6 tendências tecnológicas que vão impactar o setor de segurança em 2022

6 tendências tecnológicas que vão impactar o setor de segurança em 2022

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 11 de Janeiro de 2022 às 16h00
Pete Linforth/Pixabay

Quanto mais a tecnologia evolui e novos aparelhos são lançados, mais questionamentos sobre a segurança dos dados das pessoas e o quanto a população pode confiar nessas inovações vão aparecendo.

Mas a confiança vai além da segurança de dados. Ela também passa pela segurança geral dos sistemas, para impedir invasões e controles externos, por exemplo, ou mesmo que o usuário, ao utilizar aquele aparelho, está cooperando com organizações que tem o bem-estar como força motriz.

E em todo começo de ano, esses questionamentos voltam a tona, e 2022 não será diferente. Por isso, listamos a seguir tendências tecnológicas para os próximos 12 meses que estão ligados com o conceito de construir sistemas confiáveis, com comentários de Johan Paulsson, CTO da Axis Communications, empresa de monitoramento por vídeo. Confira a seguir:

Conectado universalmente através de ambientes híbridos

Na visão dos usuários finais, grandes partes dos serviços e sistemas tecnológicos atuais simplesmente funcionam, com nenhuma noção de processamento local ou online, conexões ou mesmo interações entre tecnologias sendo explicadas para os usuários — e a tendência é que isso continua acontecendo, mesmo com inovações cada vez mais sendo mais conectadas umas com as outras.

Para Johan Paulsson, em 2022 veremos cada vez mais formas em que as tecnologias se mantém conectadas a partir de ambientes híbridos, adaptados para cada necessidade dos clientes e os recursos e políticas internas dos locais onde serão usados, além de atender as decidas regulamentações locais e internacionais.

Cibersegurança: ceticismo saudável

Ceticismo será importante no futuro da cibersegurança. (Imagem: Divulgação/1Password)

Nem sempre pensamos no ceticismo como uma característica positiva, mas em relação à cibersegurança pode ser uma característica prudente, principalmente após a pandemia da covid-19, que fez dispositivos antes usados somente em sedes de empresas serem utilizados remotamente a partir de conexões com redes públicas.

Para Paulsson, redes e sistemas de confiança zero, onde a segurança de cada dispositivo é avaliado independentemente a cada vez que é ligado, serão passos importantes para aumentar a confiança nos sistemas, assim como velhos conhecidos, como programas vindos de fontes oficiais, atualizações regulares de software e criptografia de comunicações.

Inteligência Artificial se estabelece (com os controles adequados)

Atualmente, a maioria das tecnologias, sejam em serviços ou soluções, utilizam diferentes implementações baseadas em deep learning de máquinas, ou seja, inteligência artificial. Mas como garantir que essas inovações estão controladas e sendo utilizadas corretamente?

Para Paulsson, novas tecnologias devem sempre ser reguladas, até que seu funcionamento esteja totalmente confirmado como algo ético, e assim podendo ser aplicadas em outros ambientes para melhorar suas utilizações e funções.

COVID-19 como um catalisador

O impacto a longo prazo da pandemia da COVID-19 se manifesta de várias formas, como a popularização das tecnologias de baixo/no touch, muitas das quais estão agora incorporadas permanentemente, tal como a utilização de vídeo inteligente para assegurar o distanciamento social. Em relação ao setor tecnológico, a pandemia também resultou em questões de cadeia de fornecimento que levaram muitas organizações a considerar a forma como criaram e forneceram componentes-chave nos seus produtos.

A natureza conectada de tudo tem significado que a escassez global de semicondutores tem sido uma questão significativa para muitos mercados, desde a tecnologia de consumo às fábricas de automóveis. Isto, por sua vez, levou a que mais organizações - Tesla, Apple e Volkswagen, entre elas - declarassem publicamente o desejo de criar seus próprios semicondutores.

5G encontrando o seu lugar

O 5G poderá ser usado para melhorar a segurança virtual. (Imagem: Reprodução/Pixabay)

Espera-se que em 2022 o 5G encontre mais ambientes além dos anunciados pelos principais responsáveis pela tecnologia, como Qualcomm e demais empresas. Uma das possibilidades é seu uso para melhorar a velocidade de resposta em incidentes de segurança, já podendo enviar dados importantes e detalhes dos ataques com maior agilidade para agentes de proteção.

Todas as tendências vistas através da lente da sustentabilidade

A sustentabilidade já não pode ser considerada uma tendência. Tem de ser incorporada em tudo o que fazemos: como concebemos e fabricamos produtos, como gerimos o nosso negócio, o desempenho dos nossos fornecedores - tudo alinhado para reduzir o nosso impacto ambiental e proporcionando uma operação ética e confiável.

Em 2022, essa tendência deve continuar, apresentando cada vez mais soluções que tenham em mente a sustentabilidade, principalmente em setores como o de criptomoedas e seu processo de mineração.

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