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Cientistas clonam o ChatGPT gastando apenas R$ 3 mil

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  |  • 

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iLexx/Envato
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Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, conseguiram clonar o ChatGPT por um custo de apenas US$ 600 (pouco mais de R$ 3 mil na conversão atual). Chamado Alpaca GPT, a tecnologia prova que softwares como os criados pela OpenAI podem ser mais simples de replicar do que se imagina.

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Os estudiosos pertencem ao Centro de Pesquisa em Modelos de Fundação de Stanford. Como trabalho acadêmico, resolveram criar um modelo de linguagem próprio a partir da tecnologia da Meta — LLaMA 7B — e integrado com a API GPT da OpenAI.

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Como eles não precisaram criar o algoritmo do zero nem investir em máquinas potentes para desenvolver a tecnologia, o custo total foi apenas pago às empresas para fins de licenciamento. Foram US$ 500 para a OpenAI e apenas US$ 100 para a Meta, o que permitiu o uso para a criação do projeto atual.

A quantia é irrisória se comparada aos milhões, talvez bilhões, investidos pelas duas Big Techs na criação de suas ferramentas de IA. A Alpaca GPT exibe comportamento muito semelhante ao GPT-3.5, usado para alimentar a versão inicial do ChatGPT.

Alpaca GPT surpreendeu pela capacidade

Os pesquisadores de Stanford disseram ter ficado muito surpresos quando compararam a Alpaca com outros modelos do mercado. Em alguns casos, disseram que a tecnologia chegou a ser superior, com resultados mais diretos e precisos que o próprio ChatGPT.

Mesmo com o avanço, a IA de Stanford ainda sofre de várias deficiências comuns aos modelos de linguagem, como "alucinação, toxidade e estereótipos". Esses são problemas que o GPT-4 e sucessores buscam combater, afinal ninguém quer conversar com uma inteligência que começa a "surtar" do nada, dando respostas ríspidas, incoerentes ou totalmente descontextualizadas.

Para chegar ao resultado, a equipe pediu ao GPT que pegasse 175 pares de instruções escritas por humanos e começasse a gerar mais no mesmo estilo e formato, sempre com a apresentação de 20 de cada vez. Esse processo foi automatizado por uma das APIs da OpenAI, o que gerou, em pouco tempo, mais de 52 mil conversas.

Essas interações viraram uma amostra considerável usada no treinamento do modelo LLaMA. O resultado foi a otimização da base de dados da Meta com a capacidade de processamento da solução da OpenAI, criando um terceiro produto (Alpaca) por menos R$ 3,1 mil e mais capacidade que os dois produtos.

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IAs em alta e mercado movimentado

As últimas semanas foram movimentadas no terreno das inteligências artificiais. Após a OpenAI lançar sua API para o mercado, a Meta teve a LLaMA vazada na Web e a Microsoft decidiu acabar com a fila de espera para uso do Bing Chat.

Logo em seguida, foi lançado o GPT-4 e o Ernie Bot, da chinesa Baidu, que decepcionou pela simplicidade. Na semana passada, o gerador de imagem a partir de texto Midjourney também ganhou uma versão otimizada para criar fotos e artes ainda melhores.

Fato é que enquanto empresas como Microsoft, OpenAI e Meta torram milhões de dólares para desenvolver modelos de IA, cientistas conseguem criar soluções muito mais baratas. Será que a "pirataria tecnológica" poderia ser uma ameaça ao desenvolvimento das IAs generativas? Esta pode ser uma boa discussão para o futuro.