Xiaomi assume liderança como a maior fabricante de celulares na Europa

Xiaomi assume liderança como a maior fabricante de celulares na Europa

Por Bruno Bertonzin | Editado por Wallace Moté | 03 de Agosto de 2021 às 10h37
Divulgação/Xiaomi

Parece que a Xiaomi já começou a incomodar a Samsung no mercado europeu de celulares. De acordo com os dados de análise de uma empresa independente, a fabricante chinesa pode ter ultrapassado a rival sul-coreana e, com isso, alcançado o topo entre as maiores fabricantes de smartphones no Velho Continente.

A apuração foi feita pela Strategy Analytics e corresponde ao número de vendas de celulares durante o segundo trimestre de 2021. Segundo as informações, a Xiaomi foi a maior fornecedora de smartphones no continente europeu durante o período, com uma remessa de 12,7 milhões de produtos. Isso equivale a uma fatia de 25,3% do mercado, feito alcançado graças a um crescimento de 67,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

A liderança não é isolada e a Samsung segue de perto com 12 milhões de unidades vendidas durante os meses de abril a junho. A gigante sul-coreana teve uma queda de 7% nas remessas no trimestre e, com isso, agora tem uma participação de 24% no setor.

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O diretor associado da Strategy Analytics, Boris Metodiev, associou esse sucesso da Xiaomi à alta demanda por seus celulares em países como Espanha, Itália, Rússia e Ucrânia: “A Xiaomi teve grande sucesso na Rússia, Ucrânia, Espanha e Itália, entre outros, e encontrou clientes ansiosos por sua série Mi e Redmi de smartphones ricos em recursos e valor.”

Mi 11 Ultra pode ajudar a Xiaomi a avançar nas categorias mais altas de preço (Imagem: Divulgação/Xiaomi)

A Apple completa o pódio em terceiro lugar — a empresa de Cupertino vendeu 9,6 milhões de iPhones durante os três meses e, com isso, garante uma fatia de 19,2% do mercado de smartphones. A companhia norte-americana cresceu 15,7% durante o período.

O Top 5 das maiores fabricantes de celulares na Europa conta, ainda, com mais duas marcas chinesas: a OPPO e a Realme, ambas do grupo BBK Electronics. Enquanto a primeira registrou um aumento de 180% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, a segunda foi a que mais cresceu nos últimos tempos, com uma evolução de 1.800% neste segundo trimestre. As duas marcas venderam, respectivamente, 2,8 e 1,9 milhões de celulares e garantem participação de 5,6% e 3,8% do mercado.

(Imagem: Divulgação/Strategy Analytics)

No total, o mercado de celulares vendeu cerca de 50,1 milhões de celulares durante o período — um crescimento de 14,4% em relação ao segundo trimestre de 2020. Esse crescimento pode ser justificado pela alta demanda por smartphones 5G, pela recuperação da economia em países europeus após o começo da crise da COVID-19 e por consumidores que estavam com algum modelo antigo e, agora, buscam por algo mais atualizado.

É importante lembrar que os dados são referentes a uma análise feita por uma empresa independente e, portanto, podem ser contestados por outros relatórios. De qualquer forma, já vimos que a Xiaomi vem dando trabalho para a Apple no mercado global e, portanto, não é muita surpresa ver que seu crescimento também pode assustar a Samsung.

Fonte: SamMobile

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