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Novos estudos revelam detalhes dos terremotos que abalaram a Turquia

Por  • Editado por  Patricia Gnipper  | 

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Imagem: Voice of America News/Wikimedia Commons
Imagem: Voice of America News/Wikimedia Commons

Meses depois dos terremotos devastadores que atingiram a Turquia e o norte da Síria, a ciência ainda estuda o evento para entender como o desastre atingiu tamanhas proporções. Agora, três pesquisas reunidas no periódico científico The Seismic Record fornecem detalhes do que aconteceu em fevereiro deste ano.

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Os eventos ocorreram em uma região de alta atividade tectônica — o complexo encontro das placas Arábica, Asiática e da Anatólia, mais especificamente na Falha Oriental da Anatólia (FOA) e suas ramificações. No passado recente, os maiores tremores na Turquia vinham acontecendo em outro local, na Falha do Norte da Anatólia. Apenas um terremoto considerado grande, chegando a magnitude de 6,8, ocorreu na Oriental nos últimos 50 anos.

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Os terremotos em detalhes

O primeiro tremor, com 7,8 graus de magnitude, teve um epicentro a 15 quilômetros da FOA, na direção leste. Já o segundo, que atingiu 7,6 graus, ocorreu 90 km ao norte do primeiro e nove horas mais tarde. Os estudos, realizados pela King Abdullah University of Science and Technology, na Arábia Saudita, pelo GFZ Helmholtz Center, na Alemanha e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, investigam mais a fundo o ocorrido

As análises indicam que o primeiro terremoto rompeu a FOA bilateralmente — os blocos rochosos se moveram em duas direções diferentes a partir do epicentro. A extensão das rupturas, causadas tanto pelo tremor principal como por suas réplicas, chegaram a até 560 quilômetros de extensão. O evento teria durado um total de 117 segundos ao longo de múltiplas fases e causado desníveis de terra de até seis metros. O segundo terremoto também apresentou uma ruptura bilateral e, ao longo de 35 segundos, criou desníveis de até sete metros. A extensão total das rupturas mapeadas chegou a 175 km.

Os cientistas responsáveis pelos três artigos concordam na probabilidade relativamente baixa de um evento duplo tão próximo e poderoso — estatisticamente, há uma chance de 7%. A explicação, neste caso, reside no estresse que o primeiro tremor aplicou nas falhas geológicas próximas ao epicentro do segundo.

As consequências para a população foram ainda mais graves pela proximidade dos terremotos, já que as construções estavam fragilizadas quando o segundo tremor aconteceu. Os estudos estimam que a sequência deixou um total de mais de 30 mil mortes e um prejuízo financeiro na casa dos US$ 50 bilhões.

Fonte: The Seismic Record [1][2] e [3] via: Seismological Society of America