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Qbot | Malware bancário concentra um em cada seis ataques no Brasil

Por  • Editado por  Claudio Yuge  | 

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Towfiqu barbhuiya/Unsplash
Towfiqu barbhuiya/Unsplash

O Qbot, um dos principais malwares em atividade no mundo, parece ter o Brasil como um de seus principais alvos no momento. A praga foi responsável por um em cada seis ataques registrados em dezembro de 2022 no país, com 16,5% dos incidentes registrados sendo resultado dele; no mundo, a média é de 7%, menos de metade do total registrado por aqui.

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Os números são da divisão de inteligência em ameaças da Check Point Software, que mensalmente, divulga levantamentos relacionados ao volume global de ameaças, revelando também tendências cibercriminosas. Desta vez, o ponto de atenção está sobre o Glupteba, uma botnet focada em ataques contra sistemas de blockchain, além do já citado e sempre popular Qbot.

No caso do primeiro, o foco está nos computadores pessoais e também corporativos, com o malware modular realizando uma contaminação capaz de baixar outras pragas para o PC e realizar ações de acordo com o caráter de cada vítima. Sumido do ranking das principais ameaças desde dezembro de 2021, ele retorna como vetor de golpes de ransomware, violação de dados e roubo ou mineração de criptomoedas, entre outras ofensivas.

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Enquanto isso, o Qbot segue com suas operações de furto de credenciais e espionagem de dados digitados pelos usuários. O número de contaminações cresceu em relação a novembro do ano passado, com a praga ultrapassando o tradicional campeão Emotet no ranking; ele aparece em segundo lugar, com 4% dos casos e também servindo como acessório a mais contaminações a partir do download de módulos que permitam mais ataques além da programação original.

O relatório da Check Point também destaca o crescimento do XMRig, uma praga baseada em um sistema de código aberto para mineração da criptomoeda Monero. Ainda que o software, em si, não seja malicioso, suas capacidades também são aproveitadas por cibercriminosos em 3% dos ataques, com implantação de malwares com a tecnologia nas máquinas das vítimas, se aproveitando do poder de computação delas para obter ganhos financeiros.

No Brasil, a praga mineradora correspondeu a 5,6% dos incidentes cibernéticos registrados em dezembro de 2022, quase o dobro da média global. No caso do Emotet, também houve diferença, com os golpes por aqui representando 5% do total. O Glupteba também teve o dobro de registros por aqui, 2,2% em relação a 1,2% computados ao redor do globo.

O levantamento chama atenção, ainda, para o surgimento do Hiddad como um dos principais malwares contra o sistema operacional Android. Focado na exibição de anúncios maliciosos, com lucros remetidos aos golpistas, ele também pode roubar dados ou exibir links para sites fraudulentos. Enquanto isso, 46% das organizações de todo o mundo foram atingidas por vulnerabilidades de exposição de informações em servidores web, a partir de repositórios Git, também possibilitando intrusões a contas e a realização de ataques contra infraestruturas internas.

“O malware muitas vezes se disfarça de software legítimo para dar aos hackers acesso aos dispositivos sem levantar suspeitas”, explica Maya Horowitz, vice-presidente de pesquisa da Check Point Software. Para ela, a principal medida de segurança deve ser a diligência no download de aplicativos e clique em links, mesmo que eles pareçam genuínos. Certificar-se de que tudo está correto pode ser a diferença entra a segurança ou uma contaminação por malware.

Alvos de ataques também são diferentes no Brasil

O levantamento da Check Point também mostra um interesse diferente em ataques no Brasil, na comparação com o restante do mundo. A única coincidência, aqui, é o setor governamental e militar, que aparece na terceira colocação entre os ataques mais realizados em nosso país, mas em segundo no mundo todo.

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As empresas brasileiras do setor de utilidades, entretanto, lideram o ranking das mais atingidas, à frente dos integradores de sistemas. No mundo, porém, o segmento de educação e pesquisa segue no topo, com empresas do ramo de saúde aparecendo no terceiro lugar, mantendo sua posição no ranking desde o auge da pandemia da covid-19.