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Escala Richter | Como se mede a magnitude de um terremoto?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 06 de Fevereiro de 2023 às 16h43

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Imagem:  ray_explores/CC BY 2.0.
Imagem: ray_explores/CC BY 2.0.

“De quantos graus foi o terremoto?”. Essa é uma pergunta comum de se ouvir quando um tremor de terra vira notícia. Para respondê-la, existem diversas estações ao redor do mundo equipadas com sismógrafos, equipamentos capazes de medir o tamanho destes eventos que podem ser extremamente destrutivos.

Os graus se referem à magnitude do terremoto, frequentemente associada à Escala Richter. Mas você sabia que essa não é a única forma de medir os abalos sísmicos? Existem escalas mais modernas que esta, além das classificações de intensidade, que são muito diferentes.

O que é magnitude de um terremoto?

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A magnitude é a forma mais comum de se medir o tamanho de um terremoto. Ela é uma medida calculada a partir da fonte do abalo, o que implica que seu valor é único e será o mesmo independentemente do local em que ele foi sentido.

A forma mais conhecida de medir a magnitude é a escala criada pelo sismólogo Charles Francis Richter e Beno Gutenberg em 1935, nos Estados Unidos. Ela utiliza dados de duração do tremor e da amplitude das ondas, ambos registrados pelos sismógrafos, resultando em um valor de 0 a 10.

Também conhecida como Escala de Magnitude Local, a Escala Richter tem a limitação de funcionar bem apenas para tremores próximos à estação de medida — além disso, sua precisão também cai em terremotos maiores.

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Para resolver os problemas da Escala Richter, no final da década de 1970, Thomas Hanks e Hiroo Kanamori desenvolveram a Escala de Magnitude de Momento. Assim como sua antecessora, essa é uma escala logarítmica, variando de 0 a 10 para indicar a energia liberada no sismo. É importante observar que, de acordo com o comportamento de funções logarítmicas, o incremento de um grau indica, na verdade, um tremor dez vezes maior.

A intensidade de um tremor de terra

Enquanto a magnitude de um terremoto é um valor único, a sua intensidade é variável. Ela representa a medida dos danos causados pelo abalo sísmico, o que muda de local para local ou mesmo com a profundidade que o evento ocorreu.

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Para entender isso, basta notar que dois terremotos de mesma magnitude, ocorrendo no mesmo local, vão ter efeitos diferentes caso o segundo aconteça mais próximo à superfície que o primeiro. Como as ondas sísmicas viajam uma distância menor neste caso, elas chegam mais fortes ao local em questão e causam mais danos.

As escalas de intensidade são, no geral, qualitativas — elas dependem do quanto o tremor foi sentido pela população e dos danos causados. A mais conhecida e utilizada é a Escala Modificada de Mercalli, baseada na que foi desenvolvida pelo vulcanólogo italiano de mesmo nome.