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Anéis e sombras: conheça fenômenos estranhos do eclipse solar

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Abril de 2024 às 11h15

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NASA/Aubrey Gemignani
NASA/Aubrey Gemignani

Os eclipses solares, sejam eles totais ou anulares, apresentam alguns fenômenos menores que podem passar desapercebidos pelos observadores. Entre eles, estão os anéis de diamante de Baily e as misteriosas sombras ondulatórias na superfície terrestre.

Contas de Baily

Contas de Baily, nomeadas em homenagem ao astrônomo Francis Baily, são um tipo de fenômeno óptico dos eclipses solares totais e anulares. Trata-se de “pontos” brilhantes ao redor da sombra da Lua devido ao terreno irregular da superfície lunar.

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O satélite natural de nosso planeta é coberto de crateras que, além de profundas, também possuem verdadeiras montanhas ao seu redor, formando suas bordas. Essas estruturas aparecem ao redor do disco lunar em imagens ampliadas do eclipse.

A cromosfera, parte da atmosfera solar que pode ser observada em eclipses totais e anulares, se destaca ao atravessar entre as elevações da borda lunar, criando um efeito colorido em fotografias.

Então, as contas de Baily vão desaparecendo atrás da sombra lunar, até restar uma fina borda avermelhada formada pela cromosfera solar, anunciando a totalidade que virá a seguir.

Anel de diamante de Baily

Apesar de ter origem no mesmo fenômeno que cria as contas de Baily, o anel de diamante é algo diferente, porque ocorre quando apenas uma das contas de luz permanece visível.

Enquanto a sombra da Lua avança para cobrir o Sol por completo, as contas desaparecem gradualmente até a última delas se transformar em um ponto brilhante. Junto, dela, surge um arco luminoso.

O efeito espetacular e breve ganhou o nome de anel de diamante e é o indicador de que a totalidade (o ápice de um eclipse total ou anular) está prestes a acontecer.

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A aparência do anel é influenciada pela silhueta das montanhas, crateras e vales lunares que estiverem contra o Sol no momento do eclipse.

Esse fenômeno pode durar alguns segundos ou até 2 minutos, dependendo de onde estiver o observador. Nenhum dos dois eventos de Baily deve ser observado a olho nu sem a devida proteção contra a radiação solar.

Francis Baily, apesar de ter seu nome nesses dois fenômenos, não foi o primeiro a observá-los. Este mérito vai para Sir Edmond Halley, que os descreveu pela primeira vez em 1715.

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Contudo, Francis Baily ganhou notoriedade ao descrever os fenômenos corretamente em 1836, colaborando assim com sua popularização.

As misteriosas faixas de sombra

Um fenômeno muito mais raro e misterioso são as faixas de sombra que podem surgir em formato ondulado na superfície terrestre. Inicialmente, essas faixas são fracas, mas se tornam mais visíveis à medida que a totalidade se aproxima.

Não é fácil prever como as faixas podem ser: os observadores de uma região vão encontrar veas sombras bem nítidas, enquanto, no mesmo eclipse, pessoas de outros lugares perceber que as as faixas estão quase imperceptíveis.

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Infelizmente, as faixas de sombra são difíceis de fotografar devido à baixa luminosidade durante o eclipse. Além disso, elas têm uma largura de apenas 2,5 a 5 centímetros e se movem a cerca de 3 metros por segundo, o que as torna borradas nas imagens.

Ainda não existe uma explicação definitiva para o fenômeno, mas é provável que se trate de um efeito meteorológico causado pela distorção do último raio do Sol pela atmosfera da Terra — a mesma coisa que dá a ilusão de que as estrelas “piscam” no céu noturno.