OMS investiga Deltacron, variante que mistura Delta e Ômicron

OMS investiga Deltacron, variante que mistura Delta e Ômicron

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 10 de Março de 2022 às 11h32
RW Footage/Envato

Na última quarta (9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou o monitoramento da Deltacron, uma espécie de mescla genética entre Delta e Ômicron. O responsável por trazer essa mistura à tona foi o Instituto Pasteur, da França, mas no presente momento a Deltacron já chegou a ser identificada em três países da Europa.

"Estamos cientes disso, é uma combinação das variantes Delta e Ômicron. Foi detectada na França, na Holanda e na Dinamarca. Isso era algo esperado dado que há uma intensa circulação dessas variantes", afirma a diretora técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, durante coletiva de imprensa.

Por enquanto, a principal teoria por trás dessa combinação de variantes é que os países europeus ainda enfrentavam a forte presença da Delta no momento de ascensão da Ômicron. Entretanto, a diretora técnica da OMS ressalta que o monitoramento não detectou nenhuma característica que torne a Deltacron mais severa do que as variantes em questão separadas. Pelo menos por ora, já que pesquisas devem ser conduzidas para entender melhor o que vem por aí.

OMS investiga Deltacron, variante que mistura Delta e Ômicron (Imagem: frender/envato)

Delta

A variante Delta foi responsável pela segunda onda da covid-19 na Índia, e se espalhou para mais de 60 países, incluindo o Brasil, elevando o número de casos e gerando mortes. Cientistas já chegaram a apontar que a variante se espalhou até mesmo em países onde boa parte da população estava vacinada, e outro fator preocupante foi que a primeira dose de um imunizante não se mostrou suficiente para detê-la. Na época, os especialistas estimaram que a Delta era até 70% mais letal e mais resistente às vacinas.

Ômicron

A primeira amostra da variante Ômicron foi coletada em Botswana, país africano, no dia 9 de novembro, mas só foi relatada no dia 24, segundo a OMS. Ao todo, a variante conta com 50 mutações, 32 delas na proteína S, o que representa o dobro de mutações transportadas pela Delta. O diretor-geral da OMS chegou a afirmar que "Embora a Ômicron pareça ser menos grave em comparação com a Delta, especialmente nos vacinados, isso não significa que deva ser classificada como 'leve'".

Existe, ainda, a sublinhagem da Ômicron (BA.2), que difere de BA.1 (a Ômicron "original") em algumas das mutações, inclusive na proteína spike, e no início do ano passou a aumentar em muitos países.

Fonte: Agência Brasil

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