Huawei deve usar chips de terceiros a partir do ano que vem

Por Diego Sousa | 30 de Junho de 2020 às 07h30
Divulgação/Huawei
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Após a expansão das sanções norte-americanas à Huawei anunciadas em maio, proibindo a companhia de encomendar componentes para chips da TSMC, não se descartou a possibilidade de a fabricante chinesa passar a usar processadores de terceiros em seus próximos lançamentos — até um executivo de grande escalação da Honor falou sobre o assunto.

Agora, com o anúncio do início do desenvolvimento da linha P50, previsto para ser lançado no primeiro trimestre de 2021, novas informações sugerem que a Huawei possa utilizar chips de 5 nm de outras fabricantes, se preparando caso os Estados Unidos não mudem de ideia em relação às negociações da HiSilicon com a TSMC.

Segundo o perfil @MobileChipExpert afirmou na rede social Weibo, os novos celulares da Huawei vão acompanhar o mercado no ano que vem e serão equipados com chips de 5 nm, mas eles não vão ser desenvolvidos pela HiSilicon. Recapitulando, a HiSilicon pertence à Huawei e produz os processadores da linha Kirin, porém, com as recentes sanções proibindo negociações com a TSMC, toda a cadeia de produção da fabricante deve ser afetada diretamente — leia mais sobre a medida.

MediaTek é um forte nome para equipar os próximos modelos da Huawei (Foto: Reprodução/Weibo)

Alternativas

Algumas empresas, como MediaTek, Qualcomm e Samsung, já reportaram que estão desenvolvendo chips de 5 nm para o ano que vem, mas a norte-americana responsável pela linha Snapdragon não é uma possibilidade.

No final de maio, foi noticiado que a fabricante taiwanesa teria recebido um aumento no volume de pedidos da Huawei, provavelmente para abastecer os estoques para 2021 — vale lembrar que as empresas já são parceiras no desenvolvimento de celulares mais básicos.

Outro nome considerado para fabricar os chips da Huawei foi a Samsung Foundry, subsidiária do grupo sul-coreano para fabricação de chips. Segundo o site AsiaTimes, ela teria montado uma instalação para produzir chips de 7 nm usando apenas equipamentos japoneses e europeus, o que teoricamente não violaria as novas regras impostas pelos Estados Unidos. No entanto, alguns analistas avaliaram a possível parceria como improvável.

Menos conhecida, a chinesa UniSOC é outro nome apontado como potencial fornecedora de processadores à Huawei. A fabricante foi a primeira do mundo a lançar um chipset de 6 nanômetros (nm), mas é especializada em processadores de baixo custo.

Apesar das medidas adotadas por Trump, há informações de que a Huawei tem um estoque de chips para mais dois anos de produção. Segundo o site japonês Nikkei Asian Review, a estocagem teria começado já no final de 2018, logo após a detenção, no Canadá, de Meng Wanzhou, filha do fundador da Huawei.

Fonte: Weibo  

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