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Terremotos | Por que não há fortes tremores de terra no Brasil?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 10 de Fevereiro de 2023 às 11h12

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 Imagem: World Bank Photo Collection/CC BY-NC-ND 2.0.
Imagem: World Bank Photo Collection/CC BY-NC-ND 2.0.

O registro histórico de terremotos indica que podemos esperar cerca de 15 grandes abalos sísmicos ao redor do mundo a cada ano, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Nenhum deles, porém, deve acontecer no Brasil. Mas por que no Brasil não ocorrem terremotos? Será que isso é verdade mesmo?

Nosso país pode, sim, sofrer algum tremor de terra, mas por aqui não ocorrem terremotos de magnitude elevada. E a explicação para isso para está na sua posição privilegiada no globo terrestre neste sentido.

A Placa Sul-Americana

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Situado no centro da placa tectônica Sul-Americana, o Brasil está longe dos locais de encontro desta com qualquer outro destes gigantescos blocos rochosos que compõem a crosta terrestre.

Para se ter uma dimensão, o extremo oeste brasileiro está a mais de 700 quilômetros de distância da Placa de Nazca. Já a separação entre o nordeste do país e o ponto mais próximo da dorsal mesoatlântica — onde a Placa Sul-Americana encontra a Africana — é de mais de 800 quilômetros.

Como as atividades sísmicas são mais frequentes e mais intensas nas proximidades dos encontros entre as placas, o Brasil fica livre de fortes terremotos. Mas isso não quer dizer que o território brasileiro não sinta nenhum abalo sísmico.

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A história geológica do planeta deixou no Brasil diversas falhas geológicas e elas podem causar tremores de terra, mas, de forma geral, eles possuem uma magnitude muito inferior às dos terremotos que causam grandes destruições.

Até onde na Escala Richter?

Um típico tremor de terra no Brasil não passa dos 4.0 graus de magnitude, embora o maior terremoto registrado no país tenha chegado a 6.6 graus. Ocorrido em 1955 no Mato Grosso, o evento não causou grandes danos e não deixou nenhuma vítima, já que seu epicentro foi um local bastante remoto.

Mesmo que não haja risco significativo de um grande terremoto no Brasil, diversas instituições de pesquisa, como as universidades de São Paulo, de Brasília e do Rio Grande do Norte monitoram constantemente toda a atividade sísmica no país.