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Passageira viaja para resgatar mala perdida detectada por AirTag

Por| Editado por Wallace Moté | 14 de Agosto de 2023 às 14h30

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Ivo Meneghel Jr/ Canaltech
Ivo Meneghel Jr/ Canaltech
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Depois de ter a bagagem perdida pela United Airlines e não ter o suporte que esperava, a passageira Sandra Shuster decidiu partir em uma busca por conta própria pela mala da filha, que continha cerca de US$ 2.000 (~R$ 9.900) em equipamentos para prática de lacrosse, esporte popular nos EUA. Além da viagem de mais de 1.600 km feita por Sandra, situação curiosa por si só, chama atenção o uso do rastreamento das AirTags da Apple no caso, desmentindo informações da companhia aérea.

Sandra e sua filha Ruby, de 15 anos, estavam indo de Baltimore, no estado norte-americano de Maryland, para Denver, no Colorado, após um campeonato de lacrosse e, no trajeto, precisaram fazer uma escala na cidade de Chicago, em Illinois. Quando chegaram ao destino, a dupla percebeu que a bagagem de Ruby, que continha os equipamentos esportivos da jovem e precisou ser despachada, não estava na esteira para coleta.

Representantes da United Airlines abriram um chamado, e garantiram que a mala seria trazida em um voo posteriormente. Depois de esperar por horas sem resultado, Sandra entrou em contato com a companhia, que afirmou então que a mala ainda estava em Baltimore. A questão é que a passageira estava usando uma AirTag para rastrear a bagagem, e assim sabia que a informação passada pela equipe estava incorreta — a mala estava em Chicago.

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“O equipamento [de lacrosse] é único, e temos que checá-lo. Companhias aéreas estão ficando piores, [os] índices de bagagem perdida estão crescendo, e eu queria saber onde ela [a bagagem] estava — então eu comprei a tag", explicou Shuster à CNN. “Eu disse a eles que eu podia vê-la na esteira do Terminal 1 em Chicago, e eles disseram 'Nós não temos registro disso'. Pedi então para ligarem para Chicago, e eles disseram 'Não, não temos permissão'. Eles disseram que colocariam anotações no sistema e que a equipe de bagagem cuidaria disso".

Quando ligou pela terceira vez, a equipe da United Airlines admitiu não saber onde a mala estava, e alegou que Sandra tinha o número de retirada incorreto — o que de certa forma era verdade. O erro não havia sido da mulher, mas sim da equipe responsável por etiquetar as malas despachadas, que trocaram a bagagem de Ruby pela de outro passageiro cujo destino era Chicago. Depois de muita discussão, e diante da rotina de treino apertado da filha, a passageira decidiu resolver a situação por conta própria.

Sandra tirou o dia de folga e gastou mais de 30 mil milhas do programa de recompensas do qual participa, além de US$ 30 (~R$ 150) em taxas, para tomar um voo de duas horas e resgatar a mala da filha. Em menos de um minuto, Shuster encontrou a bagagem junto à equipe local da United Airlines no aeroporto de O'Hare, em Chicago. Para completar, o time disse não ter sido informado do ocorrido, apesar das ligações persistentes.

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“O que foi difícil para mim entender é que seria preciso uma ligação para Chicago para encontrá-la [a bagagem], e ninguém pareceu ser capaz de fazer isso. Por que o rapaz na coleta de bagagem em Denver não podia ligar para Chicago? Teria levado um minuto. Foi um problema enorme para mim ter tirado uma folga do trabalho e usado minha milhas. E não recebi desculpas em nenhum momento [...]. Você não pode me dizer que hoje, com toda a tecnologia disponível, eles não consigam resolver isso. Companhias aéreas precisam melhorar”, completou Sandra.

Casos como esse têm crescido nos últimos meses, sendo o mais recente deles o de um mágico que também encontrou seus equipamentos perdidos pela companhia aérea — curiosamente a mesma United Airlines do caso de Sandra e Ruby — usando AirTags. Para reaver a mala, o profissional não teve de viajar, mas se viu obrigado a comprar uma passagem do próprio bolso para acessar novamente a área de coleta de bagagens.

Fonte: CNN