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Neuralink | O que o implante cerebral pode fazer por você

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Fevereiro de 2024 às 16h03

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Steve Jurvetson/Wikimedia Commons
Steve Jurvetson/Wikimedia Commons

A ideia de conectar o cérebro às máquinas não pertence mais aos filmes de ficção científica: desde 2019, tem sido um dos principais projetos de Elon Musk. Sim, estamos falando da Neuralink, empresa que tem desenvolvido ao longo desses anos a nova interface cérebro-máquina. Mas o que o implante da Neuralink faz, exatamente? Quais inovações podemos esperar? 

Justiça seja feita — o implante da Neuralink não agrada a todos. O neurocientista Miguel Nicolelis declarou que o chip não traz inovação, porque o principal público-alvo (pessoas com paralisia ou alguma disfunção de movimento) podem receber interfaces não invasivas: "Eles estão vivendo de hype e bad sci-fi”, chegou a disparar o especialista.

Em paralelo, as promessas do implante são ambiciosas. O próprio Elon Musk apelidou o dispositivo de Telepathy, como forma de metáfora à capacidade do implante.

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O que o implante da Neuralink faz?

O implante da Neuralink faz o usuário poder controlar dispositivos eletrônicos com a mente (fazer ligações, operar um computador, comandar um teclado), sem que seja necessário mover algum músculo.

Existe um segredo por trás da telepatia: é a região cerebral responsável pelo controle da intenção do movimento, que é exatamente onde o implante é colocado. A tecnologia trabalha com as ondas cerebrais para transformá-las nos comandos e cumprir sua tarefa de controlar um dispositivo sem que o usuário precise se mover.

De acordo com Elon Musk, o principal foco do implante tem sido os pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA), que limita a movimentação. Inclusive, estima-se que o primeiro ser humano a receber o chip tinha essa condição, mas poucas informações foram reveladas sobre sua identidade, a não ser o fato de que se encontra em recuperação após o êxito da operação.

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O chip tem como alvo neurônios individuais, diferente de dispositivos em desenvolvimento, que costumam ter como alvo sinais de grupos de neurônios.

Já fizeram isso antes?

E por falar nesses dispositivos: essa não é uma técnica exatamente nova. A ciência já faz isso há anos para o tratamento de distúrbios neurodegenerativos. Vimos em um implante cerebral ajudar pacientes sem voz a falar ou favorecer a comunicação pelo pensamento, por exemplo.

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Chips intracranianos têm sido desenvolvidos para diversos fins, como o tratamento de depressão, dor crônica ou Alzheimer. O implante cerebral já possibilitou recuperar o movimento e sensações de um homem tetraplégico, inclusive.

Qual a inovação do implante da Neuralink?

Com isso, é possível observar que a tecnologia de Elon Musk não é exatamente a primeira no que se propõe em sua essência (um chip intracraniano), mas traz a inovação de ser sem fio e ficar escondida depois de inserido, o que pode contribuir positivamente para a autoestima dos envolvidos.

Uma das apostas da empresa está no método de implantação usando cirurgia robótica, justamente com a intenção de reduzir o risco de erro humano. Além de ter em mente o que o implante da Neuralink faz, também vale concentrar-se no fato de que a tecnologia traz, consigo, a visibilidade necessária para esse nicho. Dessa maneira, o chip ganha foco de atenção social e abre portas para as invenções com propostas semelhantes.

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Fonte: The ConversationNeuralink