma boa decisão.

O iPhone 11 64 GB variou nos últimos seis meses entre valores de R$ 3.400 até R$ 3.800, enquanto a variante de 128 GB flutuou mais próximo dos R$ 4.000, com uma margem de diferença de R$ 200 deste valor. Dependendo da diferença entre os dois, talvez até valha a pena investir no modelo com menos armazenamento e assinar uma iCloud para salvar fotos na nuvem e liberar espaço. Mas o ideal é optar pelos 128 GB, no mínimo.

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