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Review Nothing Ear (2) | Som de qualidade e design reciclado

Por| Editado por Léo Müller | 08 de Agosto de 2023 às 16h35

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Review Nothing Ear (2) | Som de qualidade e design reciclado
Review Nothing Ear (2) | Som de qualidade e design reciclado
Nothing Ear (2)

Os fones de ouvido Nothing Ear (2) são a atualização de um modelo que se mostrou promissor em 2022. Demonstrando que pode ser mais do que um hype, a segunda geração dos TWS chega ao mercado com aprimoramentos consideráveis na parte sonora, focando em garantir um posicionamento consolidado no mercado de acessórios de áudio.

Dessa forma, vemos ajustes nas distribuição dos tones, além de melhorias nas configurações embutidas no aplicativo. Entretanto, as mudanças visuais foram modestas, e isso pode desagradar quem tinha mais expectativas a respeito do design futurista.

Com o objetivo de esclarecer se as expectativas correspondem à realidade, a equipe do Canaltech já está com eles em mãos para analisar. Assim, ao longo do texto, diremos se vale a pena comprar os Ear (2), e, quem sabe, até mesmo trocar os Nothing Ear por eles ou não. Confira!

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Design e construção

O visual dos Ear (2) não mudou em relação aos antecessores, ou melhor, quase não mudou. Isso porque os dispositivos ganharam um botão adicional com diferentes funções, que podem variar entre toques ou pressão, substituindo a função em formato touch.

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Entretanto, mesmo assim, sinto falta de mais alterações relevantes na parte visual, já que a empresa da Carl Pei preferiu não ajustar o design do produto. Essa decisão pode ter ligação direta com o velho ditado “em time que está ganhando, não se mexe”, mas é frustrante não ter o frescor de novidade como um todo.

Por outro lado, eu entendo a decisão da empresa. Afinal, eles ainda estão com ares de startup em um mercado extremamente competitivo. Além disso, por que a Nothing mexeria no design dos seus fones, se a multibilionária Apple está há mais de 3 gerações com o corpo sem grandes alterações nos modelos AirPods e AirPods Pro?

Na minha opinião, a resposta é óbvia: assinatura visual. Sabemos que a marca do co-fundador da OnePlus tem como propósito estremecer o poderio da gigante de Cupertino, e o melhor jeito de fazer isso é se destacando e mantendo uma linearidade visual.

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Ademais, o aspecto futurista que abusa das transparências foi mantido. E ainda bem que a Nothing não alterou isso, porque faz os fones se destacarem ainda mais, atraindo o público jovem que é entusiasta de tecnologia.

Comandos

O fato de os Nothing Ear (2) terem botões em suas hastes faz com que as opções de comandos sejam mais versáteis. Cada lado pode ter uma função com a mesma quantidade de toques. Dessa forma, além das configurações padrão, é possível personalizar as funções no aplicativo “Nothing X” para cada fone ter alternativas variadas. Confira os cliques que vem por padrão nos acessórios:

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Fone direito

  • 1 toque: play ou pausa;
  • 2 toques: avança de faixa;
  • 3 toques: retrocede de faixa;
  • Pressionar e segurar: ativa o ANC ou o modo transparência.

Fone esquerdo

  • 1 toque: play ou pausa;
  • 2 toques: avança de faixa;
  • 3 toques: retrocede de faixa;
  • Pressionar e segurar: ativa o ANC ou o modo transparência.
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Bateria e conectividade

A conexão com o smartphone é bem simples, pois pode ser realizado diretamente pelo GoogleFast Pair — pareamento rápido do Android —, pois ele é compatível com essa opção. Entretanto, também existe a alternativa de descartar esse recurso extremamente útil e optar apenas pelo Bluetooth.

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Para usar todas as funcionalidades dos fones, os Ear (2) podem ser conectados ao celular Android ou iPhone pelo app Nothing X. Apesar de ser um aplicativo diferente do utilizado originalmente pelo Ear (1) e Ear (Stick), é possível conectar todos nesse novo software.

Na embalagem do aparelho, existe um QRCode que permite o download do app. Apesar de ser um APK fora da Play Store, ele está sincronizado com a plataforma do Google. Assim, toda vez que sair uma atualização, o processo será feito automaticamente, sem precisar baixar outros arquivos.

Uma correção importante feita pela Nothing no app é a disponibilidade da tradução para o português. Mesmo que seja a versão falada em Portugal, diversas palavras são similares às que temos em terras tupiniquins. Logo, não haverá dificuldade para compreender os recursos.

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A respeito da bateria, ele consegue ser bem equilibrado em relação ao esperado pelos usuários. Na minha experiência de uso, os Ear (2) duraram 3,5 horas em modo ANC elevado, como volume em 50%. Isso não se distanciou muito das 4 horas prometidas no lançamento.

Com o mesmo formato de uso, testei os fones sem qualquer tipo de isolamento ativo, apenas com o passivo oferecido pelas borrachas. Dessa forma, alcancei a autonomia de 5 horas e 50 minutos, que é um valor um pouco abaixo do prometido pela fabricante. Ainda assim, dentro do meu tipo de uso, ele atende às expectativas.

O tempo de recarga dos fones é rápido, e 10 minutos no estojo garantem até 4 horas de uso sem ANC. O case possui compatibilidade com carregamento sem fio de 2,5 W, e isso é o suficiente para aproveitar o dispositivo por um longo período.

O som dos Nothing Ear (2) evoluiu?

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A qualidade de áudio do Nothing Ear (2) é excelente, se o seu objetivo é comprar um fone com ótimo custo-benefício. A equalização padrão é muito boa, pois os graves, médios e agudos trabalham em equilíbrio, mas é possível destacar uma das frequências com apenas um clique, ou personalizar segundo o seu gosto pessoal.

Na minha opinião, com um pouco mais de graves, ele fica dentro do que eu curto em um fone de ouvido TWS. Na música “Angels Like You”, da Miley Cyrus, eu gosto de como sinto os dedilhados limpos do violão, e que a separação entre instrumentos prossegue ao longo do refrão.

Quanto ao cancelamento ativo de ruídos — ANC —, é possível ajustar no aplicativo Nothing X o nível entre elevado, médio, reduzido e adaptável. O mais interessante é que o recurso também pode ser personalizado, graças aos microfones externos dos fones, que ajudam a captar o som do ambiente e ir reduzindo o incômodo conforme a necessidade.

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Ele também pode ser utilizado no modo de baixa latência. Apesar de o formato normal já ter uma boa sincronia para assistir a filmes ou séries, é recomendável ativar a função para garantir que o som dos jogos responderão do jeito esperado, pois games no formato battle royale dependem de ações rápidas.

Concorrente direto

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Os fones Samsung Galaxy Buds 2 Pro são grandes concorrentes dos Nothing Ear (2). Com recursos de ANC avançados, som de alta qualidade e áudio 360, não é surpresa que esse produto seja um dos mais populares entre os usuários de smartphones Android topo de linha.

Entretanto, os fones da Samsung possuem alguns pontos negativos, que se destacam positivamente nos modelos da Nothing. Os Buds 2 Pro não possuem a qualidade de som muito diferente de seus antecessores, sem contar a parte de construção que está abaixo do esperado para um produto premium.

Isso porque o material do estojo tem uma nítida fragilidade, e isso o deixa muito abaixo do case dos Ear (2), que tem transparência e visual futurista, sem deixar de ser compacto. Além disso, os fones estão com um formato que desfavorece a fixação nas orelhas no uso por longos períodos.

Já em relação ao preço, no site da Samsung, os Galaxy Buds 2 Pro são comercializados por R$ 1.400. Mesmo considerando os valores de taxas e o preço em dólar, o Nothing Ear (2) é R$ 200 mais barato. Mas, se a ausência de garantia no Brasil for um problema para você, nem ouse importar o produto da empresa de Carl Pei.

Vale a pena comprar os Nothing Ear (2)?

Os Nothing Ear (2) são ótimos fones TWS e valem muito a pena. Em 2022, a fabricante foi ousada e conseguiu equiparar a sua qualidade sonora com os AirPods Pro. Porém, a Apple “subiu” a régua” em 2022, e os AirPods Pro 2 conseguiram ficar acima dos Ear (2) em qualidade sonora, recursos e autonomia.

Por outro lado, quando comparamos o modelo com os Buds 2 Pro, vemos uma clara equivalência, com um ponto positivo para os acessórios da Nothing por terem comandos via botão físico. Essa alteração na forma de acessar os recursos dos fones ajudou a equilibrar o preço da nova geração.

Para quem já possui o Ear (1), o upgrade no som será alto. Todavia, sabemos que o gasto com fones novos também é elevado. Por isso, é preciso ter em mente que não são todos que toparão a empreitada do upgrade por agora. Mas, na minha opinião, vale mais a pena esperar uns meses para atualizar os acessórios.

Dessa forma, conseguindo comprá-los por, em média, US$ 150 (~R$ 755), os Ear (2) valem muito a pena. Considerando os 60% de taxa, o preço pode chegar aos R$ 1.190, que ainda são R$ 200 a menos do que o cobrado pelos Buds 2 Pro na loja oficial da Samsung.

Sendo assim, para quem não tem celular da sul-coreana, os fones da Nothing são a melhor alternativa presente no mercado atualmente. O único ponto de atenção é que eles só são comercializados via importação, o que não dá direito a garantia ou qualquer tipo de suporte ao consumidor.

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