Coronavírus em tempo real: mapa interativo mostra regiões mais afetadas do globo

Por Fidel Forato | 27 de Janeiro de 2020 às 18h27
NASA

O novo vírus chinês continua a se espalhar. De acordo com dados de saúde locais, o número de pessoas mortas na China pelo novo coronavírus aumentou para 81, com quase 3.000 doentes confirmados. Inclusive, o feriado nacional do ano novo foi prorrogado por três dias até domingo (2), em tentativa de conter a propagação.

Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) corrigiu, hoje (27), sua avaliação de risco do vírus, considerando elevado ao nível internacional — isso depois de tê-lo descrito, anteriormente, como moderado. Em seu último relatório sobre a situação, a instituição o descreve como "muito alto na China, alto em nível regional e em todo o mundo."

Para organizar todos os dados e fontes sobre o tema, pesquisadores da Johns Hopkins University construíram e atualizam regularmente um painel online que rastreia a disseminação mundial do surto de coronavírus, conhecido provisoriamente como 2019-nCoV.

Universidade lança mapa interativo sobre os casos do coronavírus no mundo (Captura de tela: Fidel Forato/ Canaltech)

Entenda o mapa do coronavírus

Segundo Lauren Gardner, professora de engenharia civil e co-diretora da CSSE, na Johns Hopkins, "criamos esse painel porque achamos importante que o público entenda a situação do surto à medida que ela se desenvolve com fontes de dados transparentes". 

"Para a comunidade de pesquisa, esses dados se tornarão mais valiosos à medida que continuarmos a coletá-los ao longo do tempo", completa uma das responsáveis pelo projeto. Por isso mesmo, o site exibe estatísticas sobre mortes e casos confirmados de coronavírus em um mapa mundial. Nele também é possível que os visitantes baixem os dados gratuitamente.

Fique por dentro:

Para Gardner, disponibilizar os dados para download é "crítico" para os pesquisadores. Por enquanto, a plataforma ainda não prevê para onde o vírus, provavelmente, se espalhará. Essa função que depende de estáticas e algoritmos mais calibrados.

No ano passado, Gardner e uma equipe de pesquisadores identificaram 25 regiões dos EUA com maior probabilidade de sofrer com os surtos de sarampo. Essa análise preditiva foi publicada na revista The Lancet Infectious Diseases e estava baseada no volume de viagens aéreas internacionais, isenções não médicas de vacinas infantis, dados populacionais e informações relatadas sobre surtos de sarampo.

Maioria dos casos do novo vírus chinês se concentram no continente asiático (Captura de tela: Fidel Forato/ Canaltech)

Como funciona?

As estatísticas que permitem a visualização de dados são coeltadas de diferentes fontes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, da Comissão Nacional de Saúde da República Popular da China e do Dingxiangyuan — uma espécie de rede social chinesa para profissionais de saúde que fornece, em tempo real, informações sobre novos casos.

Gardner explica que esses levantamentos, provenientes de diferentes fontes, "podem fornecer avaliações mais oportunas do surto, em comparação com as organizações de relatórios em nível nacional, que levam mais tempo para filtrar." Inclusive, alguns veículos de imprensa como Newsweek, PBS News Hour e ABC News já citaram o novo painel em seus relatórios sobre o surto.

Atualmente, o site registrou 81 mortes relacionadas ao novo coronavírus e 2.886 casos confirmados, incluindo cinco casos nos Estados Unidos, três na França e um no Canadá. De acordo com o que pode ser visto, a maioria das infecções ainda se concentra na Ásia. Confira o mapa aqui.

Fonte: Johns Hopkins University e BBC News

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