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Fortnite gerou mais de US$ 100 milhões de comissão para a Apple em 2 anos

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Divulgação/Epic Games
Divulgação/Epic Games

Mais um capítulo da disputa judicial entre a Epic Games e a Apple se desenrolou hoje (19). Na mais recente descoberta, o chefe de desenvolvimento de negócios de jogos da App Store, Michael Schmid, afirmou que a Apple gerou mais de US$ 100 milhões a partir da comissão de 30% sobre Fortnite, Battle Royale da Epic, enquanto o jogo ainda era distribuído na loja.

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Os quase 30 meses de distribuição através da App Store pode, inclusive, ter garantido valores ainda maiores, de acordo com informações do site Sensor Tower. A comunidade do jogo teria investido cerca de US$ 1,2 bilhões em compras dentro do app, quando ainda estava disponível para iGadgets. Através do cálculo simples e se baseando no valor padrão da taxa Apple (30%), tamanha bolada teria gerado aproximadamente US$ 360 milhões para a fabricante.

Questionado se a receita obtida das vendas dentro do game tinha ultrapassado a casa dos US$ 200 milhões, o executivo se negou a responder justificando que seria “inapropriado” compartilhar tal informação. Somente em 2020, o Sensor Tower estima que a Apple fez mais de US$ 22 bilhões a partir da comissão da App Store.

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Em retorno para a Epic Games, a Maçã redirecionou US$ 1 milhão para campanhas de marketing de Fortnite — que duraram cerca de 11 meses. Ao apresentar os dados, a advogada que representa a desenvolvedora disse que a troca de US$ 100 milhões por US$ 1 milhão em marketing foi um “bom negócio”.

Para brigar com a Gigante de Cupertino, a Epic Games aparentemente quer mostrar para o tribunal que a loja de aplicativos da fabricante é uma máquina de fazer dinheiro. A fabricante também é acusada de monopólio ao centralizar a disponibilidade de aplicativos na própria loja, sendo uma “implacável valentona” sob a ótica do Spotify e, em outros casos, uma aliada em parcerias estratégicas, como com a Netflix.

Um bilhão é pouco

Mais cedo este mês, documentos revelaram que a própria Apple refletia sobre lucros tão exorbitantes já em 2011. O atual vice-presidente de marketing Phill Schiller questionou colegas sobre a necessidade de cobrar tanto sobre vendas feitas pela App Store — na época, comandada pelo CEO Steve Jobs. “Acreditamos que a divisão de 70/30 durará para sempre?”, refletiu em um e-mail.

A sugestão de Schiller era de fazer a Apple sair por cima ao reduzir o valor, antes que problemas sérios (como brigas judiciais, por exemplo) estourassem por causa da comissão de 30%. Uma das ideias do executivo era reduzir a taxa sobre venda para 25% ou 20%, se essa porcentagem ainda garantisse US$ 1 bilhão de lucro para o bolso da Maçã.

A discussão, no entanto, parece não ter ido adiante — pelo menos, não da forma que Schiller havia pensado. Atualmente, a Apple tem diferentes taxas para desenvolvedores na App Store. Este ano, companhias que fazem menos de US$ 1 milhão (ao ano) com aplicativos passaram a contribuir apenas com 15%, mas os 30% foram mantidos para as maiores empresas.

Tentar contornar a taxa e adicionar meios de compra dentro de aplicativos implica na remoção quase imediata do app da loja. Quando fez isso, a Epic não durou muito tempo dentro da App Store e teve suas permissões de desenvolvedor revogadas assim que adicionou um desconto “por fora” da App Store. No processo, Fortnite também foi removido da loja de apps.

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