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Review Pixel Tablet | O tablet do Google que vira um Nest Hub

Por| Editado por Léo Müller | 28 de Setembro de 2023 às 17h21

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Review Pixel Tablet | O tablet do Google que vira um Nest Hub
Review Pixel Tablet | O tablet do Google que vira um Nest Hub
Pixel Tablet

O Google finalmente lançou um novo tablet na linha Google Pixel, e anunciou o Google Pixel Tablet em maio de 2023. O dispositivo chegou ao mercado com um custo-benefício maior para competir no mercado intermediário, mas se destaca dos demais por poder se “transformar” em um assistente digital com tela — ou Nest Hub.

Eu testei o tablet nos últimos dias e agora conto o que achei dele e se vale a pena optar por este dispositivo ou por algum possível concorrente.

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Design e construção

O Pixel Tablet tem um visual bem simples: ele tem apenas uma câmera traseira, que fica posicionada no canto superior direito do corpo, e toda a estrutura do dispositivo é plana.

O acabamento traseiro é em alumínio, mas o material fosco mais parece um tipo de plástico duro. De qualquer forma, é uma construção mais robusta, que promete uma certa resistência.

Na frente, o Google passou longe de apostar em bordas finas e os contornos da tela são bem largos. A câmera frontal fica posicionada em um dos lados maiores, o que favorece bastante aos apps de videoconferência.

Tela

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O Pixel Tablet tem uma tela IPS LCD de 10,95 polegadas e aproveitamento frontal de apenas 79,7%. A resolução é de 1.600 x 2.560 pixels e o brilho de 1.500 nits.

Na prática, é um display bem aceitável para o uso dentro de casa. O brilho é o suficiente para ver conteúdos em streaming e ele tem cores vívidas. Como a proposta de um tablet não é o uso externo, está de bom tamanho — apesar de haver telas melhores no mercado.

Desempenho e câmeras

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O Pixel Tablet é um modelo intermediário, então seu desempenho não é tão bom quanto o que é visto nos tablets topo de linha da Samsung ou Apple, por exemplo. De qualquer forma, ele não deixa a desejar em um uso diário. Apesar de não executar tudo com extrema agilidade, ele não apresenta engasgos ou travamentos em praticamente nenhuma função.

Eu testei alguns jogos, como CoD Mobile, e a experiência foi bem fluida, apesar de ser necessário reduzir um pouco a qualidade gráfica.

Quanto ao teste de desempenho padrão, ele marcou 882.539 pontos no AnTuTu Benchmark. Essa é a média, por exemplo, dos celulares da linha Pixel 6 e Pixel 7 — o que é natural, já que ele usa o mesmo chip da nova geração de smartphones do Google, o Tensor G2.

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Quanto às câmeras, por ser um modelo intermediário, ele entrega imagens mais simples — bem parecidas com as que são feitas em celulares intermediários de entrada, com pouca definição. O mesmo é válido para a gravação de vídeo, que fica com bastante pixelização.

Curiosamente, o uso em videochamadas parece ficar com mais qualidade do que os vídeos feitos na câmera nativa. Usei durante ligações no WhatsApp, por exemplo, e a resolução ficou muito boa. Veja, abaixo, alguns exemplos de fotos tiradas com ele.

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Recursos e conectividade

Um ponto bem negativo é que o Pixel Tablet não tem suporte para rede móvel (4G ou 5G). Dessa forma, toda a conexão com a internet é via Wi-Fi. Em compensação, a tecnologia de rede sem fio já suporta Wi-Fi 6.

Outro aspecto ruim é que ele ainda não tem uma caneta oficial. Ele até é compatível com stylus pen, mas você precisa adquirir modelos de terceiros à parte e verificar a compatibilidade. O mesmo é válido para teclados e capas-teclado.

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Em contrapartida, ele tem uma proposta interessante: o kit do tablet inclui uma base com alto-falante que o transforma em uma central de casa inteligente, como a linha Nest Hub. Isso permite controlar lâmpadas ou outros dispositivos de smart home e interagir com o Google Assistente apenas com comandos de voz.

A ideia é boa, mas a execução nem tanto. Enquanto usei — com comandos sempre em português —, o tablet tinha bastante dificuldade para entender meus comandos, e muitas vezes escutava totalmente errado.

Algo que funciona bem é que, assim que o tablet é encaixado nele, toda a reprodução de mídia passa para a base. Isso permite ouvir músicas em um volume maior e com graves mais potentes.

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Bateria

O Pixel Tablet tem bateria de 27 Wh, e a autonomia estimada de uma carga é de até 12 horas de reprodução em streaming.

No nosso teste com base em um uso real, ele consumiu apenas 26% da carga após o uso de diversos apps durante 6 horas. Neste cenário, estima-se que ele chegue a cerca de 23 horas de uso pesado.

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Concorrentes

O Pixel Tablet tem um desempenho mais equivalente ao Galaxy Tab S7 FE, apesar de este ser um modelo mais antigo. Em relação à performance, ambos devem ser bem equivalentes, mas cada um tem suas vantagens.

O S7 FE, por exemplo, funciona melhor com um modo “desktop”, graças ao suporte para capa-teclado, e também já tem uma caneta S Pen no kit. O modelo é vendido oficialmente no Brasil e custa por volta de R$ 2.500.

O Pixel, por outro lado, tem a proposta interessante de funcionar como um Nest Hub, apesar de o bom funcionamento ainda depender de atualizações. Infelizmente, ele não é vendido oficialmente no Brasil e, nos EUA, custa US$ 500 — que dá cerca de R$ 2.500 em conversão direta, sem considerar impostos em caso de importação.

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Google Pixel Tablet: vale a pena?

O Google Pixel Tablet não vale a pena no mercado brasileiro por alguns motivos. Primeiro que seu desempenho está bem longe do que é esperado em um modelo nesta faixa de preço — considerando impostos em caso de importação.

É verdade que o Modo Hub chama atenção, e isso até seria um grande diferencial que faria ele valer a pena, se ao menos funcionasse devidamente. É claro que pode ser corrigido com atualização, mas não dá para depender disso.

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Dessa forma, compensa mais comprar um Galaxy Tab S7 FE ou investir a partir de R$ 4.000 por um modelo topo de linha — já que você provavelmente já pagaria a mais em impostos para comprar o Pixel.