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O que a baixa umidade do ar pode provocar na saúde humana?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 16 de Setembro de 2022 às 13h26

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Annie Spratt/Unsplash
Annie Spratt/Unsplash

Quando a umidade relativa do ar é muito baixa, além de haver consequências para o clima e o meio ambiente, nosso corpo também enfrenta problemas. A umidade baixa aumenta a chance de incêndios, a eletricidade estática de pessoas e objetos a pode ser muito desconfortável, gerando incômodos respiratórios, oculares e até mesmo dermatológicos.

Como se define a baixa umidade

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A umidade relativa do ar mede a quantidade de vapor d’água atmosférica em relação à saturação do vapor disponível no ambiente — em outras palavras, quanta água em estado gasoso há no ar em relação ao máximo que poderia haver na temperatura atual.

Em níveis de umidade menores, a amplitude térmica — diferença entre a maior e menor temperatura em um certo período — tende a ser maior, tornando os dias muito quentes e as noites bem frias. Nota-se que a umidade alta demais também não é salutar, já que quanto mais úmido o ar, mais lenta é a evaporação do suor, que ajuda a resfriar o corpo com a dissipação de calor.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), considera que a umidade ideal para o corpo humano fica entre 40% e 70%, mas abaixo de 60% a situação já começa a merecer atenção. A umidade costuma baixar entre o final do inverno e início da primavera, das 12 às 16 horas, retornando a aumentar no verão.

Impactos da baixa umidade do ar na saúde

Diversos sintomas podem acometer o nosso organismo quanto a umidade está baixa demais. Elencando alguns dos sistemas corporais afetados, temos:

  • Sintomas respiratórios;
  • Sintomas dermatológicos;
  • Sintomas oftalmológicos;
  • Sintomas cardiovasculares;

As vias respiratórias estão entre as partes mais afligidas do corpo, sofrendo com a desidratação e apresentando ressecamento e sangramento de mucosas, reações alérgicas e irritação. A mucosa do nariz, que protege o corpo de infecções, fica muito densa sem água e não limpa as vias com tanta eficiência.

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Há a ocorrência de rinite alérgica e o corpo gera coriza e espirros na tentativa de se livrar dos alérgenos, que ficam suspensos no ar por mais tempo na baixa umidade, como poeira, ácaros, pólen, pelos animais e muitos outros. Também pode ocorrer faringite, já que vírus e bactérias se proliferam mais, também causando gripes e resfriados.

Por fim, as membranas dos seios nasais, quando secas, diminuem a drenagem do muco, espalhando micróbios e causando sinusite, inflamando a região. Dor de cabeça, febre, sangramento nasal, pressão na face e coriza espessa podem surgir. Desconforto para respirar, crises de asma e obstrução das vias aéreas também são comuns em umidade reduzida.

Já a pele, no tempo seco, fica mais desidratada, podendo apresentar dermatite, coceira e vermelhidão, o que é piorado pela diminuição da gordura protetora da pele causada pela desidratação. Nos olhos, a membrana conjuntiva pode se ressecar, inflamar ou irritar, gerando dor e coceira, aumentando chances de conjuntivite.

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Com os brônquios mais fechados, também há chances de que o fluxo sanguíneo seja atrapalhado, não chegando aos pulmões com eficiência e forçando o bombeamento de sangue pelo coração, o que o torna mais espesso e facilita o entupimento. Problemas cardíacos e hipertensos, por conta disso, são mais comuns.

Cuidados a serem tomados

Há algumas medidas possíveis para evitar sintomas causados pela baixa umidade, tais como:

  • Manter boa hidratação, bebendo muita água e preferindo frutas com muito líquido;
  • Aplicar soro fisiológico nas narinas e olhos para evitar ressecamento;
  • Não se exercitar entre 10h e 16h;
  • Lavar as mãos frequentemente e evitar o contato com boca e nariz;
  • Utilizar óculos escuros e chapéus ao ar livre;
  • Hidratar pele e rosto com produtos dermatológicos, principalmente depois do banho e antes de dormir;
  • Aproveitar o vapor da água quente do banho para lubrificar as narinas.
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Também convém utilizar vaporizadores, recipientes com água ou toalhas molhadas no ambiente, manter a casa limpa e arejada e evitar aglomerações, principalmente em locais fechados ou com ar condicionado. Aspiradores e panos úmidos são preferíveis ao invés de vassouras, para não levantar poeira, e ventiladores devem ser apontados para o alto; para baixo, podem levantar poeira, ácaros e fungos, mais comuns em umidade baixa.

Fonte: Estratégia Medicina, Drauzio Varella