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Realme vai virar submarca da OPPO; veja o que isso significa

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Anaísa Catucci/Canaltech
Anaísa Catucci/Canaltech

O grupo BBK Electronics, que engloba diversas marcas chinesas de eletrônicos, promoveu uma reformulação organizacional importante e divulgada nesta quarta (07). Agora, a Realme voltará a ser uma submarca da OPPO, em vez de atuar de forma independente. 

A movimentação estratégica foi confirmada por fontes oficiais de ambas as empresas, por meio de canais próprios e declarações a portais de notícias internacionais. 

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Nesta nova estrutura, a OPPO assume o papel de marca principal, enquanto Realme e OnePlus ficam posicionadas como duas submarcas complementares para públicos específicos.

Afinal, a OPPO concentrará esforços no mercado geral e em inovações de ponta, a OnePlus manterá seu direcionamento para dispositivos premium e o público entusiasta de tecnologia, e a Realme terá como foco os consumidores sensíveis ao preço e jovens.

Segundo as companhias, o objetivo da mudança é otimizar o aproveitamento de recursos e ampliar a sinergia entre as divisões. A medida também visa a redução de despesas operacionais e de custos sobrepostos nas áreas de engenharia, marketing e suporte ao cliente, em resposta ao aumento da concorrência e à desaceleração observada no mercado global de smartphones.

"Em um movimento estratégico para melhor aproveitar os recursos e amplificar a sinergia, a Realme está sendo integrada à OPPO como uma sub-marca", diz comunicado oficial. 

A fabricante complementou afirmando que a decisão "permite que OPPO, Realme e OnePlus apresentem uma oferta unificada e aprimorada — entregando produtos mais inovadores e diferenciados e uma experiência de serviço mais simplificada e centrada no cliente globalmente".

Pouco muda para o consumidor final

Apesar da integração corporativa, a Realme preservará sua identidade visual e a independência de marca perante o consumidor final. 

No âmbito da liderança, Sky Li, fundador e CEO da Realme, foi designado para supervisionar as operações globais das sub-marcas. Paralelamente, Li Jie permanece responsável pela OnePlus na China, sem alterações nas funções atuais. 

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A reestruturação prevê que as marcas passem a compartilhar equipes de pesquisa e desenvolvimento (P&D), além de unificar as cadeias de suprimentos e os processos de aquisição de componentes, como uma tentativa de combater a elevação nos custos de fabricação do setor. 

No setor de pós-venda, a Realme será totalmente integrada à rede de serviços da OPPO, o que disponibilizará aos usuários da Realme o acesso à rede expandida de centros de reparos da marca principal.

Entretanto, a natureza organizacional da mudança não deve acarretar interrupções nos lançamentos planejados, incluindo o anúncio do Realme Neo 8 na China, agendado para este mês.

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A estratégia de integração alcança mercados estratégicos onde a Realme detém participação relevante, como Índia, Sudeste Asiático e Europa. No continente europeu, a medida é projetada para garantir a sustentabilidade das operações, visto que a lógica anterior, baseada em preços baixos, gerava volume de vendas, mas apresentava margens de lucro reduzidas.

Mesmo assim, a união ocorre em um período de busca por dominância por parte do grupo BBK Electronics, detentor das marcas OPPO, Vivo, Realme, OnePlus e iQOO. 

Dados referentes ao segundo trimestre de 2025 indicam que as marcas combinadas do grupo detinham aproximadamente 48% do mercado indiano de smartphones, além da competição global com fabricantes como Apple e Samsung.

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