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7 dicas para escolher um celular sem erro em 2024

Por| Editado por Léo Müller | 14 de Maio de 2024 às 09h46

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech

Ecolher um celular novo pode ser difícil em um mar de possibilidaes e, infelizmente, não há uma fórmula mágica para isso. Mas o Canaltech resolveu facilitar a sua vida oferecendo sete dicas para você evitar cair em armadilhas. Veja a seguir como escolher um celular sem erro em 2024.

1. Memória é importante, mas não é tudo

Infelizmente, não é incomum ver algumas comparações absurdas entre celulares por conta da quantidade de memória. Isso é um problema porque a memória sozinha não torna um smartphone veloz. Não apenas a velocidade do processador é um fator importante na equação, como a própria memória pode influenciar.

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Os tipos de memória RAM em celulares mais comuns são a LPDDR4 e a LPDDR5. A diferença na taxa de transferência entre elas é de 50%. Ou seja, a memória LPDDR5 consegue ler e escrever dados 1,5 vez mais rápido que a antecessora. Em um processo dinâmico como o da memória RAM, isso faz bastante diferença.

O que eu quero dizer aqui é que, às vezes, pode não ser muito interessante ter muita memória pouco veloz. Um celular com 8GB de RAM LPDDR4 não terá uma eficiência tão boa quanto um com 6 GB de RAM LPDDR5. Tem mais espaço, é verdade, mas aí depende do seu tipo de uso.

E aí eu entro em outro ponto: você realmente precisa de um monte de RAM? A memória de acesso aleatório é útil para manter processos em segundo plano e evitar recarregamento de aplicativos ou pequenos travamentos durante o uso. Ela é útil para quem usa muitos apps ao mesmo tempo.

Se você só usa WhatsApp e algumas redes sociais na maior parte do tempo, não precisa de muita RAM. Em 2024, 6 GB está de muito bom tamanho, e é o suficiente para você usar o mesmo celular por mais uns dois anos sem problemas.

Lembrando que eu não recomendo usar RAM Plus, exceto em casos muito excepcionais.

2. Olho no armazenamento interno

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Existe um segundo tipo de memória no celular, que ficou mais conhecido como armazenamento interno. Ele é responsável tanto pelas informações do sistema operacional quanto pelos aplicativos e arquivos que você tem no smartphone.

Atualmente, 64 GB é o mínimo para o funcionamento de um smartphone não ser afetado por falta de espaço. Porém, se você vai comprar o aparelho agora, recomendo dar preferência por modelos com 128 GB ou mais.

E aqui, assim como no caso da RAM, existe uma questão das diferentes tecnologias. Inicialmente, os celulares usavam o armazenamento eMMC, que foi substituído pelo UFS. Este segundo possui várias gerações, sendo a 4.0 a mais recente — e presente na linha Galaxy S24, por exemplo.

A diferença principal entre as duas tecnologias é que a eMMC tem uma via única de mão dupla para escrita e leitura. A UFS possui vias diferentes para a leitura e a escrita. Ou seja, consegue ler e escrever os dados ao mesmo tempo, o que torna o processo mais rápido.

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Basicamente, é preciso ficar de olho se o celular barato que você está de olho não possui armazenamento eMMC. Atualmente, é bem difícil uma fabricante ter coragem de usar esta tecnologia, mas não posso garantir 100% de certeza.

Infelizmente, essa é uma informação razoavelmente difícil de encontrar. Você pode jogar no Google algo como "nome do celular + tipo de armazenamento" e torcer para encontrar a resposta. O site GSMArena costuma ter esse dado na ficha técnica, e se não tiver, recomendo evitar o celular em questão.

3. Megapixel sozinho não garante foto boa

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Uma coisa que eu costumo repetir em muitas análises aqui do Canaltech é que a resolução do sensor não dita qualidade das fotos. Na verdade, eu costumo escrever que "megapixel sozinho não garante foto boa" ou algo do gênero. Mas são apenas maneiras diferentes de falar a mesma coisa.

Claro que a quantidade de megapixels ajuda bastante, mas há vários outros fatores para que um celular tire boas fotos. E vai desde o hardware até o software, já que a luz precisa ser traduzida em algo compreensível para nossos olhos. E a maneira como o celular faz essa tradução pode mudar o resultado final.

É como se o software fosse responsável pelo que, na fotografia analógica, seria a impressão em papel. Exceto que não precisa de nenhuma química, apenas dados que são transformados e apresentados na tela do smartphone. Por isso é possível que dois celulares diferentes com o mesmo sensor podem entregar fotos diferentes.

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E ainda há outros fatores, como o tamanho do sensor, abertura da lente, se há algum tipo de estabilização. Em resumo, não adianta o celular ter uma câmera de 108 MP se não há todo um sistema bem pensado junto para garantir que essa quantidade de dados que ele consegue captar sejam traduzidos em uma imagem boa.

Sem estabilização, por exemplo, a foto pode ficar tremida. Se o sensor for muito pequeno, ele não consegue absorver dados suficientes da luz para registrar uma boa quantidade de detalhes. Em outras palavras, pode ser apenas uma foto grande sem uma boa faixa dinâmica e sem texturas. Seria apenas um número para divulgar o smartphone.

Como saber se a câmera é realmente boa? Você pode ver se o aparelho tem análise do Canaltech. A gente verifica essas informações no mundo real, ou seja, leva o celular para diferentes cenários e experimenta para avaliar os resultados. Se for apenas um número, a gente não tem medo de dizer que a câmera é ruim.

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4. Desconfie da quantidade muito grande de câmeras

Outro ponto bastante criticado em alguns aparelhos nas análises do Canaltech é a quantidade de câmeras desnecessárias. Para fazer número, as fabricantes às vezes colocam três câmeras em aparelhos que ficariam muito melhor com um único sensor, desde que este fosse bom. Acabam ficando com um que é apenas razoável e dois ruins.

Não posso garantir que modelos com uma só câmera tirem fotos melhores que concorrentes da mesma faixa de preço que tenham mais sensores. A questão é que a quantidade de câmeras não deveria ser, sozinha, um fator de escolha ao comprar um celular.

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De novo, procurar por análises do Canaltech pode ajudar bastante a fazer escolhas melhores. Em nossos reviews, a gente avalia a qualidade das câmeras pensando na proposta do aparelho. Ou seja, se é um celular mais em conta, não vamos analisar a qualidade das fotos esperada de um topo de linha.

5. 5G é importante, mesmo que não tenha na sua cidade

Eu sempre defendo nas análises, quando acho pertinente, a importância de se procurar modelos 5G atualmente. A questão é que esses celulares não são melhores apenas por terem suporte à nova tecnologia de banda larga móvel. Eles têm outras tecnologias mais avançadas no pacote que são até mais importantes.

Isso inclui o uso de drivers mais recentes, que terão maior suporte de atualizações e, portanto, maior tempo de segurança do seu aparelho. E também engloba tecnologias que tornam o celular como um todo mais veloz, graças a novas arquiteturas de núcleos de processadores e de memórias.

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Essas tecnologias já baratearam bastante, tanto que os modelos 5G raramente ficam devendo algo às versões 4G hoje em dia. Às vezes são apenas melhores, como é o caso do Galaxy A15 5G em comparação ao A15 4G. E este é um bom exemplo do que falei acima, já que o modelo 5G é mais veloz no uso do dia a dia do que seu "irmão". E a diferença de preço não é grande coisa.

6. Tela OLED é melhor, mas vai do seu uso

As telas OLED — o que inclui todos os tipos que tenham essa sequência de letras, como AMOLED e afins — são as melhores que existem para celular. E eu recomendo que você prefira modelos com esse tipo de tecnologia de painel, e fuja das LCD e afins.

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É que os painéis OLED oferecem contraste melhor e brilho máximo bem superior às telas LCD. Ou seja, são melhores tanto para reprodução de vídeos como para usar em ambientes externos.

Mas esta não é uma regra inquebrável. Se você usa o celular majoritariamente em ambientes internos e não se incomoda com o cinza escuro como preto, uma tela LCD pode lhe atender bem. Sei que existem pessoas que preferem as cores mais naturais desse tipo de painel, e respeito a opção de cada um.

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7. Bateria grande nem sempre se traduz em muitos dias de uso

A bateria é outro ponto em que os números, sozinhos, não falam por si. O Canaltech já analisou celulares com 6.000 mAh que entregam uma autonomia igual ou até pior que modelos com 5.000 mAh de capacidade de carga. É raro, mas acontece.

Por outro lado, é muito difícil um celular não conseguir entregar, pelo menos, um dia de uso longe da tomada. E aí vai da sua necessidade: se não tiver como fazer uma carga de 10 minutos que seja durante o dia, é melhor buscar smartphone que aguente um período longo longe da tomada.

Senão, basta fazer uma ou mais pequenas cargas durante o dia que dá para garantir o uso diário sem que ele desligue. As baterias atuais não viciam, você pode fazer quantas cargas achar necessário durante o dia. Mas é bom evitar que ele fique com 100% e conectado na tomada por muito tempo.

Resumo da ópera: não confie cegamente nos números da ficha técnica

Infelizmente, não existe uma fórmula mágica para encontrar o melhor celular para você. É preciso ter uma boa ideia do que você precisa e desconfiar um pouco dos números de encher os olhos apresentados pelas empresas. O bom funcionamento do aparelho vai muito além do que diz a ficha técnica sozinha.

Felizmente, você pode confiar nas análises do Canaltech para saber quais smartphones entregam, de fato, o que propõem. Ou seja, para além de ver a ficha técnica, é altamente recomendável acompanhar o que nós, especialistas, falamos de cada smartphone.

Apesar de tudo isso, você pode partir de alguns números e especificações para descartar modelos que não entregam o mínimo em 2024. São eles:

  • Tela: painel OLED é o ideal, a menos que você só use o celular em ambientes internos;
  • Processador: vai da necessidade de cada um. Mas recomendo, no mínimo, suporte ao 5G, por trazer outras tecnologias mais recentes junto;
  • Memória: 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento é o mínimo;
  • Bateria: felizmente, é raro um celular não entregar um dia de uso longe da tomada, pelo menos;
  • Câmeras: quanto maior o MP, melhor? Não, é bom tomar cuidado com grandes quantidades de MP e sensores em celulares muito baratos. Você dificilmente vai precisar de mais do que 48 MP para fazer registros ocasionais.

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