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AMD Hawk Point x Intel Meteor Lake: qual é a melhor CPU com IA?

Por| Editado por Jones Oliveira | 20 de Dezembro de 2023 às 09h00

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AMD e Intel
AMD e Intel

A era dos PCs com IA começou. Antes, o que era muito restrito para os usuários domésticos e quase sempre voltado para os datacenters avançados, a inteligência artificial chegou para o público geral com força nesse fim de 2023. Tanto a Intel quanto a AMD já aceleram sua evolução com passos largos ao revelar e lançar as gerações de processadores Meteor Lake e Hawk Point, respectivamente.

Também chamados de Intel Core Ultra e AMD Ryzen 8040, esses são processadores para notebooks que trazem uma característica em um comum: uma NPU. Acrônimo para Unidade de Processamento Neural, esse é um tipo de chip integrado nessas CPUs para processar e resolver tarefas que envolvam IA, melhorando o desempenho do notebook e levando os usuários para uma era de mais facilidade e comodidade para centenas de tarefas.

Como são os Hawk Point?

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Introduzida de surpresa nas últimas semanas, as CPUs Ryzen 8040 trazem um conceito que a Intel vem trabalhando há algum tempo. A ideia do time vermelho é criar um ecossistema de IA pervasiva, ou seja, que se espalha para todos os lugares. O epicentro disso será o Ryzen AI, a plataforma que vai dizer quais são os processadores com esse tipo de tecnologia específica, como uma espécie de selo.

O funcionamento dos Hawk Point se dá de maneira parecida com os processadores Phoenix Point Ryzen 7040, lançados há alguns meses. Na verdade, a série 8040 da AMD é uma atualização refinada da série 7040, que melhora as características de IA dos processadores, ao passo que mantém quase todas as especificações técnicas da geração passada, como a elogiada arquitetura de núcleos Zen 4 e o sistema de chiplets.

Dessa forma, o time vermelho manteve as configurações de até oito núcleos e 16 threads nos chips mais parrudos. Até mesmo as frequências de operação são bem parecidas, mostrando que a AMD não quis mexer muito na parte estrutural dos processadores. Todavia, o consumo energético máximo saiu de 45W e pulou para 54W, mostrando que mesmo que um dos focos da companhia seja eficiência, a empresa não conseguiu reduzir a gasto de energia. 

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Quando o assunto é a placa de vídeo integrada, a série 8040 continua com as iGPUs Radeon 780M. Esses modelos devem entregar um nível de performance satisfatória para aplicações do uso cotidiano e até podem rodar alguns games mais leves em qualidade baixa e FHD, como já acontece na série 7040, mas não espere um desempenho nas alturas. 

A NPU é a cereja do bolo

Com tantas especificações parecidas, o diferencial da geração Hawk Point é justamente a introdução da NPU. Embora os Ryzen 7040 já carregassem alguma capacidade de trabalhar com inteligência artificial, é na geração Ryzen 8040 que a AMD usa essas palavras e dá o seu pontapé na era de PCs com IA.

Mas o que diferencia essas duas gerações? Com os novos processadores, a AMD aumentou a contagem de TOPS (Trilhões de Operações por Segundo), ou seja, a unidade que representa a potência do chip em calcular, resolver e processar aplicações relacionadas com IA. A geração Phoenix Point contava com contagem máxima de 10 TOPS, enquanto a nova geração Hawk Point trabalha com 16 TOPS, ou seja, um aumento de 60% no desempenho teórico desses processadores. 

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"Nós continuamos a entregar NPUs de alta performance e boa eficiência energética com a tecnologia Ryzen AI para reimiginar os PCs. A capacidade melhorada da série Ryzen 8040 vai aguentar grandes modelos e preparar a próxima fase de IA para os usuários", explica Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral da Divisão de Computação e Gráficos da AMD

Tudo isso culmunina na chamada microarquitetura XDNA. Ou seja, todos os avanços da AMD no que diz respeito a essa NPU estarão associados ao nome XDNA. Isso á parecido com o que a empresa já faz nas placas de vídeo, denominando a microarquitetura recente das Radeon de RDNA, enquanto os processadores são chamados de Zen. 

Em aplicações práticas, a série Ryzen 8040 é até 1,4x mais potente que sua antecessora em grandes linguagens de programação como a Llama 2 e em modelos visuais. A comparação com a Intel existe, mas os testes foram feitos contra a 13ª geração Raptor Lake que não possui NPU, resultando em uma vantagem de 1,8x para os Ryzen em segmentos como a criação de conteúdo.

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Como são os Intel Meteor Lake?

Passando para o lado azul, os processadores Intel Core Ultra são a maior revolução da Intel nos últimos 40 anos. Isso não é para menos, uma vez que esses são os primeiros processadores da empresa a usar uma arquitetura do tipo desagregada com tiles, deixando o padrão monolítico para trás.

Em outras palavras, isso significa que em vez de o processador ser um único grande bloco de silício, como geralmente acontece, ele é feito com vários outros chips menores encaixados, chamados de tiles, unidos pela tecnologia Foveros. Isso gera uma vantagem na fabricação, já que cada tile pode ser fabricado com uma litografia diferente e reduz os custos finais do produto. Além disso, casa um tile esteja defeituoso, a Intel pode simplesmente trocar essa pecinha por outra sem precisar jogar o chip inteiro fora, como acontece no formato monolítico. 

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Fora isso, a Intel manteve a arquitetura híbrida nessa geração. Assim, os Core Ultra têm até 16 núcleos, sendo seis de performance e oito de eficiência. Para completar o quadro, a companhia adicionou mais dois núcleos de baixa eficiência energética. Já nas frequências, a aplicação máxima dessa geração é equivalente aos Hawk Point, trabalhando na mesma base de 5,1 Ghz como o concorrente.

O pulo do gato está no consumo de energia. Esse é um aspecto muito discutido pelas duas fabricantes, mas a Intel teoricamente vai ter o maior gasto energético nos notebooks. Isso acontece porque o modelo mais parrudo dos Meteor Lake terá consumo máximo de até 115W. Isso não significa que o chip vai realmente consumir isso tudo, mas é o que a companhia oferece ao silício.

Na parte gráfica há algumas novidades. A Intel mantém a microarquitetura Arc Alchemist de outros produtos, mas em uma versão LPG, ou seja, Low Power Gaming. Na prática, essa é outra iGPU com desempenho apenas suficiente para rodar alguns jogos leves, além de servir idealmente para trabalho, estudos e uso diário.

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IA é o novo foco da Intel 

Antes mesmo da Intel revelar a geração Meteor Lake, o CEO Pat Gelsinger já havia revelado que a intenção da companhia é “inserir IA em todos os seus produtos no futuro”. Dito e feito, essa democratização no uso da inteligência artificial começou agora. Além da arquitetura desagregada, o grande recheio dos Intel Core Ultra também é a adição de uma NPU dedicada ao chip.

Para ser mais exato, essa NPU está dentro do SoC Tile de cada processador Meteor Lake. Dessa forma, tanto a Intel quanto a AMD terão uma tecnologia própria para IA de forma nativa em suas CPUs, facilitando e melhorando o processamento dessas tarefas de maneira nativa.

A diferença fica em como a Intel vai contabilizar a potência da sua Unidade de Processamento Neural. No material divulgado pela marca, não há menções muito claras quanto a isso, mas foi revelado que o conjunto CPU + GPU + NPU terá até 34 TOPS, algo próximo dos 36 TOPS gerais oferecidos pela AMD na série 8040. Então, no fim das contas, tudo deve ser bem similar nesse sentido.

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"Nos próximos quatro anos, PCs com IA irão compor 80% do mercado de PCs, e associado ao nosso vasto ecossistema de parcerias entre hardware e software, a Intel é a [empresa] mais bem posicionada para entregar a próxima geração da comutação.”, reforça Michelle Johnston Holthaus, VP Executiva da Intel

Quando o assunto é desempenho, os Core Ultra chegam a largar 5,4x na frente dos Phoenix Point em aplicações de IA como o GIMP Stable Diffusion, embora a diferença média fique na casa de 2x mais performance para o lado azul. Isso é bem observado no gráfico de testes com softwares de edição.

 AMD Hawk Point x Intel Meteor Lake: qual é o melhor?

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Intel e AMD chegam fortes e praticamente juntas na disputa dos PCs com IA. Mas a pergunta que não quer calar é: qual dessas gerações é melhor? A resposta, como podemos imaginar, é um grande depende. Isso acontece porque os notebooks Intel Core Ultra já estão disponíveis no mercado internacional, enquanto os Ryzen 8040 só chegam nas lojas no começo de 2024.

Ou seja, por mais que saibamos o que esperar das CPUs da Intel, ainda não temos noção do que as CPUs AMD são capazes. Mesmo assim, com base no passado das duas empresas e o histórico recente de ambas, podemos prever algumas coisas.

É fácil imaginar que por terem mais núcleos - e núcleos híbridos - os Core Ultra são melhores que os Hawk Point. No mundo do hardware nem sempre quem tem mais núcleos e estruturas é simplesmente melhor do que quem tem menos. A maior prova disso está nos desktops. Embora os Ryzen 7000 tenham menos núcleos do que os Raptor Lake (também híbridos), os processadores da AMD conseguem igualar ou superar os da Intel em games e outros softwares. 

Especificações dos processadores Meteor Lake, Phoenix e Hawk Point
ProcessadorNúcleos e threadsClock em boostPlaca gráficaTDPNPU
Intel Core Ultra Meteor Lake
Core Ultra 9 185H16/225,1 GhzArc Alchemist LPG45W-115WSim
Core Ultra 7 165H16/225,0 GhzArc Alchemist LPG28W-64/115WSim
Core Ultra 7 155H16/224,8 GhzArc Alchemist LPG28W-64/115WSim
Core Ultra 5 135H14/184,4 GhzArc Alchemist LPG28W-64/115WSim
Core Ultra 5 125H14/184,5 GhzArc Alchemist LPG28W-64/115WSim
Core Ultra 7 165U12/144,9 GhzIntel Graphics15W-57WSim
Core Ultra 7 164U12/144,8 GhxIntel Graphics9W-30WSim
Core Ultra 7 155U12/144,8 GhzIntel Graphics15W-57WSim
Core Ultra 5 135U12/144,4 GhzIntel Graphics15-57WSim
Core Ultra 5 134U12/144,4 GhzIntel Graphics9W-30WSim
Core Ultra 5 125U12/144,3 GhzIntel Graphics15-57WSim
Ryzen 7040 Phoenix
Ryzen 9 7940HS8/165,2 GhzRadeon 780M35-45WSim
Ryzen 7 7840HS8/165,1 GhzRadeon 780M35-45WSim
Ryzen 5 7640HS6/125,0 GhzRadeon 760M35-45WSim
Ryzen 8040 Hawk Point
Ryzen 9 8945HS8/165,2 GhzRadeon 780M35-54WSim
Ryzen 7 8845HS8/165,1 GhzRadeon 780M35-54WSim
Ryzen 7 8840HS8/165,1 GhzRadeon 780M20-30WSim
Ryzen 7 8840U8/165,1 GhzRadeon 780M15-30WSim
Ryzen 5 8645HS6/125,0 GhzRadeon 760M35-54WSim
Ryzen 5 8640HS6/124,9 GhzRadeon 760M20-30WSim
Ryzen 5 8640U6/124,9 GhzRadeon 760M15-30WSim
Ryzen 5 8540U6/124,9 GhzRadeon 740M15-30WNão
Ryzen 3 8440U4/84,7 GhzRadeon 740M15-30WNão
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Dessa forma, a informação mais concreta que podemos presumir é que em certos cenários uma geração será melhor, enquanto em outros cenários a geração rival será superior. A Intel tem ficado conhecida por ser melhor nos testes sintéticos e por se comportar de maneira mais estável em edição de vídeo, renderização, modelagem etc. O motivo para isso seriam os núcleos híbridos que conseguem trabalhar melhor nesse tipo de tarefa.

A AMD é muito elogiada por ter boa eficiência energética e, principalmente, conseguir bons resultados quando em games. Para os notebooks que terão placas de vídeo integradas, essa é outra carta na manga do time vermelho, que tem um histórico de possuir iGPUs mais parrudas que sua concorrente por conta da microarquitetura em RDNA.

O que pode diferenciar bastante dessas duas séries de processadores é o consumo de energia de cada uma. Com a AMD limitando o gasto em até 54W em seu topo de linha e a Intel dando corda até os 115W ou 64W em certos casos, os projetos térmicos de cada notebook serão diferentes. Quanto mais um processador consome de energia, mais calor ele gera e mais velozes as ventoinhas precisam ser para resfriar o sistema. Esse processo consome ainda mais energia e cria um ciclo de eletricidade e muito calor envolvido.

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Na teoria, a AMD vai se sair melhor nesse quesito, mas ainda é cedo para dizer. Seja como for, os Intel Core Ultra e os Ryzen 8040 vão ajudar na revolução de como as pessoas usam seus notebooks. 

Apesar de ser relacionada sempre com operações computacionais supercomplexas, a IA está presente na vida de todo usuário de computador. A simples aplicação de fundos dinâmicos em videoconferências, a possibilidade de editar fotos de forma inteligente para gerar avatares ou a redução de ruído do microfone em uma chamada já são exemplos práticos atuais do uso da inteligência artificial. A inclusão da NPU quer facilitar a execução desses processos e tornar os notebooks mais parrudos enquanto isso acontece, sem que haja travamentos.

Lançamento

Os notebooks equipados com os processadores Ryzen 7040 já estão disponíveis no mercado, enquanto as versões com os Ryzen 8040 só chegam no início de 2024. Para os Intel Core Ultra, os primeiros laptops com esses processadores também já podem ser adquiridos, mas apenas no varejo internacional. No Brasil, a previsão é que o lançamento aconteça ainda no primeiro semestre de 2024. 

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