Pixel 6 entrega recarga abaixo da prometida e perde para seus principais rivais

Pixel 6 entrega recarga abaixo da prometida e perde para seus principais rivais

Por Eduardo Moncken | Editado por Wallace Moté | 05 de Novembro de 2021 às 17h40
Reprodução/Google

Desde os primeiros vazamentos, os Google Pixel 6 e Google Pixel 6 Pro trouxeram grande expectativas. Finalmente confirmados, oferecem o melhor do Google até hoje, o que inclui novas câmeras, um SoC próprio (Google Tensor), e a promessa de carregamento, enfim rápido.

Assim como Apple, Samsung e outras, a empresa decidiu retirar o carregador do pacote básico, e assim os usuários precisariam comprar o acessório à parte para alcançar o potencial de 30 W anunciado. Há, porém, uma boa e duas má notícias sobre isso.

O primeiro aviso negativo é que seria realmente necessário comprar o acessório, já que os 30 W divulgados só seriam alcançados com a tecnologia Power Delivery 3.0 — e nenhum Pixel anterior havia sido distribuído com o acessório. O segundo é que testes estão mostrando que nem mesmo o carregador oficial está alcançando o potencial alardeado pela fabricante.

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(Imagem: Reprodução/Android Authority)

Testes mostram que mesmo o Pixel 6 Pro, o mais avançado, alcança picos máximos de 23 W. Isso é menos que rivais como os Galaxy S21 Ultra e iPhone 13 Pro Max podem obter, e fica ainda mais frustrante quando comparado a rivais chineses de Xiaomi e Oppo.

50% em 30 minutos, mas o resto...

Apesar disso, o Google aparentemente cumpre, parcialmente, uma promessa envolvendo o carregamento do celular: em 31 minutos ele alcançou 50% de carga. Isso foi possível porque se manteve estável nos 23 W. O problema é que, após isso, o aparelho demora muito para obter o restante.

Para alcançar mais 25% e chegar a 75% o Pixel 6 Pro levou 22 minutos adicionais — se mantendo estável em algo próximo dos 15 W. Até aí tudo bem: o teste de paciência envolve os 25% finais, que levaram outros longos 58 minutos. Ou seja, este último 1/4 de bateria exige tempo de tomada superior aos primeiros 3/4. Isso porque o aparelho passa a trabalhar com velocidades abaixo dos 10 W, e nos 10% finais, declina até chegar a apenas 2 W.

(Imagem: Reprodução/Android Authority)

Uma notícia boa

Logo no início do texto prometemos uma notícia boa. E ela está aqui: estes resultados mostram que, atualmente, usar o carregador oficial ou uma fonte de outra marca — também habilitada com alguma versão do Power Delivery — acaba entregando quase a mesma velocidade de recarga. Ou seja, se o Google não corrigir isso, o acessório oficial tende a se tornar uma escolha pouco ou nada interessante.

Uma atualização de software, porém, pode fazer os ajustes necessários para que a empresa entregue os 30 W prometidos. Entre 23 W e 30 W há uma boa diferença de carga. Estes 7 W adicionais podem fazer a diferença para que o Pixel 6 consiga ficar um pouco menos na tomada. Não é esperado que um flagship de 2021 precise de 2h de tomada para recarregar por completo.

O Google não se posicionou, ainda, sobre esta questão. A empresa, porém, tem histórico de atualizar seus celulares próprios com bastante frequência e se atentar aos eventuais problemas. Resta que os usuários aguardem um posicionamento, e a possível melhoria do smartphone nessa parte da experiência.

Fonte: Android Authority

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