Xiaomi pode ser banida da Finlândia por causa da guerra Rússia x Ucrânia
Por Vinícius Moschen • Editado por Wallace Moté |

A Xiaomi pode ser impedida de vender celulares e outros dispositivos na Finlândia, em consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia. A decisão estaria relacionada com o fato de a marca chinesa nunca ter interrompido suas operações no mercado russo, assim como fizeram outras empresas.
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Na prática, as três maiores companhias telefônicas da Finlândia — Telia Finland, Elisa Oyj e DNA Oyj — já não vendem mais aparelhos da Xiaomi. A medida foi tomada de forma independente pelas empresas, mas pode ser expandida a ponto de virar uma regra para todas as representantes do mercado local de telecomunicações.
Contudo, esse tipo de restrição não é unanimidade. Companhias como a Gigantti e a Verkkokauppa já afirmaram que, caso não exista qualquer lei referente à questão, continuarão vendendo os aparelhos da Xiaomi normalmente.
Quando a guerra entrou em sua nova fase no início do ano passado, grande parte das empresas de tecnologia saiu do mercado russo. É o caso de nomes como a Apple, Microsoft e Intel — ainda que, no último caso, as operações tenham sido retomadas neste ano.
Por outro lado, a Xiaomi nunca saiu de forma oficial. A companhia tentou justificar a decisão como uma forma de mostrar neutralidade em relação ao conflito, algo que não foi bem aceito por diversos países.
Ao manter suas vendas, a Xiaomi chegou a atingir o topo do ranking das marcas que mais vendem smartphones na Rússia, em uma lista que mostrou a também chinesa Realme na segunda posição.
Além de vender os smartphones, a marca ainda estaria trabalhando em conjunto com empresas russas para introduzir novos produtos no mercado local. Algumas agências estatais chegaram a definir a Xiaomi como uma “patrocinadora da guerra”, e que a continuidade das operações seria uma demonstração de apoio ao exército russo.
A Finlândia é um dos países mais envolvidos com as questões diplomáticas da guerra, já que tem uma grande fronteira terrestre com a Rússia. Parte desse limite já foi cercado por muros, e neste ano o país foi oficialmente introduzido à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), grupo que pode incluir a própria Ucrânia no futuro.
Fonte: XiaomiUI