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Upscaling da Microsoft será restrito aos Snapdragon X no lançamento

Por| Editado por Jones Oliveira | 22 de Maio de 2024 às 10h10

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Microsoft / Divulgação
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A Microsoft lançou sua ferramenta nativa do Windows de upscaling de imagem para games, que por enquanto terá compatibilidade restrita aos Copilot+PCs com chips Snapdragon X Elite. A funcionalidade oferece uma solução similar ao DLSS, teoricamente não dependente de hardware, e a exclusividade temporária é bastante inusitada, especialmente porque nenhum dos notebooks apresentados com os novos chips é gamer.

Vale ressaltar ainda que, segundo a Microsoft, os SoC com Snapdragon X Plus também não serão compatíveis com o Auto SR (Automatic Super Resolution), e não existe previsão para a ferramenta chegar ao Windows 11 x86, versão padrão.

O lançamento no mínimo confuso é ainda mais problemático se considerarmos que a maioria dos jogos de PC não são otimizados para arquitetura ARM ou sequer rodam no Windows ARM.

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Mercado extremamente restrito

Assim como as soluções da NVIDIA e AMD, o Auto SR (Automatic Super Resolution) melhora a taxa de quadros em jogos ao renderizar imagens nativamente em resoluções menores e escaloná-las para FullHD, QuadHD ou 4K. No entanto, por estarem atreladas às GPUs, desde que as desenvolvedoras lancem drivers compatíveis, seria teoricamente possível utilizá-las em qualquer sistema operacional, independentemente da arquitetura da CPU.

Vincular a ferramenta a chips ARM específicos barra o uso da nova tecnologia inclusive em games da própria Microsoft, como o Microsoft Flight Simulator, incompatível com o Windows ARM. Por outro lado, no final de 2023 começaram a circular rumores de que a Microsoft estaria estudando migrar o próximo Xbox para ARM.

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Apesar de isso fazer muito pouco sentido, uma vez que praticamente todo seu ecossistema de jogos é baseado justamente em x86, não seria surpreendente se a iniciativa visasse preparar o terreno para um novo console, em nova arquitetura, com upscaling vinculado ao sistema operacional e independente do chip gráfico.

O problema é que não seria a primeira vez que a Microsoft tentou criar produtos com ecossistemas proprietários mais restritos, algo bem pouco atrativo no desenvolvimento de softwares e o resultado foi bem desastroso, ao menos para o Windows Phone.