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Qual a diferença entre Chrome OS e Chrome OS Flex?

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 12 de Agosto de 2023 às 10h00

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Douglas Ciriaco/Canaltech
Douglas Ciriaco/Canaltech

Se você deseja dar uma chance aos sistemas operacionais do Google, vale a pena entender qual a diferença entre ChromeOS e ChromeOS Flex e decidir se algum dos dois tem chances de se encaixar nas suas necessidades. Além disso, a questão não é tão simples, pois ambos os softwares contam com objetivos diferentes para atender seus públicos-alvos.

ChromeOS vs ChromeOS Flex

O principal ponto de partida está na compatibilidade de ambos os sistemas, pois quem pensa em usar o ChromeOS precisa adquirir um dispositivo compatível com ele, sendo que ele é totalmente restrito a Chromebooks, Chromeboxes e Chromebases — pois já vem instalado de fábrica nos aparelhos.

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Com nome sugestivo, o ChromeOS Flex é literalmente mais flexível nesse sentido e pode ser instalado em praticamente qualquer computador ou notebook, seja novo ou velho, com Windows, Mac ou Linux. Apesar de contar com todas essas opções, o ChromeOS Flex não funciona em dispositivos com arquitetura ARM e pode apresentar limitações em alguns recursos, dependendo da máquina em que estiver rodando.

Teclados

O Chrome OS e o OS Flex não necessariamente possuem o mesmo teclado. O primeiro sistema tem um teclado próprio com botões aperfeiçoados para ele, enquanto o segundo software fica restrito às especificações do computador no qual foi instalado.

Além disso, algumas teclas no Chrome OS Flex podem não funcionar dependendo de qual sistema operacional rodou anteriormente no computador — exigindo que você personalize manualmente o teclado para alterar ou atribuir funções para os botões.

Portas e recursos

O Chrome OS Flex em particular pode não ser compatível com alguns recursos em máquinas originalmente com Windows, Linux e Mac. O sistema também pode apresentar capacidade limitada por não ser capaz de reconhecer determinadas funções.

De acordo com o Google, as portas e recursos não reconhecidos pelo Chrome OS Flex são:

  • Unidades de CD e DVD;
  • Leitores de impressão digital;
  • Portas FireWire;
  • Câmeras de infravermelho e reconhecimento facial;
  • Conectores e bases reservadas;
  • Stylus e entrada de caneta ativa;
  • Compartimento integrado do chip micro;
  • Função Thunderbolt (com limitações).
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Para ter certeza que o software vai usufruir de todos os recursos que é capaz de reconhecer, você pode acessar a lista de modelos certificados para o Chrome OS Flex e confirmar se o seu dispositivo faz parte do seleto grupo. Basta acessar o site support.google.com.

VMs e aplicativos compatíveis

Indo na contramão do ChromeOS, o ChromeOS Flex não é compatível com aplicativos Android ou com qualquer ferramenta da Play Store. O sistema operacional também não é capaz de rodar máquinas virtuais (ou VMs) através do software de emulação Parallels Desktop.

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A história muda um pouco com o ambiente de desenvolvimento do Linux, pois você é capaz de rodar o sistema operacional de código aberto no ChromeOS Flex e usufruir de uma variedade maior de aplicativos e ferramentas — uma vez que tem dois softwares a seu dispor. Nesse quesito, a questão do aparelho também vai pesar, pois nem todos eles oferecem compatibilidade com determinados recursos.

Confira a lista de modelos certificados para rodar Linux no Chrome OS Flex em support.google.com.

Segurança

Nesse ponto há diferenças cruciais em relação aos dois sistemas. O Chrome OS, por exemplo, é exclusividade de alguns aparelhos certificados pelo Google que acompanham um chip de segurança da empresa. O componente em questão é capaz de rastrear o hardware e proteger o dispositivo de aplicativos e arquivos maliciosos.

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O ChromeOS Flex, por sua vez, não conta com a mesma proteção, pois ele é projetado para rodar em diferentes máquinas e depende de softwares de terceiros para garantir a devida segurança.

Você também pode adotar outras medidas para adicionar camadas extras de proteção no Chrome OS Flex:

  • Ativar a inicialização segura no aparelho com Chrome OS Flex, inclusive o próprio Google recomenda isso;
  • De tempos em tempos, verificar por atualizações manuais do sistema operacional para deixá-lo sempre protegido, pois alguns aparelhos com Chrome OS Flex tem diferentes regras para gerenciamento de updates;
  • Usar o Chrome OS Flex em dispositivos com um módulo de plataforma confiável (TPM) para garantir proteção às chaves de criptografia, pois dependendo do aparelho, essa proteção é limitada e você pode ter dados expostos por conta disso. Mais uma vez, acesse o site do Google e confira a compatibilidade com a plataforma (support.google.com).

Gerenciamento

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Para gerenciar quais configurações são aplicadas quando os usuários acessam dispositivos do Google, o Chrome OS Flex carece de alguns itens que só se fazem presentes no Chrome OS. O Flex não tem compatibilidade com:

  • Registro sem toque;
  • Novo registro forçado;
  • Acesso verificado e modo verificado;
  • Reverter.

O único método de gerenciamento oferecido no Flex é o SCEP (Protocolo de Registro de Certificado Simples) — protocolo que define o certificado para permitir aos usuários acessar a rede Wi-Fi.

Se você deseja conferir mais comparações entre os sistemas operacionais, veja seis melhores alternativas ao Chrome OS.