Destaques da NASA: fotos astronômicas da semana (01/05 a 07/05/2021)

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 08 de Maio de 2021 às 11h00
John Ebersole/M. Selby/R. Colombari/MaryBeth Kiczenski

Nesta semana, completaram-se 60 anos da missão Mercury Redstone-3, que enviou o primeiro astronauta norte-americano a uma missão suborbital. A NASA aproveitou a ocasião para relembrar o lançamento da missão histórica, realizada pouco menos de um mês após a primeira viagem humana na órbita terrestre, que foi feita pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin. E se você gosta das missões da era da corrida espacial, também há uma imagem incrível da Apollo 11.

Também há imagens das missões atuais, que mal aconteceram e já são parte da história da exploração espacial. O pequeno helicóptero Ingenuity foi a primeira nave construída por seres humanos a voar em outro planeta, e nesta semana ela fotografou seu companheiro de missão, o rover Perseverance. Outros destaques da semana são nebulosas e fenômenos atmosféricos misteriosos.

Sábado (01/05) — Perseverance na visão do Ingenuity

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Ingenuity)

Após realizar dois voos históricos, a equipe do Ingenuity decidiu arriscar um pouco mais, com um percurso mais longo. Durante o procedimento, realizado no dia 25, o pequeno helicóptero decolou mais rápido e, além de percorrer maior distância, obteve algumas imagens. Uma delas flagrou o rover Perseverance. Você pode encontrá-lo bem distante, lá no canto superior esquerdo da foto.

Domingo (02/05) — Escondidinho de nebulosa

(Imagem: Reprodução/John Ebersole)

Essas camadas escuras sobre uma parte da Nebulosa Carina são nuvens moleculares tão espessas que impedem a passagem da luz que há por trás. Para se ter uma ideia do quão espessas elas são, a atmosfera da Terra é muito mais densa. Ou seja, é preciso ser muito grande para se tornar tão opaca.

Quanto à nebulosa em si, catalogada como NGC 3372 e localizada a 7.500 anos-luz de distância, é composta principalmente de gás hidrogênio, representado na imagem pela cor verde. Também a traços de enxofre e oxigênio, revelados pelas cores vermelho e azul, respectivamente. No total, ela mede mais de 300 anos-luz.

Segunda-feira (03/05) — Voltando para casa

(Imagem: Reprodução/NASA/Apollo 11/Toby Ord)

Essa é uma imagem restaurada do momento em que Neil Armstrong e Buzz Aldrin voavam da Lua para a órbita, onde se encontrariam com o Módulo de Comando e Serviço, no qual Michael Collins aguardava. Os astronautas deixaram a superfície lunar através do módulo de subida, que foi registrado por Collins nessa foto icônica.

Terça-feira (04/05) — Consegue ver a Crew Dragon?

(Imagem: Reprodução/Mehmet Ergün)

Perto do Sol, a Estação Espacial Internacional (ISS) parece um pequeno inseto. Mesmo nas distâncias relativas, isto é, com a ISS bem mais perto do observador que o Sol, a estação orbital se confunde com as complexas estruturas da cromosfera solar. No canto superior direito, a imagem ampliada mostra onde a nave Crew Dragon está acoplada.

Para obter essa imagem, foi necessário combinar três fotos tiradas do mesmo local e quase ao mesmo tempo. Uma delas capturou com superexposição a sutil proeminência vista na parte superior do Sol, enquanto a segunda imagem capturou a textura da cromosfera. Por fim, a terceira imagem fotografou a estação espacial ao cruzar o Sol, o que levou uma fração de segundo para acontecer.

Quarta-feira (05/05) — Uma aurora? Não, é um STEVE

(Imagem: Reprodução/MaryBeth Kiczenski)

STEVEs são fenômenos na atmosfera que geram um belo brilho no céu noturno, mas só recentemente percebeu-se que suas cores e formas são diferentes das auroras. São luzes roxas com algumas formações esverdeadas, o que intriga os pesquisadores. Do que são feitos os STEVEs? Pode ser algo relacionado a derivas de íons subaurorais.

Ainda não se sabe muito sobre os STEVEs, mas eles são frequentemente acompanhados por auroras verdes alinhadas em forma de cerca. Aqui, o STEVE foi fotografado em uma combinação de exposições de primeiro e segundo plano, tiradas consecutivamente em Copper Harbor, Michigan, EUA.

Quinta-feira (06/05) — NGC 3199

(Imagem: Reprodução/Mike Selby/Roberto Colombari)

A NGC 3199 é uma nebulosa na direção da constelação de Carina, a cerca de 12 mil anos-luz de distância, e tem cerca de 75 anos-luz de largura. Perto do centro da formação está uma Wolf-Rayet, um tipo de estrela massiva, quente e de vida curta que gera um vento estelar imenso, que também costuma ser uma fabricante de nebulosas interessantes.

Ainda não se sabe exatamente porque a nebulosa tem uma de suas parte mais brilhante que outra, mas uma explicação provável é que o material ao redor da estrela Wolf-Rayet seja mais aglomerado e mais denso perto da borda brilhante. Assim, há mais matéria para ser soprada e acumulada pelos fortes ventos estelares.

Sexta-feira (07/05) — O segundo humano no espaço

(Imagem: Reprodução/NASA)

Nesta semana, a NASA celebrou os 60 anos da missão Mercury-Redstone 3, que levou o segundo humano no espaço e o primeiro astronauta norte-americano. O cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro a deixar nosso planeta em uma nave espacial, mas a NASA conseguiu realizar uma façanha quase semelhante menos de um mês depois. “Quase semelhante” porque Alan Sheppard foi enviado em um voo suborbital, enquanto Gagarin conseguiu conduzir um voo na órbita terrestre.

O lançamento foi transmitido ao vivo para o mundo todo pela televisão, no dia 5 de maio de 1961. A missão suborbital durou 15 minutos e atingiu uma altitude de 185 km, aproximadamente. Durante o voo, Shepard testou o compartimento de paraquedas, o sistema de controle de reação (um subsistema das espaçonaves cujo objetivo é o controle de atitude e direção usando pequenos propulsores) e equipamentos de transmissão de rádio. Shepard foi ainda mais longe 10 anos depois, quando foi o comandante da missão Apollo 14.

Fonte: APOD

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