Conheça cada uma das formações da Lua que podemos ver aqui da Terra

Conheça cada uma das formações da Lua que podemos ver aqui da Terra

Por Daniele Cavalcante | 23 de Dezembro de 2020 às 08h30
JORDAN MANSFIELD/GETTY

Uma das maneiras mais simples de aprender mais sobre astronomia é observar nossa própria Lua, descobrindo os nomes de suas gigantescas regiões escuras, conhecidas como mares, e a forma como essas mesmas regiões ficam diferentes de acordo com as fases lunares. E o melhor de tudo: a Lua é um dos astros mais acessíveis no céu noturno.

Independentemente de onde você estiver, seja em uma cidade grande ou em área rural, a Lua está quase sempre lá para ser admirada. E há bastante coisa em sua superfície para olhar mais de perto com a ajuda de um bom par de binóculos apropriado para astronomia, ou um pequeno telescópio. Mas se você quer aprender sobre a geografia lunar, precisará de um mapa. Bem, é justamente isso o que a Sociedade Planetária decidiu compartilhar com o mundo.

Eles criaram um guia para ajudar a identificar vários mares e algumas crateras importantes da Lua. A imagem abaixo é indicada aos habitantes do hemisfério norte — se você viajar para lá, terá uma visão da Lua de “cabeça para baixo”. Entretanto, as configurações são as mesmas (e no final do texto há um link para download do mapa invertido para o hemisfério Sul).

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(Imagem: Reprodução/NASA/GSFC/Arizona State University/The Planetary Society)

O que são mares lunares?

Mare é um termo em latim para “mar”. Embora a Lua obviamente não tenha água líquida sobre sua superfície, o nome acabou sendo adotado para se referir a diversas configurações morfológicas que existem por lá. É que o astrônomo Michael Florent van Langren confundiu essas regiões mais escuras da Lua com verdadeiros mares e oceanos.

Apesar disso, ele publicou em 1645 o primeiro mapa conhecido da Lua com uma nomenclatura, e por isso seu nome é importante. Os mares são escuros não por serem profundos, mas porque são menos reflexivos do que as partes mais claras. Isso acontece devido à sua composição rica em ferro, o que torna essas regiões mais escuras para nossos olhos. Os mares cobrem cerca de 16% da superfície lunar, então há muitos deles para serem observados.

A maioria deles estão localizados no lado visível, ou seja, na face da Lua que está sempre voltada para a Terra. Por isso o mapa não mostra os mares do outro lado — que, aliás, são muito menores. A origem desses mares está associada a antigas erupções de material incandescente e a posteriores impactos de asteroides e meteoritos. Esses eventos criaram vastas planícies basálticas — ou seja, feitas de rocha eruptiva rica em silicatos de magnésio e ferro.

Além disso, os impactos criaram altas temperatura e pressão, que metamorfizam o anortosito (parte branca da Lua), criando basalto. Como a Lua não tem atmosfera, a erosão é mínima, e por isso as crateras escuras permanecem do mesmo jeito após terem se formado há bilhões de anos.

Para conhecer melhor as formações da Lua que vemos aqui na Terra, é só fazer o download do mapa da Lua em PDF na versão para o hemisfério Sul.

Fonte: Planetary Society

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