Xiaomi Mi 10 Lite 5G | Aparência e experiência premium

Xiaomi Mi 10 Lite 5G | Aparência e experiência premium

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 17 de Setembro de 2021 às 10h46
Ivo/Canaltech

A Xiaomi lança uma quantidade considerável de celulares todo ano, e ainda divide modelos de categorias similares entre suas três marcas: a principal e as subsidiárias Redmi e Poco. Na primeira, o foco está em modelos premium, mas há variantes intermediárias, como é o caso do Mi 10 Lite 5G.

O aparelho é uma espécie de modelo mais acessível da linha principal da Xiaomi, representada por Mi 10 e Mi 10 Ultra. Os cortes de custos incluem alguns recursos a menos, design um pouco modificado e hardware intermediário, apesar de ainda trazer plataforma potente. Um dos pontos positivos é a presença do suporte ao 5G, tecnologia na qual a Xiaomi aposta alto desde o início de 2020.

Entenda a seguir quais foram os sacrifícios do Mi 10 Lite em relação ao modelo topo de linha da empresa chinesa. Com isso, espero que você consiga decidir se vale a pena investir neste modelo ou se é melhor torrar suas economias na versão mais potente.

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Prós

  • Preparado para o 5G;
  • Ótimo desempenho bruto;
  • Tela OLED;
  • Ótimas selfies;

Contras

  • Tela de 60 Hz;
  • Sem espaço para cartão micro SD;
  • Sistema de som mono.

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Design e Construção

A versão Lite da linha Mi 10 tem design bastante diferente dos modelos topo de linha, principalmente no quesito visual. O acabamento não muda muita coisa, com vidro que protege a tela e também a tampa traseira, ao passo que as laterais são de plástico, em vez do alumínio.

Na frente, a tela com laterais curvadas dá lugar a um display plano com 0,1 polegada a menos que o modelo principal, além de recorte em gota centralizado para a câmera frontal. Apesar do visor menor, o Mi 10 Lite é 1 mm mais alto que o Mi 10. A largura é a mesma, enquanto a espessura é bem reduzida em relação ao modelo mais avançado, bem como o peso.

  • Dimensões (A x L x P): 163,7 x 74,8 x 7,9 mm
  • Peso: 192 g

Na parte de trás, o módulo de câmeras é retangular, com câmeras em duas fileiras e duas colunas, e mais um flash LED abaixo. Não há leitor de impressão digital na traseira, que ainda traz efeito degradê que vai de uma tonalidade mais clara para uma mais escura, sempre na cor do aparelho. São três opções: azul, cinza ou branco.

Celular da Xiaomi saiu antes da moda do furo na tela atingir os modelos intermediários (Imagem: Ivo/Canaltech)

Os botões seguem a mesma distribuição do modelo topo de linha, todos eles no lado direito do dispositivo: aumentar e abaixar volume e ligar/desligar a tela. O lado esquerdo do Mi 10 Lite não tem nada, é todo liso, enquanto o conector de fone de ouvido fica na parte superior, que ainda tem um emissor infravermelho. A gaveta de chips fica na parte inferior, com a porta USB-C centralizada e a saída de som, à direita.

Um celular com visual que, em 2021, pode ser considerado um pouco defasado, mas na época de seu lançamento ainda era bastante comum. O modelo fica de opção de tela plana para quem quer um bom celular da Xiaomi com display OLED. E para quem gosta de desbloquear o celular de maneira prática, ele conta com leitor de impressão digital sob a tela.

Tela

O visor plano do Mi 10 Lite tem 6,57 polegadas, 0,1 polegada a menos que as 6,67 polegadas do Mi 10. O painel é OLED e oferece cores vívidas e preto profundo, além de contar com a tecnologia HDR10+, que entrega contraste melhorado, com riqueza de tons e detalhes em cenas claras e escuras. E alcança brilho mais alto, com visibilidade muito boa para o uso em ambientes externos e dias ensolarados.

A resolução Full HD+ (1080 x 2400 pixels) garante riqueza de detalhes e nitidez. O display tem proporção 20:9, que é bem próximo da imagem de cinema e reduz bastante as bordas pretas ao reproduzir filmes.

A grande vantagem é o painel OLED, tecnologia mais avançada que o LCD presente ainda em muitos celulares intermediários — a própria Xiaomi ainda lançou a linha Mi 10T mais para o final de 2020, todos com este segundo tipo de tela. Além de dar mais espaço para componentes internos, por conta das camadas mais finas, o visor ainda oferece as já mencionadas cores mais vívidas, com preto profundo, e o uso de um leitor de impressão digital sob a tela.

Tela do Mi 10 Lite tem 60 Hz (Imagem: Ivo/Canaltech)

Aprofundando um pouco mais nas especificações técnicas, o MI 10 Lite tem taxa de ocupação da parte frontal em 85,1%. A densidade de 401 ppp é bem superior aos 300 ppp recomendados por especialistas, portanto a imagem tem ótima definição. O vidro de proteção é um Gorilla Glass 5, que tem ótima resistência a riscos, principalmente. O celular vem com uma película já aplicada, que é recomendável manter pois é ideal para o uso do sensor de impressão digital.

Configuração e Desempenho

Apesar de o Mi 10 Lite não ter o mesmo processador topo de linha do Mi 10, sua plataforma ainda é bastante potente e compatível com redes 5G. Ou seja, se por um lado ele não roda jogos com qualidade gráfica aumentada, não deixa de rodar no padrão ou até mesmo com fluidez excelente se você fizer uma pequena redução.

O Snapdragon 765G utilizado pela Xiaomi tem desempenho muito bom, sendo um dos melhores chips intermediários disponíveis no primeiro semestre de 2020, quando o celular foi lançado. Da minha experiência, eu só recomendo uma alteração nas configurações padrão do aparelho que pode melhorar um pouco não só a fluidez como também o tempo de uso: trocar o papel de parede animado por uma imagem estática.

É que eu notei, durante os testes, que a animação de fundo causa alguns engasgos ao desbloquear o aparelho ou sair de aplicativos que exigem mais esforço do processador. Mas acho que a maioria dos usuários já troca o papel de parede de qualquer maneira — e os engasgos não chegam a incomodar exatamente, só são bem perceptíveis.

Durante os testes, eu alternei bastante entre aplicativos mais comuns do dia a dia, como redes sociais (Twitter e Instagram), aplicativos de vídeo (YouTube e Netflix), e-mail, navegador e afins. Também joguei um pouco de PUBG Mobile e Asphalt 9, e ambos rodaram sem problema, com as configurações padrão. Se você notar algum engasgo, pode sempre reduzir um pouco a qualidade gráfica para aumentar a fluidez.

Falando em benchmarks, os resultados ficam dentro do esperado, com 1.6797 pontos no Wild Life, teste do 3D Mark que verifica a potência da GPU. Ficou acima de outros modelos intermediários testados aqui recentemente, como o Mi 10T Lite e o Moto G60S, que ficaram na faixa de 1.100 e 1.300 pontos, respectivamente. Não é uma diferença tão grande que qualquer usuário vai sentir, mas pode garantir mais fluidez em jogos com gráficos mais exigentes.

As especificações técnicas completas do hardware do Mi 10 Lite são: plataforma Snapdragon 765G, fabricado a 7 nanômetros e com processador de oito núcleos Kryo 475, divididos em um mais veloz de 2,4 GHz, um auxiliar de 2,2 GHz e seis mais eficientes de 1,8 GHz. A GPU é a Adreno 620, e o aparelho é vendido com 6 GB de RAM e opções de 64 GB e 128 GB de armazenamento, ou 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento.

O modelo testado pelo Canaltech foi o que tem menos memória, e ainda assim conseguiu entregar bom desempenho. Porém, recomendo que você mantenha o foco na busca de um modelo com pelo menos 128 GB de armazenamento em 2021.

Interface e conectividade

Eu testei o Mi 10 Lite na versão da MIUI 12.0.3, com o Android 10, e bem no momento que estava para entregar este texto, chegou a versão 12.5.2, com o Android 11. A Xiaomi tem o hábito de liberar novas versões de sua interface própria sem, necessariamente, atualizar o Android em si. O lado positivo é que o usuário recebe novos recursos independente do nível do sistema operacional que roda por baixo do visual customizado da fabricante.

Por outro lado, a empresa não compartilha informações sobre a previsão do tempo em que cada modelo será atualizado com frequência, seja com novas versões da MIUI ou com pacotes de segurança. Há modelos de mais de quatro anos que ainda recebem updates, enquanto outros mais novos já deixaram de ser atualizados. O Mi 10 Lite tem tudo para ficar, no mínimo, três anos em dia com patchs de segurança e recursos.

Falando nisso, a MIUI traz uma boa quantidade de funções extras não disponíveis no Android "puro", mas há um preço: existe uma quantidade bem grande de aplicativos redundantes instalados de fábrica. No caso do Mi 10 Lite, há até jogos, mas a boa notícia é que muitos podem ser desinstalados pelo usuário.

Este celular ainda traz o leitor de impressão digital sob a tela e, assim como praticamente qualquer smartphone moderno, também oferece o desbloqueio facial. As duas opções são ativadas junto a uma segunda opção de desbloqueio, que pode ser senha, PIN ou padrão.

Em matéria de conectividade, o Mi 10 Lite conta com o 5G, Bluetooth 5.1 Low Energy, NFC e Wi-Fi dual-band (suporte a 2,4 GHz e 5 GHz) com hotspot. O aparelho também vem com emissor infravermelho, que permite controlar televisão, ar condicionado e outros dispositivos compatíveis com a tecnologia.

Câmera

Nada de câmera com resolução gigantesca de 108 MP como a que você vai encontrar no Mi 10 em sua versão Lite. O dispositivo tem quatro sensores na parte traseira, sendo que o principal tem 48 MP, enquanto a super grande-angular tem 8 MP e os outros dois trazem 2 MP cada, sendo um macro e um de profundidade. Na frente, as selfies usam uma câmera de 16 MP de resolução.

A Xiaomi costuma oferecer um modo de inteligência artificial que o usuário pode ligar ou desligar quando quiser. Geralmente, essa opção aumenta um pouco a saturação e ajusta as fotos conforme cada cenário, para tornar a imagem mais atraente aos olhos. Porém, neste modelo, há um exagero no ajuste, e as fotos ficam alaranjadas demais.

Eu gosto de fotos com boa saturação, mas achei melhor manter a IA desativada no Mi 10 Lite e, se achar que seria o caso, editar manualmente a foto para deixá-la mais a meu gosto. Mas eu sei que nem todo mundo sabe fazer os ajustes por conta própria e prefere foto pronta logo de cara, e aí vai ter cores levemente apagadas, mas ainda bem interessantes.

“As fotos tiradas com o Mi 10 Lite ficam ótimas quando vistas na tela do próprio celular. Mas, como de costume, ao abrir em uma tela maior, dá para notar ruídos e falhas comuns a smartphones da categoria”.

Principal | 48 MP

Mi 10 Lite tem cores apagadas, mas bom nível de detalhes (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Como de costume, os 48 MP são reduzidos e transformados em 12 MP na câmera principal do Mi 10 Lite. É uma tecnologia usada pelas empresas para aumentar a sensibilidade à luz, ao juntar pixels menores em um maior, com mais riqueza de detalhes ao final do processo. Isso ainda permite que a foto tenha qualidade maior ocupando menos espaço de armazenamento — e muda pouca coisa na prática, considerando que quase todo serviço comprime as imagens ao subir para a internet.

Você pode usar o modo de 48 MP para aproveitar todo o potencial da câmera, mas o resultado na tela não muda quase nada. Na prática, vai ficar com uma foto que tem mais megabytes sem um ganho perceptível a seus olhos.

As fotos têm boa riqueza de detalhes, e você também pode aproveitar um zoom digital de duas vezes disponível na tela inicial do app de câmera. Nesse caso, há uma perda de qualidade natural, mas nada que salte muito aos olhos — a menos que você abra em uma tela maior.

Super grande-angular | 8 MP

Câmera super grande-anguar não impressiona (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera ultra wide do Mi 10 Lite não é nada de mais. Aspectos como a distância focal e a abertura da lente limitam bastante a sua atuação, além do fato de não ser possível aproveitar o Modo Noturno, liberado apenas para a principal no Mi 10 Lite.

O resultado é que as fotos ficam em qualidade consideravelmente pior que as tiradas com o sensor principal, com cores ainda mais apagadas e muito mais escuras, além de ficar perceptível a presença de ruídos mesmo em ambientes não muito escuros. As distorções nas laterais ficam bem nítidas em objetos mais próximos.

O nível de detalhes cai drasticamente, e a nitidez também fica prejudicada, inclusive com estabilização mais precária, que pode resultar em imagens borradas com mais facilidade. Essa câmera só vai servir mesmo para capturar paisagens mais distantes, nas quais o foco não faz tanta diferença.

Macro | 2 MP

Macro é razoável, mas podia ter sensor com mais pixels (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera macro do Mi 10 Lite tem uma vantagem sobre vários dispositivos intermediários com este mesmo recurso: foco ajustável. Isso torna mais fácil você conseguir destacar a área desejada da imagem, enquanto o restante fica com aquele efeito desfocado que faz deste tipo de fotografia tão atraente a muita gente.

Apesar disso, a qualidade deixa bastante a desejar, principalmente por ser um sensor de apenas 2 MP. Com pouca luz, a quantidade de ruídos é bem visível, principalmente em telas maiores. No visor do próprio aparelho, ao menos, as fotos ficam bem bacanas.

Modos retrato e noturno

Modo retrato: bom recorte, mas com ruídos em ambientes com pouca luz (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A quarta câmera do celular auxilia o modo retrato a fazer o desfoque de fundo, dando uma aparência profissional à sua foto. Não é perfeito, e pode borrar parte do seu cabelo ou seus óculos, por exemplo, mas no geral trabalha razoavelmente bem. Só evitar cenários muito desafiadores para o algoritmo que está tudo bem.

O modo noturno ajuda bastante a salvar fotos em ambientes com pouca luz. Em vez de sair uma imagem tremida, a estabilização fica muito boa, graças à inteligência artificial, que analisa uma série de imagens com exposição maior para aumentar a nitidez. O problema, como já mencionei, é que ele está disponível somente para a câmera principal.

Selfies | 16 MP

Selfies têm bom equilíbrio de exposição (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

O Mi 10 Lite tem uma câmera de selfies de 16 MP que fica em um recorte em gota centralizado na parte superior da tela. O sensor trabalha bem mesmo com pouca luz, registrando uma boa quantidade de detalhes e quase nenhum ruído mesmo em ambientes com luz mediana para baixa.

O modo noturno está disponível para as fotos com a câmera frontal, e pode ajudar em ambientes com pouca iluminação. Também dá para usar o modo retrato, que desfoca o fundo da imagem e a deixa com aparência como se tivesse sido clicada por uma câmera profissional.

Vídeos

Apesar de ter sido lançado em 2020, o Mi 10 Lite faz vídeos como se espera de um intermediário premium em 2021: com resolução 4K. A estabilização é bem decente, e ainda dá para aumentar a taxa de quadros para 60 fps, se você quiser uma imagem mais fluida.

Sistema de Som

O áudio costuma ser um dos pontos em que as empresas mais economizam. O Mi 10 Lite possui sistema mono, com um único falante ao lado da porta USB do tipo C, na parte de baixo. Não é uma das melhores posições, porque você pode acabar tapando ao jogar, mas não há muitos outros locais para se colocar uma saída de som em um celular sem ter algum problema.

A qualidade do áudio é razoável, com boa potência, mas distorções perceptíveis mesmo em volume médio.

O dispositivo ainda tem entrada para fone de ouvido e também pode usar um acessório de áudio sem fio, via Bluetooth. Aí você depende da qualidade deste dispositivo externo para escutar melhor o som de seus jogos, séries ou filmes preferidos.

Bateria e Carregamento

Lançado em março de 2020, o Mi 10 Lite é um pouco anterior à tendência dos celulares de 5.000 mAh de bateria. O dispositivo tem 4,160 mAh, e ainda oferece recarga considerada rápida atualmente, de 20 W. É o bastante para garantir, pelo menos, um dia de uso sem se preocupar em procurar uma tomada, ao menos em tese.

Eu realizei dois testes para ter uma estimativa da duração da bateria neste aparelho. O Primeiro é o de reprodução na Netflix, com três horas tocando uma série com brilho em 50%. Foram consumidos 26% da bateria, uma duração estimada em 11,5 horas passando vídeo online sem parar. Não é tão bom quanto outros intermediários mais recentes, mas não está ruim.

O segundo teste é o uso real. Eu carrego o aparelho até os 100% da bateria e uso durante o expediente, alternando entre reprodução de vídeo, alguns jogos e muita rede social e mensageiros. E em oito horas, o Mi 10 Lite encerrou com 54%, uma sobra considerável se levar em conta que a tela ficou mais de 5 horas ativa.

Como o teste foi feito sem um chip de operadora no aparelho, que ficou conectado ao Wi-Fi o tempo todo, dá para dizer que ele aguenta um dia inteiro sem grandes problemas, mas dificilmente vai passar disso. Ainda mais considerando que o brilho da tela vai variar (ficou nos 50%, confortável para uso em ambientes internos), assim como vários outros fatores que alteram o consumo da carga.

Sempre lembrando que testes de bateria só podem fazer uma estimativa de uso, e cada pessoa vai ter uma exigência diferente e resultados distintos, mesmo se repetir o mesmo procedimento. Questões como força do sinal de rede, brilho da tela, apps em segundo plano e notificações podem alterar o consumo.

O Mi 10 Lite 5G vem com carregador de 22,5 W na caixa, que faz a recarga completa (de 0% até 100%) em cerca de 1,5 hora. Se a duração da bateria não é tão impressionante, ao menos dá para extrair bastante tempo de uso com apenas alguns minutos na tomada.

Concorrentes Diretos

Celular intermediário com tela OLED não é tão comum ainda. De maneira oficial no Brasil você vai ter o Galaxy A52 e os Motorola Edge 20 e Edge 20 Lite. O modelo da Samsung tem plataforma com GPU um pouco inferior ao concorrente da Xiaomi, mas vai entregar experiência melhor em quase todos os outros quesitos.

Já o Edge 20 Lite, da Motorola, tem processador da MediaTek que é, de certa forma, equivalente às plataformas 5G intermediárias da Qualcomm, enquanto seu “irmão” base traz um chipset renovado e de muito boa potência. São duas alternativas com câmera de 108 MP e suporte ao 5H, além da tela OLED, e cada um tem uma faixa de preço diferente, enquanto a experiência de uso muda pouca coisa.

E aí entramos nas opções com tela LCD, que já são em maior número. A própria Xiaomi tem o Mi 10T Lite, que tem preço semelhante ao de seu antecessor, além do Redmi Note 10 5G, que traz plataforma da MediaTek mais modesta e especificações semelhantes às do Poco M3 Pro.

Voltando à Motorola, você pode escolher um entre o Moto G 5G e o Moto G 5G Plus, sendo este último o que se assemelha mais ao Mi 10 Lite em especificações. Porém, também são modelos com tela LCD, e não OLED.

Conclusão

A ideia do Mi 10 Lite é oferecer uma experiência minimamente parecida com a do Mi 10, porém em um celular com preço mais baixo. Para isso, a Xiaomi realizou alguns cortes em acabamento e no hardware, e acabou entregando um celular que não se parece visualmente com os modelos mais avançados da linha. O que não significa que ele tenha aparência Lite, veja bem.

Ou seja, se você quer um celular intermediário pronto para o 5G e com tela OLED, não vai ter muitas opções no mercado, ainda. Nesse ponto, o Mi 10 Lite pode ser uma das alternativas mais em conta, apesar de não ter sido lançado oficialmente por aqui — ou seja, você fica com a garantia de importadores, que é geralmente de três meses.

No geral, o celular da Xiaomi é bem equilibrado, e talvez a duração da bateria seja o seu maior defeito — mas mesmo assim chega a um dia de uso sem muita dificuldade. O sistema de som mono é comum para a categoria, e talvez o que mais faça falta é o suporte ao cartão micro SD, presente na maior parte dos celulares intermediários atualmente.

"O Mi 10 Lite alia material premium com um quadro de plástico no acabamento, e tem na tela OLED o seu principal trunfo quando comparado a outros modelos da mesma faixa de preço. Se você busca um celular com esse tipo de painel, já pode aproveitar que ele também está pronto para o 5G, ou seja, vai durar uns bons três anos antes de poder ser considerado defasado."

Mi 10 Lite é um ótimo celular intermediário premium (Imagem: Ivo/Canaltech)

O intermediário da Xiaomi tem variado de preço no varejo online nacional sempre por volta dos R$ 2.000 considerando os últimos meses, e dá para encontrar até mesmo o modelo de 128 GB de armazenamento a esse valor. Porém, devemos considerar que um de seus principais concorrentes, o Galaxy A52 5G, já varia entre R$ 2.500 e R$ 3.000, dependendo do momento da busca. E aí, considerando que ainda oferece garantia de 12 meses, pode compensar mais.

Independente de qual dos dois você acabar escolhendo — ou se vai optar por outro dos modelos mencionados no tópico de concorrentes diretos —, vai ter um smartphone preparado para o 5G e com potência para rodar aplicativos mais exigentes e até jogos com relativa tranquilidade pelos próximos três anos. São celulares consideravelmente mais potentes que modelos de entrada, e isso naturalmente tem um custo mais alto, por isso o valor acima dos R$ 2.000.

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