Clima úmido é importante para evitar a propagação da COVID-19, alertam pesquisas

Por Natalie Rosa | 05 de Junho de 2020 às 15h15
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Já sabemos que, ao contrário do que se pensava no início da pandemia, o novo coronavírus é resistente ao calor, anulando a teoria de que o vírus sobrevive apenas no clima frio. Agora, dois estudos independentes apontam para um fator relacionado ao tempo que pode ajudar no combate à propagação da doença: a umidade do ar.

De acordo com o conteúdo das pesquisas, o ar seco traz duas consequências graves para o organismo, uma vez infectado com o SARS-CoV-2. A primeira é que dificulta a habilidade dos pulmões de eliminar vírus respiratórios, como o novo coronavírus, e a segunda é tornar mais difícil para o sistema imunológico lutar contra a doença assim que acontece a contaminação.

Já com a umidade relativa entre 40% e 60%, o processo de dominação do vírus encontra mais obstáculos, fato que traz pistas sobre a possibilidade de usar isso no combate e prevenção da doença. Para Akiko Iwasaki, profissional da imunobiologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e líder de um dos estudos, o vírus sobrevive mais em ambientes fechados e secos, locais onde ficamos cerca de 90% do tempo no inverno. "É exatamente onde o vírus mais sobrevive e se transmite", completa a cientista.

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Iwasaki comandou o estudo com a colaboração de Walter Hugentobler, físico suíço que começou a reparar que pilotos e comissários começaram a ficar gripados em uma proporção bastante alta, fazendo então conexão às cabines de ar extremamente seco. Recentemente, Hazhir Rahmandad, engenheiro do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), descobriu que a COVID-19 se espalha com maior velocidade em regiões secas do Irã do que em locais que apresentavam bastante umidade.

Agora, Akiko Iwasaki pretende alertar a OMS (Organização Mundial de Saúde) para o problema, sugerindo a umidificação de grandes ambientes fechados como uma medida de prevenção da propagação do vírus. Até o momento não houve uma resposta da organização.

Fonte: Futurism

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