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Chip Huawei Kirin 9000s pode ter tecnologia dos EUA

Por| Editado por Wallace Moté | 08 de Março de 2024 às 10h19

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Divulgação/Huawei
Divulgação/Huawei
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O lançamento do Huawei Mate 60 Pro com o chip Kirin 9000s tem causado discussões há meses, já que o componente traz um nível de tecnologia sem precedentes entre semicondutores fabricados na China. Agora, novas investigações mostram que tecnologias vindas dos Estados Unidos também teriam sido usadas para a fabricação dele, com a ajuda de duas companhias. 

De acordo com o que foi informado pela agência de notícias Bloomberg, a SMIC (companhia chinesa que fabrica o chip) fez a aquisição da tecnologia das empresas estadunidenses Applied Materials Inc e Lam Research Corp, o que teria viabilizado o desenvolvimento do Kirin 9000s. 

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Os acordos não eram considerados irregulares, mas a notícia pode gerar questionamentos em relação ao potencial de desenvolvimento de mais chips após o Kirin 9000s. Afinal, desde o lançamento do Huawei Mate 60 Pro, as restrições quanto às importações feitas pela SMIC foram aumentadas. 

Kirin 9000s causou surpresa no lançamento

A Huawei tem sofrido sanções dos EUA desde 2019, após temores relacionados a supostas ações de espionagem e aos laços que a empresa tem com o governo chinês. 

Atualmente, a empresa não pode importar produtos dos EUA de companhias que não têm uma autorização específica. É por meio desse tipo de licença que a Huaweiusou chips Snapdragon sem suporte para o 5G até o ano passado, e os implementou em celulares que já eram lançados com tecnologias defasadas de conectividade. 

Isso causou uma expressiva queda na fatia de mercado da Huawei, que só voltou a se recuperar recentemente como uma das marcas que mais vendem celulares na China. 

Esta retomada é atribuída ao lançamento do Kirin 9000s que, além de trazer suporte para 5G, tem tecnologia e poder de processamento comparável a chips Snapdragon topos de linha lançados há poucos anos.

Contudo, o componente gerou o início de uma série de investigações por parte dos EUA, que chegou a afirmar que o chip é “incrivelmente perturbador”. Também foi dito que suas peças podem ter sido trazidas da Holanda, e que ele teria um processo de produção não tão avançado quanto foi divulgado anteriormente. 

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Fonte: Bloomberg