Windows 3.1 completa 30 anos; relembre esse clássico da Microsoft

Windows 3.1 completa 30 anos; relembre esse clássico da Microsoft

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Abril de 2022 às 18h40
Reprodução/Wikimedia Commons

Há 30 anos, em 6 de abril de 1992, a Microsoft lançava o Windows 3.1, uma das últimas edições que antecederam o popular Windows 95. Marcante para sua época, o sistema operacional introduziu funcionalidades vistas como fundamentais na computação atual, como o famoso atalho Ctrl + C/Ctrl + V para copiar e colar e dois jogos atemporais: Campo Minado e Paciência.

A edição era guardada em oito disquetes de alta densidade de 3,5”, capazes de armazenar “incríveis” 1,44 MB cada. Cerca de 3 milhões de cópias foram vendidas nos primeiros três meses, impulsionando ainda mais a família de sistemas operacionais que, pouco a pouco, convencia famílias comuns a adotarem um computador para a casa.

Foi essa edição que tornou o Windows ainda mais amigável para o usuário final, não tão apegado a tecnologia, graças a uma interface gráfica mais agradável e acessível. Bugs eram recorrentes e a condição de ser apenas uma “capa” sobre o MS-DOS ainda existia, mas foi um importante salto para a consolidação do produto da MS.

Os disquetes que armazenavam o Windows 3.1 (Imagem: Reprodução/Project Kei)

“O Win 3.0 nos surpreendeu um pouco o quão bem ele estava indo e o nível de popularidade”, disse o vice-presidente da Microsoft responsável pelo Win 3.0 e Win 3.1, Brad Silverberg, para o site How-To Geek. “Foi um avanço e as pessoas começaram a levar o Windows a sério. O foco do Win 3.1 era melhorar o Win 3.0 para torná-lo melhor para a adoção em larga escala”, completou.

Foco em entretenimento

Os softwares focados em multimídia foram uma das principais características para o Windows 3.1. O sistema ampliou o acesso a descansos de tela personalizáveis, um reprodutor de mídia e um gravador de som, antes disponíveis somente para quem tinha o Windows 3.0 com extensões multimídia.

O jogo Campo Minado, um clássico do Windows, tomou o lugar do Reversi e conquistou a atenção de muitos usuários entediados no computador. Ao lado de Paciência, o Windows 3.1 fornecia um interessante pacote de passatempos no computador.

Simples e desafiador, Paciência é uma dos jogos mais marcantes do Windows (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Copiou, colou

A primeira vez que os tradicionais atalhos Ctrl + C, Ctrl + V e Ctrl + X (copiar, colar e recortar, respectivamente) foi no Windows 3.1. Eles eram bem parecidos com atalhos introduzidos no Macintosh, sistema operacional da Apple, que utilizava combinações com a tecla Command para acelerar as ações — a mídia da época notou a “inspiração” da Microsoft, mas certamente foi uma adição muito bem-vinda em usabilidade.

Melhores fontes

O Windows 3.0 representou uma importante evolução para a família de SOs da Microsoft, mas um de seus pontos mais fracos era o suporte exclusivo para fontes em bitmap, formato que não escalava tão bem visualmente. Então, a Apple desenvolveu o TrueType, um sistema de fontes ajustáveis e, numa parceria improvável, a Microsoft licenciou o projeto e implementou no Win 3.1.

Essa adição foi importantíssima para tornar o Windows uma plataforma útil para publicações digitais, livrando o usuário do trabalho de licenciar fontes da Adobe. A ferramenta abriu espaço para famílias tipográficas que se tornariam importantíssimas para o sistema operacional, incluindo a fonte Times New Roman, Arial e Courier New.

Saindo da caixa com Windows 3.1

Nesta edição, a Microsoft foi ainda mais agressiva na venda do Windows embutido em computadores direto de fábrica. Assim como acontece atualmente, muitas máquinas naquele período já contavam com o Win 3.1, prometendo praticidade na instalação.

A venda de computadores já com Windows 3.1 impulsionou a popularidade do PC para usuários comuns (Imagem: Reprodução/Jason Scott)

“Precisávamos criar uma demanda esmagadora por compradores de PC — tanto de usuários finais quanto de TI — para ter o Windows 3.1 pré-instalado”, comentou o executivo Silverberg. “As fabricantes teriam preferido enviar apenas o DOS e ter o Windows comprado e instalado pelos compradores de PC.

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