"Muito preocupante", alerta OMS para a situação do Brasil no combate à COVID-19

Por Fidel Forato | 01 de Dezembro de 2020 às 15h40
Fernando Zhiminaicela/Pixabay

Diante do novo aumento de casos da COVID-19 e da taxa de transmissão (Rt) no Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para a situação epidemiológica do país, durante entrevista coletiva em Genebra. Nesta terça-feira (1), o diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a situação do combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) é "muito, muito preocupante".

De acordo com Ghebreyesus, "o Brasil deveria levar isso muito, muito a sério. É muito, muito preocupante". Na ocasião, o representante da OMS também criticou a gestão da epidemia do novo coronavírus no México, onde também há aumento de casos da infecção. Segundo a plataforma da Universidade Johns Hopkins, são 105 mil óbitos e 1,1 milhão de casos da COVID-19 no país.

Com aumento da COVID-19, OMS reforça importância de medidas de prevenção (Imagem: Viktor Forgacs / Unsplash)

Ghebreyesus também defendeu que a OMS segue investigando as origens do novo agente infeccioso e deve enviar uma equipe internacional à Wuhan, na China, região considerada como o primeiro epicentro da pandemia da COVID-19. "Não há nada para esconder e a posição da OMS é clara. Temos que conhecer a origem do vírus para prevenir futuras epidemias", pontuou o diretor-geral. 

COVID-19 no Brasil

A partir dos dados disponibilizados pelas secretarias de saúde dos estados, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) compartilhou os últimos números da COVID-19 no Brasil, na segunda-feira (30). São 6.335.878 casos diagnosticados de infecção por coronavírus, sendo que a média móvel de novas notificações dos últimos sete dias é de 35.467. 

OMS relata que a situação da COVID-19 no Brasil é preocupante (Imagem: Reprodução/ Conass)

No total, são 173.120 óbitos acumulados em decorrência da infecção causada pelo coronavírus, sendo que a média móvel de óbitos dos últimos sete dias é de 519 mortes. Com isso, a taxa de mortalidade no país é de 82,4 para cada 100 mil habitantes, enquanto a de incidência da infecção respiratória é de 3.015 para cada 100 mil pessoas. 

Entre os estados, São Paulo registra os maiores números totais desde a chegada do coronavírus em fevereiro. São 1.241.653 casos da COVID-19 e 42.095 mortes acumuladas. No ranking, o segundo estado é o Rio de Janeiro, com 354.354 contaminados e 22.590 óbitos, seguido por Minas Gerais, com 416.335 casos e 10.041 mortes.

Fonte: Com informações do UOL; Conass

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