Huawei deve fechar 2º trimestre como maior fabricante de celulares do mundo

Por Diego Sousa | 09 de Julho de 2020 às 13h30
Divulgação/Huawei
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Apesar das investidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Huawei parece não se abalar. Depois de tomar o primeiro lugar da Samsung em volume de remessas nos meses de abril e maio, segundo dados da consultoria CounterPoint, a previsão é de que a fabricante chinesa mantenha a primeira colocação no mês de junho, fechando o segundo trimestre do ano na ponta.

De acordo com a publicação chinesa Money.udn, a Huawei se beneficiaria com a queda nos envios de smartphones durante o segundo trimestre de 2020. Nesse cenário, ambas sofreriam um declínio nas vendas, mas a Samsung seria a mais prejudicada, com as remessas diminuindo em 30%.

Além disso, a fabricante sul-coreana seguiria com pouquíssima participação na China, maior mercado de celulares do mundo — atualmente, ela possui apenas 1% do mercado do país asiático, contra 60% da Huawei. Vale lembrar que a economia chinesa foi uma das primeiras a começar a se recuperar da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, o que certamente alavancou as vendas da Huawei por lá.

Recuperação

Apesar da decaída, a Samsung ainda tem algumas cartas na manga contra a Huawei. Uma delas é a volta gradual das atividades no comércio norte-americano, que representou um aumento de 56% na venda de smartphones no mês de maio e deve se reestabelecer nos meses seguintes. Além disso, praticamente todo hemisfério Norte, que também engloba todos os países da Europa, é dominado pela Samsung.

Outro ponto é o endurecimento das sanções comerciais dos Estados Unidos. Ainda é uma incógnita o quanto a interrupção do fornecimento de processadores fabricados pela taiwanesa TSMC, que deve continuar até setembro, tenha afetado a Huawei — embora rumores recentes indiquem que o estoque de componentes para seus modelos já teria afetado o cronograma de fabricação do futuro Mate 40, previsto para o fim do ano.

Por fim, há o problema do suporte aos serviços do Google. Devido à proibição de negociar com empresas norte-americanas, a Huawei tenta reduzir a dependência de terceiros adicionando soluções próprias aos seus lançamentos. Apesar de estar sendo bem-recebida pelos usuários, principalmente os chineses, em outros mercados a dominância ainda é do robozinho, o que pode prejudicá-la em relação às concorrentes.

Fonte: Money.udn (chinês)  

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