Como o Google promete dominar o futuro - e por que você deve ficar de olho nisso

Por Redação | 15 de Janeiro de 2014 às 10h15
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Em dezembro do ano passado, o Google deu pistas sobre como vai construir seu próximo grande projeto: fabricar robôs. A primeira foi o anúncio do engenheiro Andy Rubin, criador do sistema operacional Android, como chefe do grupo de robótica da empresa; a segunda veio dias depois com a compra da Boston Dynamics, companhia especializada em produzir máquinas humanoides para o Pentágono e outras entidades governamentais.

Ainda é difícil dizer quais são os verdadeiros planos da gigante de Mountain View para os robôs do futuro. Inicialmente, o projeto vai incorporar os aparelhos na indústria e na economia para ampliar o processo de automação em diferentes setores, como montagens de eletrônicos e serviços de entrega de produtos. No entanto, a empresa deve investir pesado em tecnologias que irão beneficiar também o usuário comum. E o que comprova essa afirmação é a compra da Nest Labs nesta semana por US$ 3,2 bilhões em dinheiro.

A Nest Labs é conhecida principalmente nos Estados Unidos por produzir vários tipos de dispositivos para equipar a casa, como alarmes de fumaça e termostatos inteligentes que podem ser controlados por aplicativos em tablets e smartphones. Entre os fundadores da empresa está Tony Fadell, um dos designers responsáveis pela criação dos primeiros modelos de iPods da Apple.

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Bom, mas por que tanto interesse do Google em adquirir a companhia? Há quem diga que o principal objetivo é levar para o lar as tecnologias dos produtos do Google usadas na internet e nos aparelhos móveis. Mas, como destaca o jornal New York Times, a verdade é que a empresa parece estar de olho em um futuro dominado não apenas pelo mobile, mas também por "objetos com consciência", segundo Fadell.

"Toda vez que eu ligo a TV há a informação de que alguém está em casa. Quando a porta da geladeira se abre, há outro sensor, mais informação", disse Fadell se referindo ao termostato criado pela Nest Labs, que pode controlar e recolher esses dados. "Mas o futuro vai ser diferente quando nós tivermos redes de sensores que possam evoluir e permitir que todos interajam com estes padrões de aprendizagem".

E faz sentido. Outras instituições, como Facebook, Yahoo! e Twitter, fizeram aquisições milionárias nos últimos anos, mas todas focadas em serviços de design, software, publicidade e conteúdo. Ou seja, nada físico. Já o Google adquiriu sozinho, ao longo do ano passado, mais de doze empresas voltadas para o hardware que trabalham em projetos um tanto malucos à primeira vista, mas que podem dar um panorama não tão distante de como vamos viver cada vez mais incorporados à tecnologia.

A Boston Dynamics, por exemplo, é referência na criação de robôs humanoides que imitam o comportamento de animais selvagens da natureza para se adaptar a diversos tipos de obstáculos. O Cheetah (leopardo, em português) atinge até 46,6 quilômetros por hora - mais rápido que o medalhista olímpico Usain Bolt -, e o BigDog (cachorro grande) consegue escalar superfícies altas e se deslocar em terrenos cheios de lama. Existe até um robô inteligente capaz de andar por conta própria, sem a necessidade de alguém no comando.

Outra companhia comprada pelo Google é a Holomni, especialista em design e produção de rodas de alta tecnologia robótica - possivelmente para robôs ou até mesmo para a frota de carros sem motorista da empresa. Há também a Makani Power, que fabrica turbinas eólicas, mas ainda não se sabe como o Google vai aplicar esses dispositivos em seus produtos.

"Os carros sem motorista eram coisa de ficção científica quando começaram a ser desenvolvidos em 2009, mas agora estão chegando ao alcance de todos. Este é o melhor emprego do mundo. Você começa a pensar sobre o que você gostaria de construir para si mesmo", declarou Andy Rubin na época em que assumiu a liderança da divisão de robôs da companhia.

É claro que todas essas aquisições do Google podem falhar, e até soa exagerado imaginar que sensores estarão espalhados por todos os objetos da nossa casa. Fato é que a gigante das buscas prevê um futuro no qual as máquinas não serão apenas aparelhos que acessam e exibem um número limitado de informações pré-determinadas, mas que também irão se adequar às necessidades do usuário naquele momento.

Se depender do que estamos vendo agora, no presente, o Google vai se arriscar ainda mais nessas ideias malucas (mesmo que elas não saiam como o planejado) para se posicionar em um futuro para o qual outras empresas de tecnologia parecem não estar se preparando.

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