Apple pode adiar iPhone 9 e atrasar iPhone 12 em 2020

Por Felipe Junqueira | 11 de Março de 2020 às 15h05
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Ficha técnica

O surto causado pelo COVID-19, o novo coronavírus, pode ter consequências graves para a Apple. Diversas fontes, de vários veículos diferentes, afirmam que não apenas a companhia sofre com o fornecimento de peças de reposição e estoque, como o lançamento do iPhone 9 foi adiado indefinidamente, além do iPhone 12 também correr o risco de atrasar. O evento que seria realizado no final de março está cancelado, e a WWDC também pode não acontecer, como já noticiamos antes aqui.

De acordo com fontes internas da Apple e da cadeia de fornecimento da companhia, um evento que seria realizado no final de março foi “internamente cancelado”. Os rumores apontavam que o novo iPhone acessível, considerado o sucessor do iPhone SE, seria apresentado na ocasião. Em vez de uma apresentação presencial, a companhia de Cupertino poderia fazer um anúncio por meio de um comunicado à imprensa, mas mesmo esta opção parece ter sido descartada, ao menos no caso do smartphone.

A questão vai além de juntar um grande número de pessoas em um lugar fechado. O youtuber Jon Prosser teve acesso ao sistema GSX, que conecta assistências técnicas à Apple para pedir peças de reposição. Dependendo do componente, pode demorar de duas a quatro semanas para a entrega ser feita. Um novo aparelho pode demorar até oito semanas.

É que o estoque da Apple está cada vez mais baixo, e já chega a um nível preocupante. Inclusive, a empresa já começa a sugerir às assistências que tentem ao máximo reparar qualquer unidade defeituosa, oferecendo um modelo de empréstimo para o consumidor enquanto isso, em vez de simplesmente trocar o dispositivo e usar as partes úteis da unidade problemática para consertar outros aparelhos. É que a Apple quer segurar ao máximo as novas unidades para novos consumidores no momento.

iPhone 9 estaria adiado

Sucessor do iPhone SE teria cara de iPhone 8 (Foto: Reprodução/OnLeaks)

Sem poder realizar eventos em Santa Clara até, pelo menos, o começo de abril, por conta da COVID-19, a Apple até pode lançar alguns produtos utilizando apenas press release. Porém, não no caso do iPhone 9 (ou iPhone SE2 como também vem sendo rumorado), pois o novo smartphone, apesar de não ter a produção exatamente afetada, teria sido adiado para junho, segundo algumas fontes, ou até para o outono, de acordo com outras.

A Apple pode preferir não fazer um grande lançamento agora. O mercado está instável, como vimos no começo da semana, com várias bolsas de valores fechando pregões temporariamente por conta das quedas.

Além disso, lançar um novo smartphone pode não ser uma boa ideia, pois a demanda não está alta. A China, um dos principais mercados da fabricante, teve queda de mais de 60% nas vendas em fevereiro, por exemplo.

Contudo, é possível que o dispositivo ainda chegue às lojas em abril. O iPad Pro, possivelmente, vai acabar sendo disponibilizado em breve, mesmo sem um grande evento de anúncio. Somado a isso, a Forbes e outros veículos receberam informações de diferentes fontes sobre o adiamento do iPhone 9.

iPhone 12 também está sob ameaça

Sobre o iPhone 12, ou seja, é possível que o lançamento acabe atrasando também. É verdade que o dispositivo só está previsto para o segundo semestre, mas o problema aqui é outro, e está ligado ao desenvolvimento, especialmente do 5G.

Por conta das restrições em viagens, os testes com a nova rede móvel foram afetados. Isso pode atrapalhar o desenvolvimento do dispositivo. Também existe uma chance de, se tudo der certo, o iPhone 12 deve chegar às lojas normalmente no final de setembro ou começo de outubro. É cedo ainda para dizer, mas existe uma chance do smartphone só começar a ser vendido em novembro. Tudo vai depender de como o mundo ainda vai lidar com os casos da COVID-19.

É bom observar que a China já começa a apresentar sinais de normalidade depois de um fevereiro bastante complicado. Agora, ainda é cedo para dizer que o pior já passou por lá. Além disso, Europa e EUA ainda estão chegando ao pico de novos casos da doença. Muita coisa ainda vai acontecer.

Fonte: Front Page Tech, Forbes, DigiTimes

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