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Limite de calor e umidade que corpo humano suporta é menor do que se pensava

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Março de 2022 às 11h32

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O corpo humano pode não ter tanta resistência à combinação de calor e umidade como se pensava, de acordo com um novo estudo liderado pela Pennsylvania State University. Trata-se da primeira pesquisa a avaliar o estresse causado pelo calor no corpo de jovens, cujo limite foi estabelecido em apenas 31 °C.

Vale notar que a temperatura limite para o corpo humano avaliada na pesquisa possui quatro graus a menos do que estimativas teóricas anteriores. Para pessoas mais velhas e gestantes, aliás, esse calor estressante pode ser ainda menor.

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Como o corpo lida com calor e umidade

O corpo humano se arrefece através do resfriamento evaporativo, que acontece quando a pele libera suor na tentativa de diminuir a temperatura corporal. Dito isso, entender a “temperatura de bulbo úmido” — a qual avalia a combinação de calor e umidade — é fundamental. Trata-se, na verdade, da temperatura mais baixa que pode ser atingida apenas pela evaporação da água, que é mensurada quando a pele está molhada e exposta à movimentação do ar ao seu redor.

O problema é que quanto maior for a umidade em relação ao calor, menos eficaz a evaporação se torna. Em comparação a climas quentes e secos, o corpo humano não aguenta calor e umidade tão bem. Com 100% de umidade relativa, por exemplo, o suor não consegue se desfazer facilmente no ambiente.

Com as mudanças climáticas produzindo mais vapor e calor para a atmosfera, torna-se cada vez mais provável que o limite de temperatura de bulbo úmido seja superado. Para se ter uma ideia, até o fim deste século, regiões como a Índia e a América Central experimentarão temperaturas de 35 °C com muito mais frequência.

Estimando limites

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 24 adultos de 18 a 34 anos em boas condições físicas. Destes, 10 foram definidos como grupo controle. A partir daí, os participantes engoliram um pequeno dispositivo para medir a temperatura corporal central do organismo.

Em seguida, eles foram encaminhados para uma câmara com níveis controlados de temperatura e umidade. Lá dentro, pedalaram lentamente em bicicletas ergométricas enquanto a temperatura e umidade ambientes subiam gradualmente.

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Nessas condições, as temperaturas críticas de bulbo úmido variaram entre 30 °C a 31 °C, mas os pesquisadores acreditam que esse número seja maior quando a pessoa está parada. Agora a equipe quer reproduzir o mesmo experimento em pessoas mais velhas.

As estatísticas indicam que idosos têm mais chances de morrer quando submetidas ao calor e umidades intensos por muito tempo. No futuro, além de temperaturas mais altas, existirão mais idosos, por isso é tão relevante para a ciência e a medicina entenderem as consequências da combinação destes fatores no arrefecimento do corpo humano.

A pesquisa foi apresentada no periódico científico Journal of Applied Physiology.

Fonte: Journal of Applied Physiology, via ScienceAlert