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Quando as águas das enchentes vão baixar no Rio Grande do Sul?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Maio de 2024 às 16h26

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Ricardo Stuckert/Presidência do Brasil
Ricardo Stuckert/Presidência do Brasil

Após as chuvas e os alagamentos em larga escala, a situação do Rio Grande do Sul, em especial na região metropolitana de Porto Alegre, deve demorar para voltar ao “normal”, segundo previsão do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). 

Como aponta o relatório dos cientistas, divulgado na terça-feira (7), a cheia do lago Guaíba é classificada como uma “cheia duradoura” e, por isso, o nível da água não deve cair para menos de 4 m nos próximos 10 dias, lembrando que qualquer medida acima de 3 m configura uma inundação. Imagens de satélite do local mostram a dimensão do problema.

Olhando para os registros históricos do Rio Grande do Sul, na cheia do ano de 1941, foram necessários 32 dias para a descida do nível da água até os 3 m.

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Mais chuvas em Porto Alegre

Se a situação no Sul do Brasil estivesse sob controle, apenas o relevo baixo e a hidrografia da região metropolitana de Porto Alegre já dificultariam, de forma natural, o escoamento das águas vindas das enchentes e inundações. Inclusive, este é um dos motivos associados à manutenção das áreas alagadas e sem drenagem.

Entretanto, a previsão é de mais chuva para o Rio Grande do Sul, como indicam os alertas de tempestade emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na tarde desta quarta-feira (8). Com potencial perigo, as chuvas devem ser acompanhadas pela queda das temperaturas e por risco de vendaval.

Dentro desse contexto, o entendimento dos pesquisadores da UFRGS é que as águas vão demorar para baixar na capital do estado. O nível elevado deve se manter acima de 4 m por mais de 10 dias — então, a situação é, muito possivelmente, crítica até o dia 18 deste mês.

Quando as águas vão baixar no RS?

Para os próximos dias, a previsão da equipe da UFRGS é de níveis elevados acima de 5 m no lago Guaíba, podendo reduzir lentamente durante a semana. No entanto, há possibilidade de repique por efeito das chuvas previstas, o que pode elevar novamente a altura das águas. 

Caso as chuvas não se confirmem, existe uma tendência de redução gradual, mas se mantendo acima de 4 m por mais de uma semana. Isso ainda configura situação de inundação, o que impede a drenagem da água e o esvaziamento das áreas de alagamento.

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“Até o momento o sistema se comportou conforme as previsões anteriores. Ocorreu elevação rápida até sexta-feira, lenta no sábado, e estabilização em 5,30 m no domingo”, afirmam os pesquisadores. Além disso, os rios afluentes ao Guaíba apresentam estabilização em níveis elevados ou lenta redução.

Riscos para a população

No momento, as principais preocupações continuam sendo a duração dos níveis elevados e as possibilidades de repiques, provocados por novas chuvas e vendavais.

"Considerando os elevados níveis previstos e suas incertezas, por segurança, recomenda-se todas as ações de proteção de vidas e minimização dos prejuízos nas áreas já impactadas e nas potencialmente impactadas”, afirmam os pesquisadores.

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O evento climático extremo que impacta o Rio Grande do Sul, marcado pelas fortes chuvas e temporais, já provocou a morte de 100 pessoas, segundo as autoridades locais. Há também 372 indivíduos feridos e 128 desaparecidos.

Fonte: UFRGS e Inmet