87 milhões de usuários tiveram dados do Facebook expostos; BR é o 8ª da lista

Por Wagner Wakka | 04 de Abril de 2018 às 17h56
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O Facebook subiu para 87 milhões o número de usuários da rede social cujas informações foram usadas pela Cambridge Analytica sem o devido consentimento. O primeiro número divulgado foi de 50 milhões. Ainda, o Brasil aparece listado como o oitavo país com maior número de contas afetadas.

Em comunicado oficial, o CTO da rede, Mike Schroepfer, falou sobre atualizações a respeito do caso e modificações sobre a forma como a rede social vai lidar com o uso de informações de agora em diante.

O gráfico abaixo mostra que Brasil teve dados de 443 mil contas compartilhadas pela Cambridge Analytica, o que representa 0,5% das informações totais. Os Estados Unidos tiveram 70 milhões de contas usadas, seguido de Filipinas (1,1 milhão) e Indonésia (1,09 milhão).

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Gráfico mostra estimativa de dados compartilhados por país (Imagem: Facebook)

O Facebook ainda informa que não tem capacidade para saber precisamente quais dados foram compartilhados, nem o número exato do que foi usado pela Cambridge Analytica. Logo, os dados atualizados são uma estimativa baseada no número de contas que participaram da pesquisa distribuída pela empresa.

A empresa também acredita que dados da maioria dos seus 2 bilhões de usuários tenham sido utilizados de forma indevida por empresas externas ao Facebook, assim como fez a Cambridge Analytica. Contudo, a companhia de Zuckerberg também não sabe precisar o número, ainda. "Dada a escala e a sofisticação da atividade que vimos, acreditamos que a maioria das pessoas no Facebook poderia ter seu perfil aberto", escreve o CTO.

O comunicado envolve 9 pontos diferentes relacionados a APIs de eventos, grupos, páginas e Instagram, além do uso do Facebook para login em apps de terceiros e outras informações. Um destaque entre os pontos levantados é com relação ao registro de informações de ligações e mensagens feitas com a rede social nos aparelhos Android. “Analisamos esse recurso para confirmar que o Facebook não coleta o conteúdo das mensagens e excluirá todos os registros com mais de um ano. No futuro, o parceiro só fará o upload para os nossos servidores das informações necessárias para oferecer esse recurso - dados não mais abrangentes como o horário das chamadas”, especifica Schroepfer.

Outra novidade apresentada pelo CTO é de que o usuário, agora, poderá controlar os apps que estão ligados ao perfil. Será adicionado um link no topo do feed de notícias em que usuário poderá ver, facilmente, os apps que utiliza em sincronia com seu perfil da rede social. “As pessoas também poderão remover aplicativos que não desejam mais”, confirma Schroepfer. A ferramenta estará disponível a partir do dia 9 de abril.

Entenda o caso

No mês passado, uma reportagem do The Guardian denunciou que a Cambridge Analytica usou um questionário para conseguir acesso a dados de, até então, mais de 50 milhões de usuários do Facebook sem consentimento, número que foi atualizado hoje para 87 milhões.

O Facebook contratou uma auditoria forense externa para colaborar com a análise do caso. Além da auditoria, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (Federal Trade Commission ou FTC, no original em inglês) decidiu investigar o Facebook.

Além do anúncio do CTO, o CEO Mark Zuckerberg já se manifestou publicamente sobre mudanças a respeito de como aplicativos parceiros podem ter acesso a informações de usuários na plataforma.

Embora o Facebook diga que a Cambridge Analytica já teria apagado os dados, o Channel4 denunciou que as informações ainda estão dispníveis na rede.

Fonte: Facebook, Washington Post

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