Review Poco M3 Pro 5G | Celular bom e barato com 5G

Review Poco M3 Pro 5G | Celular bom e barato com 5G

Por Felipe Junqueira | Editado por Léo Müller | 03 de Setembro de 2021 às 10h50
Ivo/Canaltech

O Poco M3 Pro 5G foi lançado oficialmente no Brasil no final de junho. O celular tem hardware do Redmi Note 10 5G e visual repaginado, além de ser o primeiro integrante da linha M a trazer display com alta taxa de atualização.

A ideia da Xiaomi — que ainda é dona da marca Poco, por mais que as empresas digam haver independência — é oferecer um celular bom e barato com 5G. Ou seja, não espere especificações ou experiência de topo de linha: você vai ter um smartphone bom por um preço baixo.

Eu testei o aparelho e conto abaixo a minha experiência, detalhando o que achei da tela, desempenho, câmeras e bateria, além de explicar em detalhes tudo o que é importante você saber antes de comprar o seu. No final, dá para ter uma boa ideia se o smartphone cumpre a proposta ou se é melhor pensar em outro modelo.

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Prós

  • Cumpre bem a proposta: é bom, barato e tem 5G;
  • Bateria para um dia inteiro, no mínimo;
  • Câmera decente;

Contras

  • Tela com brilho baixo;
  • Áudio mono abafado e distorcido;
  • Película da tela “pegajosa”.

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Design e Construção

O visual do celular ganha um destaque por ser original. Na parte traseira, além do nome da marca em letras consideravelmente grandes, é possível ler a frase “designed by Poco” logo abaixo (isso mesmo, o nome da empresa aparece duas vezes na mesma área do telefone). A assinatura é uma faixa preta alongada no canto superior esquerdo, que abriga o módulo de câmeras e a logomarca com a frase.

  • Dimensões (A x L x P): 161,8 x 75,3 x 8,9 mm
  • Peso: 190 g

A traseira foi pensada para dar uma aparência de câmera. O Poco M3 Pro se baseou em alguns “cameraphones” do iníco da era dos smartphones. A faixa preta no canto superior esquerdo (que vira o superior direito ao segurar o aparelho em modo paisagem), a disposição das câmeras e flash, até um ponto vermelho no módulo dão todo esses aspecto meio de câmera digital futurista.

Outra característica marcante está nas opções de cores. Segundo a Poco, foram estudadas várias gamas e tonalidades, e no final foram disponibilizados acabamentos brilhantes em azul (com tonalidade esverdeada), preto (acinzentado) e amarelo, cor tradicional da marca. A tampa traseira é de plástico em uma peça separada das laterais, que têm o mesmo material, porém fosco e com uma textura um pouco menos lisa. Há ainda uma terceira peça, que é a moldura da tela, que por sua vez é toda protegida por vidro Gorilla Glass 3.

Logomarca e frase ficam logo abaixo do módulo de câmeras (Imagem: Ivo/Canaltech)

A parte frontal conta com tela em alta taxa de ocupação e bordas finas, além de um furo centralizado na parte superior para a câmera frontal. Nos lados, você tem entrada de fone de ouvido, microfone e sensor infravermelho na parte de cima; gaveta de chips com um dois espaços, sendo um híbrido para cartão SIM ou micro SD na esquerda; botões de volume e energia à direita, com o leitor de impressão digital neste último; e microfone, entrada USB-C e alto-falante na parte de baixo.

O celular tem dimensões normais para um modelo de 6,5 polegadas de tela, e a taxa de ocupação também está na média, com 83,7% de display em relação ao tamanho do aparelho. O Poco M3 Pro 5G é um pouco mais leve que outros celulares da categoria que testei recentemente. Um fato que achei curioso é que a traseira atrai bastante sujeira, como pelos de animais e poeira, mesmo. Mas pode ser por conta de alguma estática pelo período longo que ele ficou na capinha que vem na caixa.

Ah sim, a capinha tem uma espécie de “tampinha” para a entrada USB-C, talvez pensado para evitar a entrada de água acidental ali. A proteção de TPU, aliás, é bem garantida, e tirá-la foi bastante trabalhoso porque ela “abraça” o aparelho, o que deve ajudar a evitar trincos na tela caso o celular caia.

Tela

Tela IPS LCD do Poco M3 Pro tem 6,5 polegadas (Imagem: Ivo/Canaltech)

O Poco M3 Pro 5G é um celular intermediário, com a proposta de oferecer a quinta geração da banda larga móvel a um preço mais acessível. Portanto, não dá para esperar muito de sua tela, que é um dos pontos em que muitas fabricantes cortam custos.

Calma, que isso também não significa que a tela seja ruim. Quer dizer apenas que não é um dos pontos fortes do aparelho. O painel tem tecnologia IPS LCD, que é mais barata que o OLED. Apesar de entregar cores mais naturais, que pode ser uma preferência para alguns usuários, esses displays ficam devendo bastante no nível do brilho, sempre mais baixo do que a opção de tecnologia mais cara.

Segundo a Xiaomi, o Poco M3 Pro consegue emitir até 500 nits de brilho, quando ativado o modo luz do sol, próprio justamente para usar em ambientes externos. Dá para usar razoavelmente na rua, mas um celular com tela OLED alcança brilho mais alto sem precisar de uma função específica para isso. E isso não é uma questão de desqualificar o dispositivo, só estou tentando deixar claro um ponto que pode ser considerado uma desvantagem. De repente você quase não usa o smartphone na rua, aí dá para aproveitar bem mesmo com o brilho não tão alto.

O visor do Poco M3 Pro ainda tem resolução Full HD, com 1080 x 2400 pixels (proporção de 20:9, próxima à de cinema) e oferece opção de taxa de atualização de 90 Hz. Porém, quando eu configurei o aparelho e fiz a maior parte dos testes, ele estava no padrão de 60 Hz. Ou seja, você tem que ativar a opção mais fluida se assim preferir, lembrando que tem um custo: maior consumo de energia e de recursos do processamento gráfico.

Câmera frontal fica em um furo na parte superior da tela, centralizado (Imagem: Ivo/Canaltech)

Uma curiosidade que talvez faça toda a diferença para você que, de repente, já tem o aparelho e não está gostando muito da sensação do touch: a película que já vem aplicada não tem um material muito bom. Se quiser, você pode remover, porque o Gorilla Glass já tem boa resistência a quedas, além de ser mais resistente a riscos do que a película. Ela traz mais desvantagens do que benefícios, no fim das contas.

As especificações completas da tela do Poco M3 Pro são painel IPS LCD de 6,5 polegadas com resolução Full HD (1080 x 2400 pixels, cerca de 405 ppp de densidade). Há opção de taxa de atualização aumentada para 90 Hz e o display é protegido por vidro Gorilla Glass 3.

Configuração e Desempenho

Como eu já mencionei, o Poco M3 Pro 5G é um smartphone intermediário, portanto não espere desempenho impecável. Para a proposta, está muito bom, ou seja, consegue rodar os aplicativos mais comuns do dia a dia e aguenta até alguns processos mais complexos, como edição de vídeo, sem muita dificuldade. E já está pronto para o 5G, que pode ser um investimento interessante agora que estamos cada vez mais perto de finalmente ter a quinta geração da banda larga móvel oficialmente no Brasil.

Dá para ter uma noção de onde o celular se encaixa olhando para o resultado no 3D Mark. Foram 1.081 pontos e média de 6,5 fps no teste Wild Life, que fazemos na versão Unlimited aqui no Canaltech. É a mesma faixa que o Moto G 5G e o Mi 10T Lite 5G conseguiram, ou seja, o Dimensity 700 5G tem processamento gráfico semelhante ao do Snapdragon 750G.

Nos meus testes, eu consegui rodar legal jogos como Asphalt 9, Free Fire e PUBG Mobile, claro que não nas configurações máximas. Também consegui trocar entre diversos aplicativos, como YouTube, Netflix, jogos e mensageiros, sem notar nenhuma inconsistência no desempenho. Não senti aquecimento do processador.

Mas é importante ter em mente que a versão testada é a de 6 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento interno. Pode ser que o modelo mais básico não aguente tanto quanto o que eu tive em mãos, já que oferece 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento. Eu recomendo fazer o investimento a mais para ter mais memória, principalmente porque espaço é sempre bom ter de sobra, e 64 GB em 2021 pode não ser o bastante mesmo para usuários menos exigentes.

“O Poco M3 Pro 5G não está entre os celulares mais potentes da atualidade, mas cumpre muito bem a proposta de entregar desempenho intermediário. O aparelho é bastante fluido e aguenta bem mesmo quando a gente exige um pouco mais do processador”.

Se você gosta de ler as especificações completas, aí vão elas: plataforma Dimensity 700 5G com processador de oito núcleos dividido em dois mais velozes Cortex-A76 de 2,2 GHz e seis mais eficientes Cortex-A55 de 2,0 GHz. Há opções de 4/64 GB e 6/128 GB de RAM e armazenamento, e a GPU é a Mali-G57 MC2.

Interface e conectividade

O Poco M3 Pro 5G foi testado com a MIUI 12.0.10 estável instalada, rodando por cima do Android 11 e a Poco Launcher como tela inicial. A política de atualização da Xiaomi não é muito transparente, mas a empresa costuma enviar novas versões de sua interface para a maioria de seus dispositivos por, pelo menos, dois anos. Mesmo que a versão do sistema operacional em si, ou seja, do Android, não mude.

Eu também testei o dispositivo ao mesmo tempo em que configurava e iniciava os testes no Mi 10T Lite 5G, inicialmente na versão da MIUI 12.0.8  no Android 10, e posteriormente atualizado para a 12.5.3, no Android 11. Ou seja, a interface não está muito ligada à versão do sistema, e há algumas diferenças nos menus de configurações.

É bom ter em mente que o aparelho já vem com uma quantidade considerável de aplicativos instalados de fábrica, e nem todos podem ser desinstalados, apenas desativados. Entre eles estão Facebook, LinkedIn e TikTok, porque rede social nunca é demais, não é mesmo? Ao menos ele tem rádio FM de fábrica, recurso que não é tão comum como deveria.

O leitor de impressão digital lateral é bastante ágil, e o celular tem um recurso interessante para quem vive perdendo o controle remoto da televisão e afins: um emissor infravermelho, que é capaz de controlar praticamente qualquer dispositivo com esse tipo de receptor.

Em matéria de conectividade, o Poco M3 Pro 5G conta, além da quinta geração da banda larga móvel, com Bluetooth 5.1 Low Energy, NFC e Wi-Fi dual-band (suporte a 2,4 GHz e 5 GHz) com hotspot.

Câmera

Modo macro fica escondido em um menu de ajustes da câmera (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

São três câmeras traseiras e mais uma frontal no Poco M3 Pro 5G. Atrás, além da principal de 48 MP, o dispositivo tem uma macro de 2 MP e um sensor de profundidade de 2 MP, este último para ajudar nas fotos com fundo desfocado, o chamado modo retrato (ou Bokeh). As selfies usam um sensor de 8 MP.

O aplicativo de câmera é um pouco contra-intuitivo. Você encontra funções importantes como foto, vídeo, retrato e profissional logo na tela inicial, com funções extras como noturno, 48 MP (para não reduzir a resolução da principal), vídeo curto, panorama, câmera lenta e time-lapse em um menu Mais. Ué, mas cadê o recurso macro?

Você precisa tocar em um menu com três linhas horizontais no canto superior esquerdo da tela para ver ainda mais opções. Ali, tem proporção do enquadramento, temporizador, mais ajustes e, finalmente, o modo macro. Escondido onde você não pensaria em procurar. A Xiaomi precisa repensar essa organização do aplicativo de câmera para tornar mais intuitivo, porque muito usuário já tem dificuldade em encontrar as funções quando estão à mão, imagine quando ficam escondidas.

Sensor principal | 48 MP

Alto nível de detalhes nas fotos com a principal (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Apesar da câmera de 48 MP, o Poco M3 Pro registra as imagens tiradas com a função principal em resolução reduzida. Isso acontece para juntar alguns pixels menores em um só de tamanho maior, aumentando a sensibilidade à luz. Aliada à abertura f/1.8 da lente, o dispositivo consegue tirar fotos muito boas com pouca luz, mesmo sem o uso do recurso de fotos noturnas.

E realmente o nível de detalhes é muito bom. Consegui até uns bons cliques da minha gata preta quase hiperativa, e dá para ver até a poeira que ela acumula nos próprios pelos por ficar se esfregando no chão. E isso em um ambiente sem tanta luz, pois a única janela fica do outro lado da sala, e é primeiro andar com prédio bem na frente.

Única observação que eu faço sobre as fotos do Poco M3 Pro é que faltam cores. E não é uma questão de cores “lavadas”, é uma foto meio branca demais por um excesso de exposição, mesmo. Isso é uma característica de câmeras comum principalmente em celulares chineses, pois é como os asiáticos gostam de suas fotos: tonalidades frias e muita claridade, mesmo que algumas áreas fiquem estouradas.

Macro | 2 MP

Macro capta detalhes que nossos olhos não enxergam (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

Depois de passar algum tempo explorando o aplicativo de câmera para tentar encontrar o modo macro, eu consegui e pude testar a câmera que tem distância focal curta para captar detalhes de objetos muito aproximados. E, apesar de apenas 2 MP, os resultados me impressionaram positivamente.

Apesar de toda a crítica à dificuldade de encontrar o modo macro, não senti a dificuldade de tirar boas fotografias com este recurso no Poco M3 Pro como acontece com os celulares da Motorola. Foi até fácil encontrar a distância ideal, e a foto que tirei do focinho da minha outra gata ficou incrível, com detalhes que eu nunca consegui enxergar a olho nu.

Aqui, como na principal, existe a prioridade de deixar a foto clara, sem tanta atenção às cores. Para quem gosta de tonalidades mais quentes e exposição mais equilibrada, talvez tenha que tentar reduzir um pouco a claridade antes de fazer o clique. Para isso, basta tocar na tela e arrastar o dedo para baixo na área a ser focada — isso funciona em praticamente qualquer celular moderno.

Modos retrato e noturno

Modo retrato dá aspecto de foto profissional (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A terceira câmera funciona como auxílio da principal para fazer o desfoque do fundo e transformar uma foto comum em uma imagem um pouco mais parecida com a de uma câmera profissional. O recorte é bem razoável, e com paciência você consegue resultados bem bacanas. É bom tomar cuidado com cenários contra a luz, pois pode acabar ficando com um efeito flare.

Já o modo noturno consegue tornar a foto mais nítida, reduzindo borrões, mas o celular tem bastante dificuldade em encontrar o foco nos cenários com pouca luz. Não é uma opção para locais muito escuros, mas dá uma boa melhorada na imagem se tiver um bom auxílio de luz fraca de todos os ângulos.

Selfies | 8 MP

Quando não sai tremida, selfie fica com boa qualidade (Imagem: Felipe Junqueira/Canaltech)

A câmera frontal é bem razoável e tira fotos bem legais com iluminação adequada. O modo retrato trabalha de maneira razoável e costuma fazer um bom recorte do fundo, mas sofre ainda mais com o flare no contra-luz.

O maior ponto fraco é a estabilização. Não é raro a foto sair tremida, o que é um problema para uma câmera de selfies, já que você é quem vai fazer o clique e é muito difícil não tremer ao segurar o celular enquanto tenta se enquadrar de maneira aceitável na tela. Quando tudo dá certo, a foto fica muito boa, mas talvez seja interessante pensar em um tripé ou outro suporte para conseguir fotos melhores.

Vídeos

A resolução máxima para gravar vídeos é Full HD (1080p) anto na principal quanto na frontal, sempre com 30 quadros por segundo. A estabilização eletrônica ajuda a reduzir ruídos, mas a qualidade da imagem fica aquém do que vimos nas fotografias. O foco demora bastante para encontrar o local certo.

Sistema de Som

A Xiaomi começou a investir em som estéreo na sua linha mais popular de celulares, os Redmi Note, mas não levou tal característica para os modelos da Poco, ainda. Sendo assim, o M3 Pro 5G tem áudio mono e, pior, com um alto-falante bastante abafado e com distorções perceptíveis mesmo em volume mediano.

Ao menos o dispositivo tem entrada para fone de ouvido e também pode usar um acessório de áudio sem fio, via Bluetooth. Aí você depende da qualidade deste dispositivo externo para escutar melhor o som de seus jogos, séries ou filmes preferidos.

Bateria e Carregamento

A capacidade de 5.000 mAh de carga tornou- se padrão na categoria de celulares intermediários em 2021, e é exatamente isso que o Poco M3 Pro 5G traz em seu interior. A Xiaomi costuma oferecer otimização muito boa na autonomia de seus dispositivos, graças a diversos recursos de economia de energia inseridos na interface MIUI.

Realizei dois testes para ter uma ideia do tempo que o celular consegue ficar longe da tomada. E os resultados ficaram dentro do esperado para a capacidade e potência do hardware do Poco M3 Pro. Em resumo, dá para chegar a até dois dias de uso normal, e mesmo para quem faz um uso mais pesado deve conseguir, pelo menos, um dia inteiro sem precisar recarregar o smartphone.

Na Netflix, o dispositivo encerrou três horas de reprodução com brilho da tela em 50% com 85% de carga sobrando. Uma estimativa de 20 horas tocando vídeo sem parar. Marca bem razoável, apesar de ficar abaixo dos Moto G testados recentemente aqui no Canaltech, incluindo o Moto G60s, que também tem 5.000 mAh e ficou com tempo estimado em mais de 27 horas neste teste.

O outro teste já foi realizado com um uso normal do dia a dia, com mensageiros e redes sociais instalados e configurados. Também incluí algumas horas de reprodução de vídeo no YouTube e na Netflix, além de um pouco de jogatina no Asphalt 9 e Free Fire. Em pouco mais de 8 horas de uso, o Poco M3 Pro 5G chegou a 68% de carga, uma quantia muito boa para um aparelho com processos exigentes e 5 horas de tela ativa.

Porém, há um dado importante a ser lembrado: a maior parte do teste foi realizada com a tela em 60 Hz, que é o padrão. Depois que eu alterei para 90 Hz, notei que a carga começou a cair um pouco mais rápido. Em poucas horas, não chegou a fazer uma diferença absurda, mas usando todo dia, pode ser que você fique com falta de carga antes da hora. Aí depende de você lembrar de alterar ou programar para o dispositivo voltar para os 60 Hz quando atingir uma porcentagem determinada de carga, evitando ficar sem o aparelho antes de chegar à tomada.

Sempre lembrando que testes de bateria só podem fazer uma estimativa de uso, e cada pessoa vai ter uma exigência diferente e resultados distintos, mesmo se repetir o mesmo procedimento. Questões como força do sinal de rede, brilho da tela, apps em segundo plano e notificações podem alterar o consumo.

O Poco M3 Pro vem com carregador de 22,5 W na caixa, mas oficialmente suporta potência de 18 W na recarga. Dá para preencher toda a bateria do aparelho em menos de 2 horas, o que é surpreendente considerando que são 5.000 mAh — lembre-se que esse tempo é calculado em uma recarga de 0% até 100%. Com apenas 15 minutos na tomada, já dá para recuperar 19% da bateria.

Concorrentes Diretos

Uma vez que o Poco M3 Pro tem suporte ao 5G, seus potenciais concorrentes também precisam ter esta compatibilidade, certo? Aí ficam algumas alternativas interessantes no mercado nacional, incluindo até o “irmão” de outra marca da Xiaomi,o Redmi Note 10 5G, que de diferente só tem a quantidade de memória RAM, que é menor, ao menos na versão homologada.

Se você quer um modelo de outra marca, tem o Galaxy A32 5G, que ainda traz de vantagem a presença da câmera ultra wide, mas não oferece taxa de atualização aumentada.

A Realme também lançou dois modelos por aqui que podem ser considerados: o Realme 7 5G, que ainda tem tela de 120 Hz e câmera ultra wide, além de processador mais potente; e o Realme 8 5G, que curiosamente é um pouco inferior ao irmão, com tela de 90 Hz, mesmo Dimensity 700 5G do Poco M3 Pro e não tem câmera ultra wide, mas traz selfies de maior resolução.

Conclusão

Traseira brilhante fica bonita na foto, mas atrai bastante as marcas dos dedos (Imagem: Ivo/Canaltech)

Um celular intermediário sem grandes pontos fortes, mas também sem pontos fracos. O Poco M3 Pro 5G é uma boa opção para quem já quer ficar preparado para o 5G. A ideia é entregar experiência razoável por um preço mais baixo, e nisso ele se sai muito bem.

O desempenho não é de um topo de linha, que isso fique claro. Mas o aparelho vai entregar performance suficiente para os processos mais comuns e ainda tem uma sobra. Só fique de olho para não gastar seu suado dinheiro na versão com menos memória: vale a pena gastar mais para ter 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, tanto para garantir maior fluidez como para ter espaço de sobra para seus arquivos.

Apesar do visual dar a entender que é um celular focado em câmeras, não é o caso. O smartphone tem câmeras razoáveis, mas não vai competir nesse sentido nem mesmo com modelos concorrentes, como o Galaxy A32 5G, que tira fotos mais agradáveis para a maior parte dos brasileiros.

“O Poco M3 Pro 5G é um celular intermediário de baixo custo que já está pronto para a quinta geração da banda larga móvel. A ideia é oferecer experiência razoável para você não precisar trocar de celular nos próximos anos, nem mesmo para aproveitar a evolução nas redes móveis, por um preço não muito alto”.

O problema é que o valor oficial do aparelho não é atraente. A Xiaomi lançou o Poco M3 Pro 5G aqui no Brasil por R$ 3.000. Não é fácil encontrar o modelo homologado no varejo nacional, mas se você não se importa com garantia reduzida, pode apostar no marketplace, e aí consegue encontrar o celular bem mais em conta. A versão de 6/128 GB aparece no histórico do comparador de preços Zoom desde o final de julho quase pela metade do valor oficial.

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