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Gavião Arqueiro | O Rei do Crime vai aparecer na série? Quais as chances?

Por| Editado por Jones Oliveira | 01 de Dezembro de 2021 às 17h30

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Divulgação/Netflix
Divulgação/Netflix

O terceiro episódio de Gavião Arqueiro colocou em evidência um rumor que há tempos circulava em torno da nova série do Disney+: a de que o Rei do Crime vai finalmente retornar ao Universo Cinematográfico da Marvel (MCU, na sigla em inglês). E o que antes parecia ser apenas um delírio dos fãs começou a ganhar forma e indícios bem claros de que Wilson Fisk está mesmo a caminho.

A possibilidade de que o líder do submundo do crime em Nova York apareceria na série era algo aventado desde antes da estreia, mas o capítulo mais recente da trama, Ecos, colocou algumas pistas até bastante óbvias de que o vilão é mesmo a grande ameaça invisível da história.

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E por que isso é importante? Primeiramente, porque o Rei do Crime da série Demolidor foi uma das melhores coisas que o universo de heróis da Marvel na Netflix apresentou. O ator Vincent D'Onofrio deu vida a esse criminoso que transita do suave ao brutal em questão de segundos de uma forma tão visceral que é difícil imaginar outra pessoa no personagem que sempre foi muito importante nos quadrinhos.

Outro ponto é o que esse eventual retorno representa. Desde o fim do universo da Netflix, os fãs pedem para que alguns personagens sejam integrados de vez ao MCU — sobretudo o Demolidor e o próprio Rei do Crime. E os boatos sobre isso acontecer não são poucos e vão desde Gavião Arqueiro até o vindouro Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, passando por uma suposta imagem do novo visual do personagem. E, mais uma vez, o que antes parecia um delírio começa a soar cada vez como algo bem provável de acontecer.

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As pegadas do Rei do Crime

As especulações de que Wilson Fisk poderia aparecer em Gavião Arqueiro começaram antes mesmo da estreia da série, quando alguns fãs perceberam que a Marvel estava evitando falar nos vilões da história. É claro que a relação entre Clint Barton (Jeremy Renner) e Kate Bishop (Hailee Steinfeld) era o centro da coisa toda, mas não tem como ter uma aventura de heróis sem um grande inimigo por trás disso.

E por mais que tudo apontasse para que Jack Duquesne (Tony Dalton) fosse essa ameaça invisível da trama — ele é o vilão Espadachim nos quadrinhos — tudo soava muito óbvio. Assim, parecia natural que outra pessoa estivesse por trás de tudo. E quem se encaixa perfeitamente nesse ponto?

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A primeira grande evidência está no primeiro episódio da série, ainda que de forma bem sutil. A cena inicial, ambientada em 2012, traz uma discussão da família Bishop, com Eleanor (Vera Farmiga) brigando com o marido por causa da situação financeira. Em resumo, eles estão falidos em um nível que estão prestes a perder a cobertura em que sempre viveram.

Esse é um detalhe que passa despercebido porque, logo em seguida, vemos como esse evento aparentemente corriqueiro se conecta com o MCU, mostrando a invasão de Nova York do primeiro Vingadores e como Kate passou a admirar o Gavião Arqueiro.

O mais importante dessa cena, porém, é o fato de que os Bishop estão quebrados e, nove anos depois, Eleanor aparece como uma bilionária dona de uma empresa de segurança.

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É claro que esse salto financeiro da mãe de Kate pode ser explicado por empreendedorismo e muito suor, mas não há como não suspeitar do crescimento patrimonial tão expressivo em apenas nove anos. E isso fica ainda mais suspeito quando pensamos que esse é um ramo que pode ser muito bem usado para acobertar atividades criminosas de Fisk ou para garantir acesso a informações privilegiadas que o ajudem em seus negócios escusos.

Nos quadrinhos, o modus operandi do Rei do Crime é justamente esse. Ele nunca tem contato direto com o pessoal que realmente suja as mãos — como é o caso da Gangue do Agasalho —, preferindo lidar com pessoas igualmente poderosas e influentes que vão abrir caminho para a lavagem de dinheiro e fechar os olhos para todas as suas ilicitudes. Nesse ponto, a fortuna dos Bishop pode ter vindo justamente dessa parceria.

Quem é o Tio?

Se essa explicação não é o suficiente para você, pode ser que as pistas deixadas no terceiro episódio sejam mais convincentes — até porque elas são bem mais concretas nesse sentido. Afinal, seria Wilson Fisk o tal Tio a que a Gangue do Agasalho se refere?

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Em determinado momento do capítulo, Kate e Clint conversam sobre os criminosos e o Gavião Arqueiro pontua que Maya Lopez (Alaqua Cox) não é a verdadeira líder e que há alguém acima dela, “alguém com quem você não quer mexer”.

E esse alguém aparece de relance no flashback inicial que conta a história de Maya. A criança surda está treinando caratê quando seu pai chega e diz que não vai conseguir vir buscá-la mais tarde e que seu tio vai fazer isso. No entanto, fica claro que não se trata de um parente de verdade, mas alguém que tem esse apelido — tanto que as legendas fazem do substantivo um nome próprio. É nessa cena que vemos um homem chegar com seu terno preto e apertar a bochecha da criança.

De todas as pistas deixadas pela Marvel, essa é a que mais sugere que o Tio é mesmo o Rei do Crime. Primeiro porque o homem é branco, enquanto Maya e seu pai são nativo-americanos. Além disso, a mão gordinha e o terno preto lembram muito o visual de Vincent D’Onofrio em Demolidor.

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Como se não bastasse, há um pequeno easter egg ainda no flashback. Quando Maya está mais velha e vê o Ronin matar seu pai, ela chega a uma oficina mecânica que serve de base para a Gangue do Agasalho. E o local traz o sugestivo nome de “Fat Man”, ou seja, “Gordo”, que é uma das formas que muita gente se refere ao Rei do Crime nos quadrinhos.

Eco e Fisk nos quadrinhos

Aliás, essa proximidade da pequena Maya com Wilson Fisk é algo que ecoa a relação dos dois nos quadrinhos. Assim como a série apresenta, a garota também tem uma incrível habilidade de percepção que permite que ela mimetize qualquer movimento que ela veja — e o Rei do Crime logo vê maneiras de se aproveitar disso.

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Nas HQs, é o vilão quem manda matar o pai de Maya Lopez e prontamente se oferece para adotá-la. Com isso, ele passa a treiná-la e a transforma em uma habilidosa assassina. É nesse contexto que Eco cruza seu caminho com o Demolidor, acreditando que foi o herói responsável pelo assassinato de sua família.

O MCU parece ter adaptado isso muito bem. Ainda que a personagem só tenha perdido o pai quando já era adulta, a cena do caratê deixa claro que esse possível Rei do Crime acompanhou o crescimento da criança já de olho em suas habilidades para poder usar isso a seu favor.

Outro ponto curioso é sobre o futuro de Eco. Os gibis a apresentam inicialmente como essa vilã, mas ela logo descobre a verdade sobre Fisk e vai para cima do Rei do Crime e, a partir de então, se torna uma das heroínas da Marvel. Levando em consideração que Alaqua Cox vai protagonizar sua própria série em breve, não seria estranho vermos a mesma jornada por aqui.

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O mistério da Torre dos Vingadores

Além disso tudo, há o mistério em torno do novo dono da Torre dos Vingadores. Desde Homem-Aranha: De Volta ao Lar, a Marvel vem criando um suspense sobre a identidade do comprador do novo dono do prédio. Tanto que, em uma das realidades visitadas em Loki, vemos que o local foi adquirido por uma das versões do vilão Kang, o Conquistador.

Só que uma das teorias vigentes é que, pelo menos na realidade vigente do MCU, esse comprador oculto é outro: o próprio Wilson Fisk. Levando em conta que o ego do personagem é tão grande quanto a sua massa corporal, é algo que faz bastante sentido, ainda mais pensando que ele pode estar de olho na tecnologia Stark que ficou para trás. Basta lembrar que a Gangue do Agasalho invade o leilão no primeiro episódio de Gavião Arqueiro em busca de um relógio ligado ao Homem de Ferro.

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E aqui há um detalhe curioso. Na cena inicial da série, vemos que a antiga Torre Stark ficava de frente para o apartamento da família Bishop e, até agora, o seriado não mostrou a construção — uma tentativa de esconder que vem sendo interpretada como uma forma de ocultar a presença do Rei do Crime na história.

Embora esse ponto soe irrelevante, vale lembrar que há um diálogo entre Clint e Kate sobre o prédio, em que o Gavião Arqueiro deixa bem claro que Tony vendeu o local alguns anos atrás, em uma conversa que parece ter sido colocada na trama para lembrar o público desse detalhe do MCU.

E se não for o Rei do Crime?

Se tem uma coisa que WandaVision nos ensinou é que nem todo o diabo que aparece é o Mefisto. Por isso, por mais óbvias que as referências a Wilson Fisk pareçam ser, temos que lidar com a possibilidade de que o tal Tio é outra pessoa e que a Marvel vem plantando pistas falsas para brincar com o nosso hype. Mais uma vez, ela é muito boa nisso.

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Excluindo o Rei do Crime, restam poucas opções para quem pode ser o tal líder criminoso que a série propõe existir. Nesse caso, a aposta mais óbvia é o próprio Jack Duquesne.

Isso porque não há como desconsiderar a possibilidade de que tenha sido ele o homem que aparece acompanhando a jovem Maya no karate e o responsável por enriquecer a família Bishop a partir de atividades ilícitas. É mostrado que a sua família é bastante poderosa no submundo do crime e, embora ele seja muito mais um herdeiro do que alguém realmente poderoso, essa sanha por poder é algo que pode fazer dele o grande vilão da coisa toda.

O problema é que, se for isso mesmo, trata-se de uma solução bastante pobre, pois isso é algo que vem sendo sugerido desde o primeiro episódio, o que tiraria o impacto das revelações finais da série. Ao contrário do Rei do Crime, o Espadachim não é ninguém no universo Marvel e isso pode frustrar os fãs caso seja concretizado. De qualquer forma, é uma hipótese que não pode ser descartada.

Gavião Arqueiro pode ser assistida por todos os assinantes do Disney+.