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Huawei está de olho na Amazônia e planeja investimentos de tecnologia na região

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Mesmo fechando o segundo trimestre do ano como a maior fabricante de celulares do mundo, a Huawei segue na tentativa de conquistar o público brasileiro com seus lançamentos desde que retomou suas operações por aqui em março do ano passado com a linha P30. Todavia, apesar de ainda não ter uma fatia de mercado tão grande, a fabricante chinesa planeja uma série de investimentos no país, como a geração de postos de trabalho na região amazônica.

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De acordo com Sun Baocheng, CEO da Huawei no Brasil, em uma transmissão ao vivo promovida pelo Instituto Municipalista de Inovações (IMI), na última sexta-feira (14), a fabricante de redes 5G pretende capacitar e contratar 300 trabalhadores nativos ainda este ano com foco em promover um desenvolvimento sustentável da região. Para o executivo, a Amazônia encara inúmeras dificuldades - entre elas a falta de mão de obra especializada - para alavancar o setor de indústrias TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação).

“O isolamento da região e as condições climáticas locais também são desafios. Aumentar o acesso a informações e serviços, a conectividade entre pessoas e organizações, a produtividade e a eficiência dos recursos”, revela.
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Estratégia da Huawei pode estar ligada ao 5G no Brasil

Na entrevista, o CEO da companhia - no cargo desde maio deste ano, destacou que a ideia é estender o projeto de capacitação para 3 mil desempregados nos próximos três anos e contribuir para a diminuição das taxas de desemprego através da Huawei Intelligent Factory, uma espécie de “fábrica de talentos”, além de contribuir para que pequenos negócios e unidades municipais possam aumentar suas capacidades tecnológicas, principalmente com soluções de conectividade.

“Uma parte da população desempregada pode conseguir um emprego e atuar na indústria de TICs. Esses podem se tornar os futuros técnicos da região”, declarou.

É importante notar que a empresa chinesa, alvo da guerra comercial entre EUA e China, realizou inúmeros investimentos e pesquisas de infraestrutura 5G - estando à frente de concorrentes como a Ericsson, Nokia e a Samsung, e é uma das mais interessadas no leilão das redes de quinta geração, que até teve sua portaria publicada, mas pode ser adiado para o ano que vem em virtude da pandemia de COVID-19.

Com os poucos lançamentos de smartphones aqui no país até agora - o Huawei P40 Pro+ não virá para o Brasil, por exemplo, é muito possível que esses investimentos na capacitação e geração de postos de trabalho foquem também no setor de telecomunicações.

Fonte: Telesíntese