Novo vídeo da Roscosmos mostra segmento russo se separando da ISS; confira

Novo vídeo da Roscosmos mostra segmento russo se separando da ISS; confira

Por Danielle Cassita | Editado por Patrícia Gnipper | 07 de Março de 2022 às 18h03
NASA/Roscosmos

Um novo vídeo mostra uma montagem do segmento russo da Estação Espacial Internacional (ISS) se separando do restante do laboratório orbital, junto de cosmonautas se despedindo de Mark Vande Hei, astronauta da NASA. A sequência foi produzida pela agência espacial russa Roscosmos, e foi publicada pela RIA Novosti, mídia estatal do país, em um canal no mensageiro Telegram.

Antes mesmo da invasão da Rússia na Ucrânia, a Roscosmos já havia sinalizado a intenção de abandonar a estação para, depois, criar um complexo orbital próprio. Já o novo vídeo traz uma sequência ambígua que, de certa forma, pode ser entendida também como uma espécie de ameaça ao programa do laboratório orbital.

Confira:

No vídeo, vemos uma montagem que simula cosmonautas se despedindo de seus colegas na estação. Em seguida, eles partem para o segmento russo da ISS, que depois se separa do restante das instalações. Hoje, a Estação Espacial Internacional é considerada um grande exemplo da colaboração entre as nações ao fim da Guerra Fria, conflito protagonizado pela antiga União Soviética e os Estados Unidos.

Mesmo assim, a tensão entre a Roscosmos e a NASA vem crescendo nos últimos meses. Recentemente, Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa, respondeu a sanções dos Estados Unidos questionando se o país queria destruir a colaboração na ISS. Em sequência, ele “ameaçou” desorbitar a estação em direção à China e à Índia. “A ISS não passa pela Rússia, então os riscos são todos de vocês. Estão prontos para eles?”, escreveu.

Apesar da colaboração de quase 30 anos entre as agências espaciais, é pouco provável que o vídeo recente ajude a diminuir tensões ou sinalize, de alguma forma, que a cooperação russa na estação irá continuar. Em paralelo, a Rússia já anunciou que não irá mais conduzir experimentos conjuntos a bordo do laboratório orbital. Assim, ainda não está claro como as tensões atuais irão afetar o futuro da estação.

Fonte: Via: IFLScience

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