Samsung revela por que linha Galaxy S26 não tem "MagSafe"
Por Vinícius Moschen |

Executivos da Samsung, incluindo o Chefe de P&D Won-Joon Choi e o Gerente de Produto Kadesh Beckford, apontaram os motivos que explicam a ausência de carregamento magnético Qi2 na linha Galaxy S26. De acordo com a justificativa, a empresa precisou determinar prioridades na construção dos dispositivos.
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De acordo com pesquisas internas da fabricante, 80% a 90% dos usuários utilizam capas protetoras em seus dispositivos. Por isso, a empresa optou por integrar anéis magnéticos em seus acessórios em vez de embuti-los diretamente no corpo do aparelho.
Choi apontou que a inclusão de ímãs tornaria o telefone mais grosso, o que geraria efeitos negativos para quem já utiliza acessórios de proteção.
Além disso, a ausência de componentes magnéticos permitiu que a Samsung utilizasse o espaço interno para outros refinamentos de hardware.
O Galaxy S26 Ultra é o modelo mais fino da história da linha, com 7,9 mm — ou seja, uma redução de 0,3 mm em relação ao seu antecessor.
O dispositivo também ficou 4 gramas mais leve que a geração anterior, e chegou a 214 gramas.
Ainda foi destacada a priorização do aumento do sistema de câmara de vapor para manter os aparelhos em temperaturas controladas durante o uso. O espaço interno mais amplo também garantiu a manutenção da caneta S Pen embutida, além da implementação da nova tecnologia de tela Privacy Display.
Rivais já têm Qi2
Empresas como a Apple e o Google já possuem o Qi2 ou sistemas análogos de carregamento em seus smartphones. Para referência, o MagSafe chegou com o iPhone 12 em 2020.
Já o Google lançou o Pixelsnap, sistema de carregamento magnético rápido, com a série Pixel 10 em 2025.
Diferente das rivais, que usam ímãs internos nos celulares, a Samsung utiliza em seus novos aparelhos o conceito "Qi2 Ready". Isso significa que os dispositivos possuem componentes de carregamento compatíveis com o padrão magnético, embora não tragam o sistema de ímãs propriamente dito.
Em declaração recente, Won-Joon Choi afirmou que a Samsung realiza pesquisas para garantir que ímãs internos não causem danos ao funcionamento do dispositivo.
O executivo indicou que a empresa planeja integrá-los no futuro, assim que for alcançada uma solução que não exija sacrifícios técnicos.
Apesar da falta de alinhamento magnético interno, houve um aumento na velocidade de carregamento sem fio no Galaxy S26 Plus e no S26 Ultra. Além disso, o modelo Ultra trouxe potência de 60 W para recargas com fio, algo inédito para a Samsung.
Em relação às estratégias da Samsung para o futuro, fontes sugeriram que não haverá o lançamento de um modelo Galaxy S26 Edge ultrafino durante este ano.
As vantagens do padrão magnético
O Qi2 (pronunciado "CHEE-two") é baseado na tecnologia MagSafe da Apple. O sistema garante o alinhamento perfeito entre as bobinas de carregamento, o que reduz o desperdício de energia, entre outras vantagens:
- Eficiência: a tecnologia gera menos calor, pois os ímãs garantem que as bobinas estejam sempre posicionadas corretamente para a máxima transferência de energia;
- Maior segurança: o padrão inclui detecção rigorosa de objetos estranhos e proteção da integridade da bateria, já que funciona apenas com dispositivos certificados para evitar acidentes ou danos;
- Compatibilidade universal: diferente do MagSafe, que é exclusivo da Apple, o Qi2 é um padrão aberto que será integrado tanto em iPhones quanto em futuros dispositivos Android e acessórios de diversas marcas;
- Versatilidade: a trava magnética permite a criação de novos acessórios e dispositivos, como carteiras e baterias externas que se acoplam magneticamente à traseira do aparelho;
- Sustentabilidade: ao eliminar o estresse mecânico de plugar e desplugar cabos — que frequentemente quebram e viram lixo eletrônico —, o carregamento sem fio Qi2 contribui para a redução de resíduos em aterros sanitários.