Anatel admite que leilão do 5G pode ficar para 2021 devido à COVID-19

Anatel admite que leilão do 5G pode ficar para 2021 devido à COVID-19

Por Alberto Rocha | 23 de Maio de 2020 às 16h00
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A pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) pelo mundo tem afetado o setor de tecnologia de inúmeras formas, incluindo a implantação das redes móveis de quinta geração aqui no Brasil. Previsto para o final deste ano, a Anatel pode adiar o leilão do espectro 5G em virtude da doença e impasses no espectro das faixas de frequência utilizado na recepção de TV por antenas parabólicas e empresas de satélites.

A informação foi confirmada por Leonardo Euler de Morais, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em entrevista ao site TeleSíntese na última sexta-feira (22), e difere de posições anteriores da própria agência reguladora, que até então tratava a possibilidade de adiamento como precipitada.

“A pandemia certamente gera algum impacto no cronograma, e também na própria cadeia de suprimentos do 5G. A gente precisa evoluir bastante, seja na forma em que endereçamos a mitigação, seja na estratégia de migração para dar cabo à política pública formulada”, afirma o executivo.

Solução pode estar no 4G

Com os testes em campo da frequência de 3,5 GHz, apontada como a principal para implementação da tecnologia, suspensos desde o final de março - quando começou o período de isolamento social no país, a Anatel segue realizando simulações técnicas em computadores e buscando alternativas viáveis como o “refarming” do espectro usado pelo 4G.

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“Existem outras faixas onde há desenvolvimento de soluções para 5G, notadamente na faixa de 2,1 GHz, a banda H, na faixa de 700 MHz, de 1,8 GHz. Outros países já começam a fazer refarming, através de upgrade nas redes LTE, portanto podemos catalisar o 5G no Brasil com uso de outras faixas. Mas precisamos dizer que a principal porta de entrada do 5G [a faixa de 3,5 GHz] ainda está condicionada a restrições”, revela.

Lembrando que a estimativa inicial do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, era de que o 5G fosse implantado aqui no Brasil somente em 2022.

Fonte: TeleSíntese  

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