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Novos estudos revelam detalhes dos terremotos que abalaram a Turquia

Por| Editado por Patricia Gnipper | 25 de Maio de 2023 às 16h54

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Imagem: Voice of America News/Wikimedia Commons
Imagem: Voice of America News/Wikimedia Commons

Meses depois dos terremotos devastadores que atingiram a Turquia e o norte da Síria, a ciência ainda estuda o evento para entender como o desastre atingiu tamanhas proporções. Agora, três pesquisas reunidas no periódico científico The Seismic Record fornecem detalhes do que aconteceu em fevereiro deste ano.

Os eventos ocorreram em uma região de alta atividade tectônica — o complexo encontro das placas Arábica, Asiática e da Anatólia, mais especificamente na Falha Oriental da Anatólia (FOA) e suas ramificações. No passado recente, os maiores tremores na Turquia vinham acontecendo em outro local, na Falha do Norte da Anatólia. Apenas um terremoto considerado grande, chegando a magnitude de 6,8, ocorreu na Oriental nos últimos 50 anos.

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Os terremotos em detalhes

O primeiro tremor, com 7,8 graus de magnitude, teve um epicentro a 15 quilômetros da FOA, na direção leste. Já o segundo, que atingiu 7,6 graus, ocorreu 90 km ao norte do primeiro e nove horas mais tarde. Os estudos, realizados pela King Abdullah University of Science and Technology, na Arábia Saudita, pelo GFZ Helmholtz Center, na Alemanha e pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos, investigam mais a fundo o ocorrido

As análises indicam que o primeiro terremoto rompeu a FOA bilateralmente — os blocos rochosos se moveram em duas direções diferentes a partir do epicentro. A extensão das rupturas, causadas tanto pelo tremor principal como por suas réplicas, chegaram a até 560 quilômetros de extensão. O evento teria durado um total de 117 segundos ao longo de múltiplas fases e causado desníveis de terra de até seis metros. O segundo terremoto também apresentou uma ruptura bilateral e, ao longo de 35 segundos, criou desníveis de até sete metros. A extensão total das rupturas mapeadas chegou a 175 km.

Os cientistas responsáveis pelos três artigos concordam na probabilidade relativamente baixa de um evento duplo tão próximo e poderoso — estatisticamente, há uma chance de 7%. A explicação, neste caso, reside no estresse que o primeiro tremor aplicou nas falhas geológicas próximas ao epicentro do segundo.

As consequências para a população foram ainda mais graves pela proximidade dos terremotos, já que as construções estavam fragilizadas quando o segundo tremor aconteceu. Os estudos estimam que a sequência deixou um total de mais de 30 mil mortes e um prejuízo financeiro na casa dos US$ 50 bilhões.

Fonte: The Seismic Record [1][2] e [3] via: Seismological Society of America