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O que é um nobreak senoidal?

Por| Editado por Wallace Moté | 20 de Abril de 2024 às 17h00

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Kelly Sikkema/Unsplash
Kelly Sikkema/Unsplash

Os nobreaks são dispositivos que fornecem energia em caso de apagões, mantendo os eletrônicos conectados a ele ligados por tempo suficiente para que o usuário salve o que estava fazendo e desligue os aparelhos com segurança. Na hora de comprar um desses mecanismos de segurança, há vários pontos que devem ser observados, desde a potência fornecida até a tensão de operação. Há, porém, mais um aspecto importante que deve ser observado.

Entre as diversas opções de nobreaks disponíveis, um dos mais avançados é o nobreak senoidal. Mas o que é exatamente o nobreak senoidal? E quais vantagens ele oferece em relação a nobreaks tradicionais?

O que é um nobreak senoidal?

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Antes de discutirmos o nobreak senoidal, é preciso relembrarmos as aulas de física e revisarmos o funcionamento da energia elétrica. Essa energia que alimenta os eletrônicos modernos é gerada a partir da movimentação de elétrons, as partículas de carga negativa presentes nos átomos. Quando há uma diferença de potencial (também chamada de tensão ou voltagem) entre dois pontos, os elétrons "pulam" de um átomo para outro, gerando a corrente elétrica que carrega a energia.

Essa corrente elétrica pode caminhar de duas formas: em corrente contínua (CC), na qual os elétrons navegam em uma única direção; ou em corrente alternada (CA), em que os elétrons variam a direção em que estão andando de forma contínua. Praticamente todos os dispositivos eletrônicos ligados às tomadas (ao menos de uso residêncial) utilizam a corrente alternada para funcionarem.

A CC está presente em pilhas e baterias, que mantêm os polos positivos e negativos em posições fixas, enquanto a CA é a usada por companhias elétricas para fornecer energia para as cidades e indústrias, por não haver perda de potência mesmo em grandes distâncias, algo que a corrente contínua não consegue oferecer.

A variação dos polos e a consequente movimentação dos elétrons pode ser observada por gráficos de ondas. No caso da CC, o gráfico é uma linha reta contínua, considerando que não há mudanças. Já a corrente alternada apresenta o formato mais popular de ondas, com um pico (o ponto mais alto) e um vale (o ponto mais baixo) bem demarcados em uma transição suave. Esse formato de onda é conhecido como senoide, ou onda seinodal — os nobreaks senoidais receberam esse nome a partir desse fenômeno.

Os nobreaks senoidais são variantes otimizadas para entregar energia em um padrão de onda senoidal, "mais limpa" e estável, similar à que é transmitida pelas concessionárias de eletricidade pela tomada, o que não apenas garante maior eficiência por haver menos perdas com esse padrão, como também evita desgastes e outros eventuais problemas decorrentes de instabilidades nos dispositivos conectados.

Qual a diferença entre nobreak comum e senoidal?

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É nesse ponto em que ocorre a diferença para os nobreaks comuns. Os modelos tradicionais não contam com mecanismos que corrijam o padrão de movimentação da energia, entregando ondas quadradas, ou ainda as chamadas senoidais modificadas/semisenoidais, cuja transição é marcada por linhas mais retas que a fazem parecer com degraus de uma escada. Na prática, isso significa que a movimentação dos elétrons é feita de forma menos suave, ou até de forma brusca, resultando em variações drásticas.

Essa variações são um problema para os aparelhos, resultando em maiores perdas de energia no trajeto, maior esforço no funcionamento e até eventuais falhas graves que podem diminuir sua vida útil.

Uma analogia interessante citada por algumas fabricantes de nobreaks é a de combustíveis: um veículo consegue funcionar com combustíveis de baixa qualidade, ou mesmo adulterados, mas está sujeito a problemas graves nessas condições. Para garantir uma longa vida útil, o ideal é sempre abastecer com um combustível de qualidade — que no caso da eletricidade, seria o equivalente à onda senoidal. Por sua vez, os "combustíveis adulterados", ou de menor qualidade, seriam as ondas quadradas e semisenoidais.

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O maior problema é que nobreaks senoidais são bem mais caros, e nem sempre valem o investimento dependendo dos aparelhos que serão conectados. Com isso em mente, a recomendação dos especialistas é de utilizar os modelos senoidais para casos de uso que envolvam equipamentos sensíveis ou de grande importância, como servidores, computadores de alto desempenho e dispositivos de telecomunicações, entre outros eletrônicos que não podem sofrer com mudanças drásticas no fornecimento.

Pelo preço mais acessível, os nobreaks tradicionais continuam sendo uma opção válida, mas voltada para dispositivos menos sensíveis ou de menor importância, incluindo eletrônicos domésticos mais simples.